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  - Domingo, Setembro 11, 2005

Académica 0 - 1 Setúbal

Foi uma Académica pobre de ideias contra um Setúbal que soube adormecer a Briosa e partir de uma forma perigosa para o contra-ataque. "Anestesiada", a Académica foi sempre uma equipa demasiadamente previsível, não causando grandes embaraços à equipa Vitoriana.



4-3-3, foi o esquema utilizado por Nelo Vingada para abordar este jogo. Com a defesa habitual, as novidades acabaram por aparecer no meio campo com Dionattan a ocupar o lugar que habitualmente pertence a Paulo Adriano, e com Luciano à direita do ataque. O esquema revelava uma maior acutilância ofensiva, mas um Setúbal bem fechado na sua intermediária deitou por terra as aspiraçoes académicas, e mesmo com Luciano bem encostado na linha, a tentar "abrir" a defesa tinha perante si um dos melhores laterais da Superliga, Nandinho, que quase nunca lhe deu espaços para centrar bolas para Marcel finalizar. Do outro lado Fernando, que ainda não compreendeu que tem de abrir o jogo e continua a tentar romper no meio, sempre com marcação adequada e que sendo um esquerdino nato, não tira nem proveito do cruzamento nem do remate. A meio campo quase sempre era previsivel o que se ia passar e na defesa veio ao de cima alguma falta de velocidade de Hugo Alcantara, juntamente com falhas de Nuno Luís na marcação individual.
Passando agora ao desenrolar do jogo, a Académica entrou bem na partida e nos primeiros minutos encostou o Setúbal na sua intermediária, assim foi que aos 5' minutos de jogo, Marcel tem uma soberana oportunidade e atira contra Moretto, não conseguindo Dionattan emendar da melhor forma na recarga à boca da baliza. O jogo decorria e a Académica dominava mas sem nunca criar o perigo desejado, e foi então o Setúbal que criou a maior oportunidade do jogo, numa bola onde a defesa academista teve os deuses do seu lado, Nuno Luís falha na marcação a Tchomogo, este consegue cruzar com perigo e Fábio cabeceia ao poste, com a bola a percorrer a linha de baliza mas sem ninguém para a emenda. Até ao intervalo destaque apenas para uma grande defesa de Moretto a cabeceamento de Hugo Alcantara, e assim chegava o intervalo. com um nulo no marcador mas ainda assim com uma ligeira supermacia academista.
Na 2ª parte, o Setúbal entrou melhor e logo surpreendeu a Académica com algumas oportunidades que se iriam materializar num golo que seria o único da partida. A defesa ficou a dormir perante um cruzamento de Nandinho a que Fábio corespondeu com um cruzamento sem nada a fazer para Pedro Roma. Faltava meia hora para o apito final mas ainda assim e apesar de algumas boas oportunidades a Académica não mais conseguiu chegar ao tão desejado golo.
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Nelo Vingada:
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«Quero começar por registar a maneira empenhada e alegre como a nossa massa associativa, apesar do resultado negativo, se entregou ao jogo. Eles cumpriram a parte deles. Da nossa parte foi um jogo muito mau, sem querer tirar mérito ao Setúbal. Estivemos sempre previsíveis e praticamente não conseguimos criar oportunidades. Temos de jogar melhor porque, mesmo a perder, nunca senti que pudéssemos empatar o jogo. Tivemos uma má atitude, mas isto não significa falta de empenho. Quando o Vitória marcou, tínhamos tido duas oportunidades mas, depois do golo, o Vitória justificou o resultado. Fomos bem anestesiados, bem adormecidos, o Vitória ganhou bem o jogo»
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A Briosa um por um*:
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Pedro Roma – O melhor da Briosa! Sem culpas no golo sofrido. Fez grandes defesas que evitaram a derrota por números mais expressivos.
Mereceu os aplausos dos adeptos.

Hugo Alcântara – Não esteve bem. Assustou os adeptos quando quase marcava auto-golo. Inseguro no ataque.

Zé Castro – Melhor que o companheiro. Organizou o jogo e tentou sempre meter a bola no ataque.

Nuno Luís – Nada inspirado. Foi do lado dele que surgiu o golo do Setúbal.

Ezequias – Esteve abaixo do que é habitual. Na 2ºparte melhorou mas saiu lesionado.

Roberto Brum – Alguns bons pormenores. Mas em geral muito aquém do que sabe fazer.

Filipe Teixeira – Não foi o jogador imaginativo que a Académica precisava no meio-campo.

Dionattan
– Muito apagado.

Fernando – Idem
Luciano - Lutou bastante. Um dos mais inconformados da equipa.

Marcel – Falhou um golo escandalosamente no ínicio do jogo. Até na marcação de livres, em que na época passada se destacou, esteve mal.

Paulo Adriano – Trouxe maior vivacidade ao meio-campo, mas não foi suficiente para alterar o rumo dos acontecimentos.

Gelson – Lutador. Entrou para dar apoio a Marcel no ataque e a equipa tornou-se mais perigosa com a sua entrada.

Pedro – Entrou para o mesmo lugar do Nuno Luís, o que deve ter resultado de problemas físicos do lateral. Não adiantou muito no jogo.
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*por Maria João

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