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  - Sexta-feira, Junho 17, 2005

Marcel em entrevista

É ainda um jogador controverso. Meia promessa, jogador de créditos firmados, fundamental, acessório, excelente ou por e simplesmente mediano. De tudo já ouvi deste Marcel. A cisão entre opiniões é tal que já o vi ser aplaudido por uns e apupado por outros no mesmo espaço físico e temporal!

De toda a maneira Marcel, ponta-de-lança brasileiro que rumou a Coimbra em Janeiro passado, foi fundamental em uns tantos jogos, marcando um punhado de golos decisivos, que deram sem dúvida, pontos importantes à equipa. Marcou apenas quatro golos, mas todos eles fundamentais. Os golos de Marcel no pretérito campeonato significaram sempre um acréscimo de pontos na contabilidade da carreira da Briosa na Superliga. Os apontados ao Nacional e ao Gil Vicente valeram cada um, três pontos, o da Madeira, frente ao Marítimo, valeu mais um, e abriu ainda a goleada ao Penafiel, quando começou a "cheirar" a manutenção. Estreou-se com a camisola da Briosa a 29 de Janeiro, à 19.ª ronda, jogando os últimos quarenta e cinco minutos do encontro frente ao Vitória de Guimarães, e a partir daí foi sempre titular nos catorze jogos disputados até ao terminus do campeonato, totalizando 1.333 minutos em campo.



«Cansado… Agora é altura de regenerar»

Agora o Brasileiro quer mais. Cumpriu com sacrifício a espinhosa missão que a equipa tinha em mãos, mostrando valia física e psicológica, atirando os interesses do grupo para primeiro plano em detrimento da sua valorização pessoal. «Não tive uma pré-época adequada (na Coreia), estive também parado alguns dias no Brasil. No começo, com esforço ultrapassa-se tudo, mas depois vem o cansaço. Procurei ajudar o grupo e isso é que foi importante» frisou o atleta.




«Sinto-me Feliz em Coimbra e existem boas condições de trabalho»

No dia 11 do próximo mês uma nova etapa se inicia com o arranque da temporada e Marcel quer «trabalhar desde o começo com o grupo para poder fazer uma época ainda melhor». «Bem acolhido» em Coimbra, o brasileiro, de quem se disse quando chegou estar em trânsito para o FC Porto, confessa-se «feliz» numa «cidade boa» e num clube «de tradição, que dá boas condições» e para já não pensa noutra coisa que não seja «trabalhar para fazer golos e ajudar a equipa».

Elogios ao técnico

O futebolista trabalhou apenas quatro meses com Nelo Vingada, porém não poupa elogios ao técnico, saudando a sua continuidade na Briosa: «É uma pessoa boa, um excelente profissional que compreende o grupo e procura ajudar os jogadores.
Estamos contentes com a sua permanência»
, concluiu.

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