Gritem todos A-CA-DÉ-MICA!!

Marcel Calou-os a todos!
Hoje nem é dia de falar do jogo. Uma vitória que muitos de nós nunca havíamos provado. Sabem que mais? Tomámos-lhe o gosto e queremos muito mais! Depois de algumas exibições personalizadas na época passada no reduto dos «pseudo-grandes», sem grandes resultados práticos -um empate em Alvalade e no Dragão - que valeram apenas dois pontos, eis que apenas um jogo dá mais pontos que o somatório desses dois encontros juntos.
É por isso dia de festança. Dia de orgulho ao chegar ao trabalho ou às aulas. Dia de poder ver os resumos do fim de noite com um sorriso descansado no rosto, sem necessidade de nada mudar. Sem necessidade de torcer para que um remate não saísse ao lado (ao longo do resumo…) ou que um remate pudesse, em regressão, ser desviado por um defesa académico…
A equipa foi de facto inteligente na forma como abordou o jogo. Marcel jogou de início, e uma meia-surpresa, a inclusão de Nuno Piloto, que estava tocado num pé, sendo dúvida até bem perto da hora do jogo. Não houve defesa nem ataque. A equipa foi um bloco unitário, e durante toda a primeira parte, foi difícil encontrar brechas entre defesa, meio-campo e ataque. Os lances de perigo pertenceram exclusivamente à Briosa que poderia ter ampliado o marcador ainda no primeiro tempo. Apenas a má-sorte e a barra da baliza de Ricardo, não permitiram que a objectividade do jogo académico fosse duplamente premiado.
Nuno Luís e Lira foram peças essenciais para a aproximação da defesa ao ataque. Hugo Alcântara e Zé Castro acompanharam a subida dos seus companheiros de defensiva, empurrando o meio-campo para zonas mais longe no terreno. Resultado, a Académica estendeu-se no terreno de jogo cortando o mal pela raiz. Era no meio-campo sportinguista que pressão alta era fabricada e a vitória também o foi.
Paulo Adriano, Roberto Brum e Filipe Teixeira eram os donos do jogo. O luso-francês foi mesmo o motor de jogo da primeira parte. Desequilíbrios, fintas, faltas ganhas e recuperações de bola (uma delas que deu o golo) que dinamitaram o jogo do Sporting. Pena que o jogo do ex-Paris Saint-German, dure apenas uma parte. Mas que se lixe, se for sempre como a de hoje!
Marcel e Luciano foram as gazuas. Grande jogo dos dois brasileiros. O número 10, aos 29 minutos fez de forma exemplar o primeiro e único golo do encontro, que garantiu a vitória. Mais duas ou três jogadas de entendimento entre ambos e duas chances desperdiçadas, não por inépcia, mas por falta de sorte ou mérito do adversário.
Pedro, Ezequias e Danilo entraram para um autocarro em andamento e não perderam a boleia. Deram aquilo que a equipa necessitava – generosidade e empenho – e contribuíram de facto, para que o 0-1 se mantivesse.
Nelo Vingada no banco foi um estratega exemplar, um mestre na forma como encarou as alterações tácticas do jogo.
Jogadores da Académica:
Pedro Roma – Sempre intransponível. Não sofreu, mais uma vez golos, e só por isso merece nota positiva. Num campo difícil como o de Alvalade…
Nuno Luís – Deparou-se com Liedson e Doulla, depois com Tello e João Alves, e mais houvessem para que o lateral direito os pusesse num bolso. Intransponível.
Zé Castro – Demonstrou que está mais maduro, limpou de forma exemplar duas bolas a Deivid e procurou lançar jogo nas alas, para que o contra-ataque mantivesse os leões em sentido.
Hugo Alcântara – Esta é uma daquelas jarras que não parte. Não perdeu uma bola de cabeça, lutou contra o atabalhoado processo ofensivo verde-e-branco. Pena que a sair a jogar, não tivesse um pouco mais de objectividade.
Lira – « O Lobo», apelidou-o assim, o nosso Presidente José Eduardo Simões. Hoje só lhe apareceram leitões tenrinhos pela frente e o predador não se fez rogado. Teve tempo para fazer uma jogada sublime, mas depois da assistência, Marcel enviou a bola ao poste.
Roberto Brum – Trabalhou o jogo de meio-campo e queimou todas as hipóteses dos estrategas do Sporting, delinearem jogadas de perigo.
Paulo Adriano – Durou o jogo todo e estranhamente, jogou melhor ainda, no final da partida, quando foi necessário agarrar a bola ao pé. Ai o 19 disse que o jogo era dele. Onde estava ele, estava a bola.
Nuno Piloto – Um pouco menos em foco que no último jogo, pela missão que lhe que coube em sorte, mas sempre em destaque a defender, e com apetite por pegar na bola inicial de ataque. Pegou de estaca na equipa titular.
Filipe Teixeira – Uma maravilha de técnica e clarividência de jogo. Ganhou bolas importantíssimas e lançou ataques carregados de veneno. Um dos homens do jogo. Pena que não possa durar o jogo todo. Que se lixe…
Luciano – Tinha o coração a mil de o ver jogar. Fintas correrias loucas e duas assistências ao ponta-de-lança dos Capas Negras. Poderíamos fazer um «Copiar –Colar» nos comentários feitos em jogos passados. Consistência de jogo é o seu lema. Bem a defender e atacar.
Marcel – Há uns tempo escrevemos, «odiado e aplaudido ao mesmo tempo», « assobiado e aclamado na mesma hora». Hoje é dia de aclamação. Teve nos seus pés, como considerou no final do encontro, a possibilidade de um resultado histórico.
Ezequias – Entrou bem e logo começou com correrias. Os atributos estão todos lá, a lesão em nada os enfraqueceu. Mas a luta pelo lugar com Lira, vai ser tremenda.
Pedro – Demasiadamente em conflito com o árbitro. Tem bons pés, boa capacidade física e é um jogador que se adapta facilmente a qualquer posição de meio campo e defesa (faixas laterais).
Danilo – Entrou bem para cortar uma ou duas bolas em situação de aperto.
Nelo Vingada:
A Académica « tinha já feito um ou dois bons jogos, ante o Paços e Boavista, sem resultados práticos. Temos de ser pragmáticos. As vitórias é que dão pontos». O treinador confiou sempre na equipa. «Tudo indicava que mais tarde ou mais cedo o trabalho daria os seus frutos».
«A equipa foi audaz, tendo a felicidade de marcar primeiro». Quanto ao Sporting «tem a possibilidade de fazer mais e melhor».
Destaques positivos -
(1)- Todos e mais alguns...
Destaques negativos -
(1)- Conseguem encontrar algum?



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