Definir como HomePage   Contador de Visitas   RSS do Blog






  - Terça-feira, Novembro 22, 2005

Aprovado!






Relatório e Contas aprovado


Foi através de uma votação de maioria que foi aprovado o relatório e contas da Briosa. Entre a abstenção e os votos a favor, assim ficou dividida a sala de imprensa que serviu de auditório à reunião de associados da noite de ontem. Depois de estabelecido o quórum estatutário, a reunião começou com cerca de uma hora de atraso, mas com pouco substractum. As intervenções dos associados foram em escasso número e de escassa pertinência. Os oposicionistas-situacionista de há muito não compareceram. Pergunto-me mesmo, como é que opositores do último combate eleitoral, nem sequer se dignam a aparecer, esclarecendo os sócios através do confronto da pluralidade de opinião. Aparecerão, certamente, entre bombos e foguetes lançados ao ar, quando o tempo dos votos se aproximar. Nesse particular aspecto, destaque para Emílio Campos Coroa, que deu efectivamente a cara, criticou quem tinha de criticar, apontou o que achava que estava efectivamente mal e no fim pediu aos sócios «que aprovassem o relatório em questão. Podemos duvidar de muita coisa, mas nunca do seu verdadeiro academismo – que valeu ressalva dos elementos da direcção em funções e de José Eduardo Simões em particular.

Explicações dadas pelo Presidente

José Eduardo Simões explicou que esta direcção fez um esforço para realçar o valor acrescido que neste momento tem a equipa de futebol, que pela opção estratégica da actual direcção, consiste fundamentalmente em privilegiar a aquisição dos direitos sobre o passe de jogadores, que mais tarde resultarão em mais-valias financeiras, que por sua vez serão aplicados na amortização do passivo a curto prazo na rubrica de «Empréstimos obtidos».

O passivo e a sua gestão, estão intimamente ligados à vertente desportiva e à capitalização dos activos que são o passe dos jogadores. É um capital de risco, é certo, condicionado pelas influências de mercado, mas que poderá sendo efectivamente bem gerido, constituir o futuro solidificado da nossa Associação. Referiu o presidente que "Em Agosto, por exemplo, recebemos propostas por três jogadores, no total de 4,7 milhões de euros, que foram recusadas para evitar problemas desportivos"

Questão Simbólica

O actual presidente da Briosa, demonstrou algum descontentamento por ainda não se ter conseguido potenciar todas as vertentes da marca Académica. As vendas estão um pouco aquém, os produtos mais procurados não são repostos à velocidade que o mercado exige, e isso origina alguma perda de receita.

Contudo é questão essencial, a homogeneidade do símbolo. Como é que se pode ter uma marca forte «Briosa», quando ninguém sabe bem qual é o símbolo da nossa Académica? Ontem, em plena assembleia geral, a Direcção disponibilizou 3 (!) símbolos diferentes, à escolha de quem por lá estivesse presente. Assim não podemos ter um símbolo forte, porque pura e simplesmente ninguém sabe muito bem qual é. É essencial um acordo gráfico, que liberte a Académica desta questão.

Polémica sobre o Jornal da Académica e Remunerações de Fernando Pompeu

O agitar de águas foi de facto, a questão do jornal da Académica e das possíveis mais-valias que efectivamente poderia gerar. Das eventuais remunerações e dos prejuízos que a esta publicação estão imanentemente ligados. Luís Santarino, sócio da Briosa e participante na Sociedade que detinha o jornal, exigiu explicações do Presidente para declarações que na sua óptica devassaram o seu bom-nome e integridade pessoal.

O Presidente não deu relevo à questão, e respondeu na voz de Carlos Clemente. Este associado (que se encontra ligado à direcção) referiu que era mentira que não houvesse quem ganhasse dinheiro com o Jornal. Que nem tudo era feito por carolice e que afinal havia quem tivesse ganho uns contos de reis. Fernando Pompeu, referiu Clemente, ganhava cerca de 150 contos mensais (na época) os quais eram pagos «por recibo verde» e cujos comprovativos estariam na posse da direcção. Se tal for verdadeiro é de facto de estranhar e de reprovar. Lembro-me ainda de um outro Fernando, desta feita, Pessoa, referir aquando da sua participação na revista «Orpheu» que os proveitos que lhe advinham da escrita era reduzir a condição do homem a «humilhados de salários ínfimos que mal dá para sustentar um pouco de vida». Mas que raio, este era apenas uma Pessoa. E a sua escrita nem era, por aí além, de boa…

Este é um assunto que deveria ficar transparentemente resolvido. Não o ficou. Não foram apresentados os ditos recibos, ou comprovação destes, nem se conseguiu um desmentido oficial de quem foi mencionado neste chorrilho de acusações mútuas. A bem da Académica e do academismo dos envolvidos, tentaremos esclarecer algo mais das graves acusações que sobre uns e outros pairaram.

| << Voltar ao Inicio