Zé Castro
De promessa a certeza!

Era uma daquelas típicas tardes de pleno Verão, em que as sombras são o abrigo de muitos e o Sol não pára de escaldar, os termómetros atingem os picos do ano e onde a solução passa muitas vezes por ficar dentro de casa, em frente ao computador ou da televisão. Também nesse mesmo dia, o consagrado Torneio de Toulon 2003 recebia o primeiro jogo da selecção de todos nós.

Era uma daquelas típicas tardes de pleno Verão, em que as sombras são o abrigo de muitos e o Sol não pára de escaldar, os termómetros atingem os picos do ano e onde a solução passa muitas vezes por ficar dentro de casa, em frente ao computador ou da televisão. Também nesse mesmo dia, o consagrado Torneio de Toulon 2003 recebia o primeiro jogo da selecção de todos nós.
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Cristiano Ronaldo com os seus dribles, e velocidade de deixar qualquer um boquiaberto era o cabeça de cartaz de um grupo de jovens com qualidade, espírito de equipa, que acabou mesmo por ganhar o torneio.
Sobressaíam vários nomes e entre eles estava um defesa, coisa rara nas andanças mais jovens, um tal Zé Castro, do qual nunca ouvira falar, fazia cortes onde incandescia tanta classe, pouco normal num central de 19 anos. A minha admiração pelo central começava a nascer mas essa mesma admiração ganhou outro ênfase a partir do momento em que ouço algo como: "mas que classe o jogador da Académica..."! O arrepio na espinha, aquele orgulho, o BRIO, o orgulho de ser Briosa! Foi desde aí, que Zé Castro ganhou um fan, aquele que só o conhecia do CM, eu, e não mais o largou, nem no caminho até à vitória final e muito menos na ânsia que fosse ele um dos escolhidos para a dupla de centrais.
Cristiano Ronaldo com os seus dribles, e velocidade de deixar qualquer um boquiaberto era o cabeça de cartaz de um grupo de jovens com qualidade, espírito de equipa, que acabou mesmo por ganhar o torneio.
Sobressaíam vários nomes e entre eles estava um defesa, coisa rara nas andanças mais jovens, um tal Zé Castro, do qual nunca ouvira falar, fazia cortes onde incandescia tanta classe, pouco normal num central de 19 anos. A minha admiração pelo central começava a nascer mas essa mesma admiração ganhou outro ênfase a partir do momento em que ouço algo como: "mas que classe o jogador da Académica..."! O arrepio na espinha, aquele orgulho, o BRIO, o orgulho de ser Briosa! Foi desde aí, que Zé Castro ganhou um fan, aquele que só o conhecia do CM, eu, e não mais o largou, nem no caminho até à vitória final e muito menos na ânsia que fosse ele um dos escolhidos para a dupla de centrais.
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Mas não fui só eu, mas antes muitos milhões espalhados pelo mundo, puderam admirar a classe da mais autêntica qualidade que aquele jovem espalhava pelos campos por ele pisados. No meio dos milhões estava como não poderia deixar de ser, Artur Jorge, que se rendeu perante as evidências e afirmou “Vai fazer parte do plantel principal”, acrescentando “tem um futuro brilhante pela frente”, assim não se perca acrescentaria eu…
Mas não fui só eu, mas antes muitos milhões espalhados pelo mundo, puderam admirar a classe da mais autêntica qualidade que aquele jovem espalhava pelos campos por ele pisados. No meio dos milhões estava como não poderia deixar de ser, Artur Jorge, que se rendeu perante as evidências e afirmou “Vai fazer parte do plantel principal”, acrescentando “tem um futuro brilhante pela frente”, assim não se perca acrescentaria eu…
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Já com Vítor Oliveira no comando, a Briosa ia jogar às Antas e o emprestado Tonel não poderia dar o seu contributo, o que abriu as portas à estreia de Zé Castro no mais alto escalão do futebol nacional. Foi uma noite para esquecer! Má exibição da equipa, horrível do Guarda-Redes Fouhami – o qual falemos num post do futuro próximo – mas no meio da desgraça, o Zé permitam-me assim chamar, foi mesmo o menos mau da defesa.
Já com Vítor Oliveira no comando, a Briosa ia jogar às Antas e o emprestado Tonel não poderia dar o seu contributo, o que abriu as portas à estreia de Zé Castro no mais alto escalão do futebol nacional. Foi uma noite para esquecer! Má exibição da equipa, horrível do Guarda-Redes Fouhami – o qual falemos num post do futuro próximo – mas no meio da desgraça, o Zé permitam-me assim chamar, foi mesmo o menos mau da defesa.
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Desde este jogo até à entrada de Nelo Vingada arrisco-me a dizer que não entrou em mais de meia dúzia de jogos, mas ainda assim, nunca desanimou nem declarou que queria sair, provou antes, possuir uma maturidade muito acima da média, sabendo que a sua oportunidade iria de certo surgir continuando a trabalhar e fazer por ser merecedor de oportunidades. E se há alguém a quem o central pode agradecer, esse homem é Nelo Vingada, o professor, pois é a mais fidedigna palavra que se pode aplicar a um senhor do futebol como Nelo Vingada definitivamente o é. Porque professor não é aquele que só dá palmadinhas nas costas, nem aquele que só critica, é sim, aquele que dá força quando ela não existe, mas aquele também a tira quando ela só prejudica. Porque ninguém se esquece do castigo de Zé Castro em Leiria, mas também não se esquece igualmente, que uma semana depois já estava novamente a jogar e a ser apoiado pelo seu professor, pois assim não consigo parar de o chamar, professor.

