Empate com o campeão!
Os pontos começam a abeirar-se.....

foto: Diario de Coimbra
Por vezes é necessário começar uma crónica, não com os momentos do jogo que nos dispomos comentar, mas antes relembrando aquilo que não foi e deveria ter sido... Uma equipa que joga assim tão arrumada, tão disciplinada tacticamente e demonstra tamanha fibra, tem de faze-lo em todos os jogos, em todos os campos e durante os 90 minutos de jogo. Perdoem-me o incontornável pleonasmo, mas hoje a AAC «perdida», «perdeu-se». Encontrámos uma nova forma de jogar. Prática e concisa. O futebol foi levado ao extremo do pragmatismo e o brioso contra-ataque, pôs sempre em sentido a muralha defensiva do Dragão. A vitória poderia ter sido oferecida de bandeja a qualquer um dos lados. A faca de dois gumes que demonstra ser, a táctica da AAC, foi sinónimo de «corte», mas desta vez, com as más exibições do passado.
Novo Fôlego
A equipa dos Capas Negras, não se ressentiu nunca do pesado jogo para a Taça, que disputou quarta-feira no Estádio dos Arcos com o Rio Ave. A mesma equipa, a mesma táctica e semelhante forma de encarar o jogo. Muita vontade, força e determinação. O meio-campo carburou sempre bem, com Tixier (plenamente integrado no espírito da equipa) a destruir, e Dionattan, muito bem, no miolo a construir os lances de contra-pé. Kenedy e Luciano preencheram bem as alas, e o que o primeiro imprimia clarividência, em cada passe que fazia, o segundo demonstrava um espírito de abnegação e entrega que, só de ver, até cansava!
De seguros Castro(s) se constrói uma defesa...
O superavite de defesas-centrais na equipa, não constitui fonte de afunilamento do jogo pela zona-central, nem jogo de repelões e balões para o ar. Zé Castro demonstrou ser omnipresente na grande-área defensiva, e Faísca esteve sempre muito seguro, subindo a preceito, não descurando contudo a sua principal missão. Defender o flanco que lhe estava destinado. Danilo esteve sempre em «alta» tanto no confronto com MacCarthy como com Luiz Fabiano. Pode mesmo dizer-se que, na defesa da Briosa a dúvida nunca foi uma opção, sendo que a articulação das suas peças foi a chave para o nulo.
Desesperar pelo Matador
Dário nunca entrou no jogo. Saiu lesionado em noite inglória e pouco demonstrou ao longo dos minutos que esteve em campo. Demasiadamente preso, não conseguiu ser a referencia na frente que a equipa tanto necessita. Joeano entrou «com o ar ligado» e o turbo só parou com o apito que pôs termo ao encontro. Contudo não concretizou. E sabe-se bem que o combustível de um avançado é sempre, mas sempre, os golos...
Jogo da Briosa condicionado pela «Doença de Proença»
Ficou já claro nesta crónica que o jogo táctico dos Estudantes teve sempre como regra principal o contra-ataque. Rapidez e automatismo na condução de bola foram essenciais, sendo que as faltas defensivas «a matar», são um empecilho material para este tipo de jogo. E o árbitro Pedro Proença foi sempre condescendente. Costinha deveria ter, logo nos primeiros minutos da segunda parte, ter sido expulso, bem como Jorge Costa, que tal-qual pauliteiro de Miranda, talhou de foice muitas das aspirações académicas.
O jogo caminhou nervosamente para o final. Duas oportunidades não concretizadas, uma para cada equipa, selaram definitivamente o destino do encontro.
DESTAQUES POSITIVOS
1- Tantas vezes aqui falamos dele, e mais uma vez, tem de ser referenciado. Grande público que a Briosa tem a seu lado! Sempre a puxar pela equipa, sempre em superioridade, quer nas vozes, quer no espírito com que encarou a partida.
2- Um bom batuque de Samba. Grandes exibições de Dionattan, Luciano e Danilo, que cumpriram à risca as instruções do técnico da Briosa. Os sectores aos quais estavam incumbidos de fazer funcionar, carburaram na perfeição.
3- Melhor em campo... Zé Castro. Ao jeito da BD, o Fantasma aparece sempre sem ser notado, salvando a equipa dos maiores dos sarilhos...
4- Nelo Vingada. A equipa jogou com um objectivo e ganhou clarividência. As peças estiveram sempre muito, mas mesmo muito bem arrumadas, e cada elemento da equipa sabia perfeitamente a missão para a qual estava incumbido.
5- Frescura física da equipa. Depois de um jogo difícil para a Taça em Vila do Conde, os rapazes mostraram que disponibilidade e entrega não vão faltar na segunda volta da prova.
DESTAQUES NEGATIVOS
1- SuperDragões. Não sei se provocados ou não, para aqui pouco interessa. Vi duas crianças a terem de fugir para a pista de tartan «atirados» pelo pai que tentava salvar-se da avalanche de inergúmenos que barbaramente se dirigiu de encontro aos adeptos que estavam na central do primeiro anel. É este o exemplo que fica? Qual será a imagem que ficará na memória destes putos?
