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  - Domingo, Outubro 31, 2004

Basta de ter de correr atrás de um resultado negativo!



Não fosse o golo sofrido ao cair do pano, e certamente estariamos a contar uma diferente história deste jogo. Apesar de um excelente golo de Gama, num lance individual, a equipa da Briosa parecia estar já em descompressão esperando pelo intervalo. O segundo golo...novo lance de descompressão no início da segunda-parte... Ainda o apito do árbitro para o recomeço da partida soava no Estádio dos Arcos em Vila do Conde, já a Briosa havia sofrido o 2-0. Concentração é algo que se precisa. O jogo tem noventa minutos, todos eles igualmente jogaveis. Os estudantes tem de perceber que este é um princípio básico do futebol.
O jogo coemçou bem, com duas equipas igualmente combativas sob a batuta dos dois playmakers em pleno destaque: Ricardo Fernandes e Ricardo Nascimento. A Académica defendia-se sempre bem, com Vasco Faísca, José António e Nuno Luís em destaque. Joeano esteve sempre bem na primeira parte, e poderia ter chegado ao golo por duas ou três ocasiões. Destacou-se o remate ao minuto 28, onde tirou bem 2 adversários do caminho e rematou muito, muito perto das redes de Mora. O jogadores pensavam já no intervalo e Gama atira uma chapelada a Pedro Roma, que se pode considerar mal batido.
A Académica que controlava o jogo viu-se a vergada a entrar nos balneários com o peso de um resultado negativo.
O reínicio da partida começa com mais um golo do Rio Ave, e o jogo estava condenado a acabar com uma derrota para a equipa dos Capas Negras. Duas desatenções, dois golos em momentos decisivos.
Remar contra a corrente, é como se sabe, bem mais difícil. E a Briosa remou, lutou quase até à exaustão. Fica a pergunta...porque é q não se mantém sempre a mesma vontade de ganhar?
Jogou bem melhor a Briosa, que dominou o restante da partida. Pena é que perdia já por 2 golos de diferença. Aos 22 minutos, Gaúcho deveria ter sido expulso por agressão sobre Ricardo Fernandes. Minutos depois um penalty algo polémico para a Briosa (a falta é fora ou dentro da área?). Luciano acabado de entrar apara substitiur o esforçado Rodolfo marca com classe o castigo máximo. No minuto seguinte Ricardo Fernandes poderia ter marcado num remate de fora da área. Mas a bola saí pouco ao lado da baliza de Mora. Mais com o coração do que com a cabeça, tentava a Briosa o empate. Perdeu algumas ocasiões e num contra-ataque, depois de um falhanço clamoroso de Paulo Adriano, apareceram 3 jogadores do Rio Ave apenas com Pedro Roma pela frente. E o golo foi inevitavel. E assim morreram as esperanças do empate para a turma Coimbrã.

DESTAQUES POSITIVOS - Combinações de pormenor de Joeano e Dario. Apesar da falta de ritmo, parece que estes jogadores podem fazer magia no ataque da Briosa.
Atitude da equipa depois de sofrer os golos. Tentou sempre, e controlou a espaços o jogo desta tarde. Luciano. Sempre que entra, especialmente nos jogos fora, dá nova alma à equipa. A sua velocidade e determinação fazem a diferença.

DESTAQUES NEGATIVOS- Ricardo Fernandes e Paulo Adriano. Ricardo Fernandes não pode querer ser o maestro do jogo dos de Coimbra, se não assumir, que tem de fazer jogar e não jogar sozinho! O verdadeiro playmaker faz jogar a equipa, não finta e remata quando tem companheiros desmarcados. Desastrado na marcação de livres e cantos.Paulo Adriano... Péssimo! perdeu bolas decisivas que deram golos e jogadas de perigo do Rio Ave. Nunca conseguiu fazer a transposição defesa-ataque, que a equipa tanto necessitava.
Ter de correr atrás de um resultado negativo, sofrendo golos em momentos decisivos. Já aconteceu vezes demais. Já basta!

ÁRBITRO - Esteve quase sempre bem António Resende. Falhou apenas em não expulsar Gaúcho por agressão; O Árbitro-Auxiliar deu a indicação da marca de grande penalidade no lance mais discutido do encontro.