Mais uma «grande joga» dos iniciados

Arregaçar as mangas num jogo de fibra
Não restam dúvidas. É futebol que se pratica nos escalões de formação deste jogo, na Briosa. Os muitos espectadores que assistiram na Pedrulha a este jogo do campeonato nacional de Iniciados, cedo perceberam que ali estavam miúdos arrogantemente jogando um jogo de graúdos. Capacidade técnica, cumpridores em termos tácticos e com muita vontade de ganhar o jogo simplesmente para o ganhar. Sem profissionalismos, nem apego ao dinheiro. Afinal o futebol de que toda a gente fala como ideal, existe nos dias de hoje, nos pelados que servem de ringue aos sonhos que se sonham de olhos bem abertos com uma bola nos pés.
União Académica fez a força
Para levar de vencida os da Arregaça, muito teve que se correr, muitas bolas se recuperaram, muito jogo se transformou em suor e esforço. A Académica entrou com «um onze» ofensivo de jogadores móveis na frente, um meio-campo preenchido e uma defesa que muitas das vezes, pelos circunstancialismos do jogo, correu o risco de jogar de igual para igual contra as duas setas que o União colocou em posição de corrida, na linha delimitadora do meio-campo. A primeira parte do encontro foi viril, disputada segundo regras do confronto físico – aspecto que os de negro surpreenderam, pela disponibilidade de sacrifício físico demonstrada ao longo de todo o encontro – e terminou com um nulo. Nulo esse que deveria ter ficado desfeito quase ao fechar quando uma bola embateu do poste depois de excelente antecipação de um atacante da Briosa ao guarda-redes Unionista.
No primeiro tempo, a destacar as exibições de Luís e Nuno Silva no ataque, verdadeiros dínamos ofensivos e de Guerra no eixo da defesa. Exibições só possíveis, obviamente, pelo empenho e dedicação ao jogo dos restantes companheiros. Afinal uma das virtudes desta Briosa, foi o que lhe dá jus ao nome. O brio de todos aqueles que envergaram, mais uma vez, o pesado símbolo académico.
Na segunda parte, nem a polícia (ou falta dela…) os parava!
A Académica sofre o golo logo nos minutos iniciais da partida. Se tudo parecia já difícil pela postura defensiva que o adversário apresentava, logo à partida, depois do golo sofrido ainda mais se acentuou a ideia de que o ferrolho estava definitivamente fechado à chave. O União encolheu-se atrás da linha de meio-campo, sem mais tentar sequer de lá sair. Pontapé para a frente, muita bola alta e pouca corrida. Não se atemorizou, contudo a Briosa, nem os seus jogadores perderam a cabeça. Antes do golo do empate, duas ocasiões soberanas perdidas, mais uma bola à barra e outra perdida face ao guarda-redes, embora de ângulo difícil, pelo número 17 da Briosa, acabado de entrar, Nuno Santos. Um jogador que em outro tipo de forma (menos arredondada…) é um pequeno craque. Trata a bola como poucos, tem um remate potente e uma capacidade de cruzar e passar de fazer inveja. Ele e Tiago (outro dos substitutos) fizeram miséria da defesa dos azul-rubros e construíram o lance que deu um dos golos da Briosa…O mais saboroso, o da vitória. Antes disso, Nuno Silva, que havia de bisar, fez em jogada individual o empate. E marcaria também o mais saboroso golo de todos.
Excelente exibição dos pirralhos académicos, que subiram assim ao primeiro lugar da classificação (embora em igualdade pontual com o União), mesmo tendo perdido administrativamente com o Mealhada, com 19 pontos.
Juvenis ganham no terreno do Pasteleira
Mais uma vitória importante dos comandados de Rui Silva. Excelente no processo defensivo, trouxeram do norte mais uma vitória que os coloca com 18 pontos, nos lugares da luta pelas posições cimeiras. Os Juniores folgaram este fim de semana.



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