Definir como HomePage   Contador de Visitas   RSS do Blog






  - Sábado, Agosto 13, 2005

Um nulo com sumo




Primeira parte de nível

A Briosa continua com o processo ofensivo emperrado – no que à vertente da finalização diz respeito – mas deu indicações positivas na vertente da circulação de bola e da solidez defensiva. Não é novidade que essa é a base de trabalho do Professor. As equipas constroem-se «de trás para a frente» com um futebol rápido e na medida do possível «rápido de processos».A Académica caminha efectivamente nesse sentido. Mostrou contra o Marítimo, como já o havia feito contra Penafiel, Moreirense e Málaga uma forte entreajuda entre sectores e uma invulgar capacidade de defender. Independentemente dos nomes que componham esses mesmos sectores. Ontem Dani esteve – e bem – na baliza, Nuno Piloto foi o defesa direito, Zé Castro e Hugo Alcântara preencheram o centro da defesa e Ezequias foi o patrão do lado esquerdo. E curiosamente o sector, em toda a primeira parte, carburou aceitavelmente bem. Fecharam-se os espaços aos maritimistas e os Capas Negras dominaram. O futebol apoiado, sustentado por um 4-1-3-2, teve sempre a sua força no trio dinâmico de meio campo, que servia que embolo para o ataque, servindo quase sempre bem quem quisesse finalizar (Joeano foi a figura de proa).

Segunda Parte de menor nível

Se Dionattan, Fernando, Paulo Adriano e Joeano foram os dínamos da primeira metade do encontro, no segundo tempo, com as substituições da praxe deste tipo de encontros, os Estudantes tiveram mais dificuldade em se interligar. As invenções que já tinham sido «algumas», passaram então a ser adjectivadas de «muitas». No segundo tempo, com as alterações introduzidas (Luciano e Danilo renderam Gelson e Zé Castro) a Briosa passou a jogar em 4x3x3, mas foi esse sistema que, curiosamente, menos resultados deram. O Marítimo ganhou a luta de meio-campo e rapidamente partia para o ataque, pondo em sentido a baliza de Eduardo.

O abanão no «finalzinho»

Os verde-rubros mostravam algum ascendente nos minutos finais da segunda parte e pensar-se-ia que o jogo estava destinado a acabar assim. Independentemente de qualquer golo que pudesse surgir. Mas a entrada do jovem Ito para o lugar de Dionattan, alterou por completo esta equação. O jovem defendeu a propósito no flanco esquerdo, fechou bem os espaços a meio campo e teve tempo, ainda, para atacar a propósito. Uma agradável surpresa no princípio de noite no Estádio Cidade de Coimbra. O número 23 foi, pois, o contrapeso, da balança do jogo que até então se mostrava desequilibrada.


Destaques Positivos

Hugo Alcântara – Bela exibição do central académico. Em nítido crescendo de forma, foi imperial na abordagem ao jogo e soberano no controle das acções defensivas. Jogou todo a partida com invulgar fulgor.

Zé Castro – O entendimento com o brasileiro, companheiro no miolo defensivo foi quase perfeito. Se um destrói sem piedade, «o outro» compensa pelo recorte técnico na abordagem aos processos defensivos. Até parece que os avançados param para o ver jogar…

Ezequias – A surpresa da pré-época. Forte na marcação, na ajuda que dá aos centrais, na técnica que mostra, e na intencionalidade das subidas pelo flanco.

Dionattan – Esqueçam o brasileiro das decepcionantes exibições. Este é outro, quer na abordagem aos lances em que é necessário «meter o pé», quer na maneira como parte (literalmente) para cima dos defesas contrários. Um desequilibrador.

Paulo Adriano – O capitão está em campo para dar o exemplo, e este foi daqueles que não virou nunca a cara à luta.

Fernando - Esquerda, direita, centro. Ataque, muito ataque, transpiração e inspiração. Pega na equipa e transporta-a com velocidade para as acções ofensivas. Exibição cinco estrelas.

Joeano – Sempre móvel, sempre espontâneo na forma como abordou a hora do remate, teve tempo para recuperar algumas bolas no centro do terreno e lançar perigosos contra-ataques. Aos quais chegava ainda, a tempo de finalizar…

ACADÉMICA 0
Treinador: Nelo Vingada.
Dani; Nuno Piloto, Zé Castro, Hugo Alcântara e Ezequias; Gelson; Dionattan, Filipe Teixeira e Paulo Adriano (cap.); Joeano e Fernando.
Jogaram ainda: Vítor Vinha, Danilo, Luciano, Eduardo, Lira, Sarmento e Ito
.

MARÍTIMO 0
Treinador: Rui Rodrigues (Juca).
Marcos; Briguel, Van Der Gaag (cap.), Nuno Morais e Evaldo; Komac e Fahel; Walter Júnior; Júnior Bahia, Nilson e Manduca.
Jogaram ainda: Filipe Oliveira, Rincon e Kanu.
Suplentes não utilizados: Nelson, Ferreira, Fernando, Valnei, Luís Olim e Marcinho.

Estádio Cidade de Coimbra.
Assistência: cerca de 1000 espectadores.
Árbitro: António Resende (Aveiro).
Auxiliares: José Carlos Santos e António Gonçalves


Rafael Gaúcho e Delmer dispensados


Se a dispensa de mais um avançado surpreendeu, a eventualidade da dispensa de Rafael Gaúcho, já há muito tinha sido aventada pelo Simplesmente Briosa. O médio não correspondeu nunca aos apelos de Nelo Vingada e mostrou uma falta de querer e de empenho nas situações de jogo que não cabem nas equipas de Nelo Vingada. A surpresa da dispensa de três jogadores, pode querer dizer que mais um entrará…

| << Voltar ao Inicio