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  - Domingo, Abril 03, 2005

Ganhar jogando mal, também é importante



A equipa de futsal da Académica fez ontem uma das mais desastradas exibições do seu passado recente. Não fora uma ponta de sorte e o empenho e disponibilidade, quer física, quer mental de alguns dos seus jogadores, a Briosa poderia ter sofrido uma comprometedora derrota, que deitaria por terra o sonho da subida. Mas tudo está bem, quando acaba bem, já lá dizia «o poeta do grande rio» e os 3 três preciosos pontos não escaparam, ao final à turma de Coimbra.


Tiago Teixeira acreditou e conduziu a equipa à vitória


Quando os grandes artistas se encontram desinspirados, e o fruto do seu trabalho não se tem consequências práticas visíveis, é então tempo de os «menos capacitados», mas mais trabalhadores entrarem em acção. Tiago Teixeira (depois do 1-1 de Zito) marcou os dois golos que catapultaram a equipa para a vitória. Golos plenos de oportunidade e crença, o terceiro então, uma grande jogada, em que a bola foi tratada como «princesa», até encontrar a baliza adversária.


Gafanha poderia ter surpreendido


Entre postes e barra da baliza do guarda-redes Academista, foram quatro as bolas que, com estrondo, embateram nas suas faces. Muita conversa, tinha «o keeper» para por em dia, com a sua baliza. Grande exibição também, salvando a equipa do empate nos últimos segundos, dando o corpo a um remate de Joca, jogador do Gafanha.

Os da Gafanha utilizaram uma táctica inteligente, que enleou Luisinho e André na sua teia, nunca deixando que estes explanassem o futebol que sabem praticar; muitos nervosos, estes jogadores cometeram faltas desnecessárias, e não tiveram a arte e o engenho, para superar as dificuldades impostas por uma defensiva expectante e um contra-ataque rápido.

Ao final, 3-2 para a Briosa, e uma vitória que só pode moralizar… Afinal quem ganha jogando mal… Imagine-se o que poderia fazer jogando bem!

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