2- Pedro Proença. Por causa do árbitro do encontro, os adeptos da Briosa mais pareciam vendedeiras do afamado «Mercado do Bulhão». Muita asneira saiu porta fora, por causa do critério disciplinar do homem do apito...
foto: Diario de Coimbra
Por vezes é necessário começar uma crónica, não com os momentos do jogo que nos dispomos comentar, mas antes relembrando aquilo que não foi e deveria ter sido... Uma equipa que joga assim tão arrumada, tão disciplinada tacticamente e demonstra tamanha fibra, tem de faze-lo em todos os jogos, em todos os campos e durante os 90 minutos de jogo. Perdoem-me o incontornável pleonasmo, mas hoje a AAC «perdida», «perdeu-se». Encontrámos uma nova forma de jogar. Prática e concisa. O futebol foi levado ao extremo do pragmatismo e o brioso contra-ataque, pôs sempre em sentido a muralha defensiva do Dragão. A vitória poderia ter sido oferecida de bandeja a qualquer um dos lados. A faca de dois gumes que demonstra ser, a táctica da AAC, foi sinónimo de «corte», mas desta vez, com as más exibições do passado.
Novo Fôlego
A equipa dos Capas Negras, não se ressentiu nunca do pesado jogo para a Taça, que disputou quarta-feira no Estádio dos Arcos com o Rio Ave. A mesma equipa, a mesma táctica e semelhante forma de encarar o jogo. Muita vontade, força e determinação. O meio-campo carburou sempre bem, com Tixier (plenamente integrado no espírito da equipa) a destruir, e Dionattan, muito bem, no miolo a construir os lances de contra-pé. Kenedy e Luciano preencheram bem as alas, e o que o primeiro imprimia clarividência, em cada passe que fazia, o segundo demonstrava um espírito de abnegação e entrega que, só de ver, até cansava!
De seguros Castro(s) se constrói uma defesa...
O superavite de defesas-centrais na equipa, não constitui fonte de afunilamento do jogo pela zona-central, nem jogo de repelões e balões para o ar. Zé Castro demonstrou ser omnipresente na grande-área defensiva, e Faísca esteve sempre muito seguro, subindo a preceito, não descurando contudo a sua principal missão. Defender o flanco que lhe estava destinado. Danilo esteve sempre em «alta» tanto no confronto com MacCarthy como com Luiz Fabiano. Pode mesmo dizer-se que, na defesa da Briosa a dúvida nunca foi uma opção, sendo que a articulação das suas peças foi a chave para o nulo.
Desesperar pelo Matador
Dário nunca entrou no jogo. Saiu lesionado em noite inglória e pouco demonstrou ao longo dos minutos que esteve em campo. Demasiadamente preso, não conseguiu ser a referencia na frente que a equipa tanto necessita. Joeano entrou «com o ar ligado» e o turbo só parou com o apito que pôs termo ao encontro. Contudo não concretizou. E sabe-se bem que o combustível de um avançado é sempre, mas sempre, os golos...
Jogo da Briosa condicionado pela «Doença de Proença»
Ficou já claro nesta crónica que o jogo táctico dos Estudantes teve sempre como regra principal o contra-ataque. Rapidez e automatismo na condução de bola foram essenciais, sendo que as faltas defensivas «a matar», são um empecilho material para este tipo de jogo. E o árbitro Pedro Proença foi sempre condescendente. Costinha deveria ter, logo nos primeiros minutos da segunda parte, ter sido expulso, bem como Jorge Costa, que tal-qual pauliteiro de Miranda, talhou de foice muitas das aspirações académicas.
O jogo caminhou nervosamente para o final. Duas oportunidades não concretizadas, uma para cada equipa, selaram definitivamente o destino do encontro.
DESTAQUES POSITIVOS
1- Tantas vezes aqui falamos dele, e mais uma vez, tem de ser referenciado. Grande público que a Briosa tem a seu lado! Sempre a puxar pela equipa, sempre em superioridade, quer nas vozes, quer no espírito com que encarou a partida.
2- Um bom batuque de Samba. Grandes exibições de Dionattan, Luciano e Danilo, que cumpriram à risca as instruções do técnico da Briosa. Os sectores aos quais estavam incumbidos de fazer funcionar, carburaram na perfeição.
3- Melhor em campo... Zé Castro. Ao jeito da BD, o Fantasma aparece sempre sem ser notado, salvando a equipa dos maiores dos sarilhos...
4- Nelo Vingada. A equipa jogou com um objectivo e ganhou clarividência. As peças estiveram sempre muito, mas mesmo muito bem arrumadas, e cada elemento da equipa sabia perfeitamente a missão para a qual estava incumbido.
5- Frescura física da equipa. Depois de um jogo difícil para a Taça em Vila do Conde, os rapazes mostraram que disponibilidade e entrega não vão faltar na segunda volta da prova.
DESTAQUES NEGATIVOS
1- SuperDragões. Não sei se provocados ou não, para aqui pouco interessa. Vi duas crianças a terem de fugir para a pista de tartan «atirados» pelo pai que tentava salvar-se da avalanche de inergúmenos que barbaramente se dirigiu de encontro aos adeptos que estavam na central do primeiro anel. É este o exemplo que fica? Qual será a imagem que ficará na memória destes putos?
2- Pedro Proença. Por causa do árbitro do encontro, os adeptos da Briosa mais pareciam vendedeiras do afamado «Mercado do Bulhão». Muita asneira saiu porta fora, por causa do critério disciplinar do homem do apito...



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