Hoje, Zé Castro é o produto da sua humildade, aquela que só a consegue quem acredita que pouco ou nada sabe e que só apreendendo novos conhecimentos a cada dia que passa, poderá almejar ser um vencedor na vida.
Desde este jogo até à entrada de Nelo Vingada arrisco-me a dizer que não entrou em mais de meia dúzia de jogos, mas ainda assim, nunca desanimou nem declarou que queria sair, provou antes, possuir uma maturidade muito acima da média, sabendo que a sua oportunidade iria de certo surgir continuando a trabalhar e fazer por ser merecedor de oportunidades. E se há alguém a quem o central pode agradecer, esse homem é Nelo Vingada, o professor, pois é a mais fidedigna palavra que se pode aplicar a um senhor do futebol como Nelo Vingada definitivamente o é. Porque professor não é aquele que só dá palmadinhas nas costas, nem aquele que só critica, é sim, aquele que dá força quando ela não existe, mas aquele também a tira quando ela só prejudica. Porque ninguém se esquece do castigo de Zé Castro em Leiria, mas também não se esquece igualmente, que uma semana depois já estava novamente a jogar e a ser apoiado pelo seu professor, pois assim não consigo parar de o chamar, professor.

Hoje, Zé Castro é o produto da sua humildade, aquela que só a consegue quem acredita que pouco ou nada sabe e que só apreendendo novos conhecimentos a cada dia que passa, poderá almejar ser um vencedor na vida.
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Ninguém ficou indiferente à última exibição em Alvalade, César – o imperador, assim lhe chamou o jornal O JOGO, mas muitos mais foram os elogios ao central. Um pouco por todo o lado, o seu nome já é reconhecido, e acredito que será muito mais ainda num curto espaço de tempo, assim tudo lhe corra de feição. Lembro, há um ano, um central que me parecia frágil no jogo aéreo, e mesmo no desarme ainda possuía algumas carências. Hoje quando vejo o adversário com a bola, e vejo o 13 a aproximar-se, dou um suspiro e digo de mim para mim, “ que alivio, já lá está o Castro!”. Mesmo no jogo aéreo onde penso que ainda pode melhorar, sobretudo no aspecto da marcação, no último jogo, parecia não um jogador, mas antes uma espécie de blindagem, era pelo ar, pelo chão ou pela cintura, não passava nada! Perante isto, que mais pode um adepto desejar?
Ninguém ficou indiferente à última exibição em Alvalade, César – o imperador, assim lhe chamou o jornal O JOGO, mas muitos mais foram os elogios ao central. Um pouco por todo o lado, o seu nome já é reconhecido, e acredito que será muito mais ainda num curto espaço de tempo, assim tudo lhe corra de feição. Lembro, há um ano, um central que me parecia frágil no jogo aéreo, e mesmo no desarme ainda possuía algumas carências. Hoje quando vejo o adversário com a bola, e vejo o 13 a aproximar-se, dou um suspiro e digo de mim para mim, “ que alivio, já lá está o Castro!”. Mesmo no jogo aéreo onde penso que ainda pode melhorar, sobretudo no aspecto da marcação, no último jogo, parecia não um jogador, mas antes uma espécie de blindagem, era pelo ar, pelo chão ou pela cintura, não passava nada! Perante isto, que mais pode um adepto desejar?
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Sejamos realistas, não temos ainda a capacidade para segurar um valor como este durante muitos anos, como certamente todos desejaríamos. Temos de o deixar voar, e ser recompensados obviamente, porque formamos um jogador, e um homem, que não se deixou levar por outros valores e só assim hoje está onde merece, e se merece…
Sejamos realistas, não temos ainda a capacidade para segurar um valor como este durante muitos anos, como certamente todos desejaríamos. Temos de o deixar voar, e ser recompensados obviamente, porque formamos um jogador, e um homem, que não se deixou levar por outros valores e só assim hoje está onde merece, e se merece…
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Por último, o SimplesmenteBriosa, deixa apenas uma palavra de conforto a outro jovem, que teve uma infelicidade. O companheiro de longa data do Zé Castro, André Lage, que aos 20 anos teve de abandonar o futebol fruto de uma lesão. Mas até aqui o nosso central foi grande, e ofereceu ao seu companheiro a sua camisola de estreia pelas selecções nacionais, algo que a grande maioria guarda para si, ele compartilhou com que mais precisava naquele momento!
Por tudo o que és… Obrigado Zé Castro!
Por último, o SimplesmenteBriosa, deixa apenas uma palavra de conforto a outro jovem, que teve uma infelicidade. O companheiro de longa data do Zé Castro, André Lage, que aos 20 anos teve de abandonar o futebol fruto de uma lesão. Mas até aqui o nosso central foi grande, e ofereceu ao seu companheiro a sua camisola de estreia pelas selecções nacionais, algo que a grande maioria guarda para si, ele compartilhou com que mais precisava naquele momento!
Por tudo o que és… Obrigado Zé Castro!



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