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  - Quarta-feira, Julho 20, 2005

Raul Oliveira processado

A Académica vai processar judicialmente o defesa central Raul Oliveira, actualmente no Lusitânia, pelas afirmações do futebolista que, no entender do clube, atentam contra a competência e honorabilidade do departamento médico dos ”estudantes” de Coimbra.
Em declarações à rádio TSF, Raul Oliveira acusou a Académica de não lhe dar o apoio clínico necessário para debelar uma lesão que o manteve afastado dos relvados entre Maio de 2003 e Dezembro de 2004, antes de ser dispensado, dando a entender que a sua baixa foi prolongada propositadamente. “A baixa que o atleta teve não foi em proveito da Académica, mas sim devido à complexidade da recuperação do atleta que não aconteceu na totalidade, já que a 06 de Dezembro de 2004 o fisiatra do clube, Pedro Saraiva, orientou o atleta no sentido do fortalecimento muscular da área intervencionada”, esclareceu José Barros, com base em documentos exibidos, que pretendem apresentar em tribunal.
O presidente da instituição, José Eduardo Simões, ao lado dos médicos, acusou o atleta de ingratidão, pois foi-lhe renovado o contrato em Julho de 2004 para ele recuperar e ele pagou essa atitude com acusações de fraude por parte de quem que lhe deu a mão. Depois de ter rescindido amigavelmente com a Briosa, Raul Oliveira afirmou que estava triste, pois “contava em ficar no clube”, já que tinha renovado até Junho de 2005. O atleta alegou que, durante o período em que teve a grave lesão nos ligamentos do joelho esquerdo, não teve “apoio de ninguém na Académica” e teve de recorrer aos serviços do médico António Martins, em Lisboa, que o operou pela segunda vez e o reabilitou para a prática do futebol.
Raul Oliveira acusou, ainda, o departamento médico de Coimbra de nunca mais lhe mexer no joelho, mantendo-o sempre de baixa, e acrescentou que o clube informou-o apenas em Dezembro de 2004 de que não contava mais com os seus serviços. O jogador acrescentou que, até essa altura, a seguradora pagou 80 por cento do seu ordenado, mas garante ter em sua posse “relatórios médicos que põem em causa o trabalho realizado pelo departamento médico da Briosa”.

Marcelo chegou a acordo com a Académica


Marcelo, ex-avaçado da Académica também já chegou a um entendimento com o clube. Em causa estava a rescisão do jogador e a interpretação do contrato de trabalho que ligava as partes por mais um ano - segundo a vontade do jogador - mas que não era reconhecido pela Briosa. Assim e depois de as autoridades superiores terem analisado o caso ficou agora decidido que a Académica terá de indemnizar o jogador num valor perto de 75.000€. Recorde-se que Marcelo chegou em 2001 pelas mãos de Campos Coroa para formar a dupla atacante com Dário, mas as suas exibições e as enormes limitações técnicas não foram capazes de corresponder as expectativas nele inicialmente depositadas. No seu curriculum constam ainda passagens pelo Tirsense, Benfica e outros clubes Ingleses.

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