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  - Sábado, Novembro 12, 2005

Um empate com travo de derrota


Mais um jogo de luta, total abnegação, muita correria e esforço físico mas sem resultados práticos. Uma Briosa que deu o que tinha, mas que não chegou, pela (falta) de qualidade da equipa do Desportivo de Chaves que se limitou a defender o nulo, e depois a vantagem, sempre com dez atrás da linha da bola. Quem joga mal é por vezes recompensado e esse foi o triste fado, que hoje foi tocado no Luso.

Golo em falha defensiva condiciona estratégia

Se já é difícil jogar contra uma equipa que defende com unhas e dentes o nulo, é tremendamente desesperante jogar contra uma equipa que defende a vantagem. O golo chegou ainda na primeira vintena de minutos da primeira parte, obrigando Tó Miranda a reformular o esquema táctico que havia idealizado para atacar esta importante jornada do Campeonato Nacional de Juniores. Meteu mais uma unidade na frente e tentou jogar com três rapazes mais adiantados, sem nunca conseguir os efeitos práticos desejados. O jogo era forçosamente jogado a meio de terreno, com bolas aos repelões e muito confronto físico sem que a táctica importasse muito. Com poucas opções de ataque no banco (Pedro Ribeiro estava lesionado), o treinador dos Capas Negras contava quase que com a exclusiva boa-vontade do nove académico, TóZé para manobrar as despesas do ataque. Num lance morto dentro da área dos transmontanos, o jovem avançado é derrubado escandalosamente e o penalty é assinalado. Rui Esteves converteu aos 34 minutos e deu novo alento à turma de Coimbra. Mas o empate era, estranhamente, uma vitória para o adversário.

Segunda parte atabalhoada


O futebol foi de péssimo nível no segundo tempo. Porque os espaços estavam fechados, porque o Chaves defendia com 11 dos duros e porque as pernas não deixavam. A Briosa teimosamente utilizava dois trincos o que tinha como consequência o atrofiar do jogo de ataque. Os sectores estavam desgarrados, a defesa demasiadamente estática. Durante grande parte da etapa complementar do encontro, quatro defesas da Académica e dois trincos defendiam um ou dois jogadores adversários.

Com tal apatia e falta de mobilidade, apenas se poderia esperar o arrastar do tempo do relógio até ao final do encontro. Antes disso, duas notas de relevo. Um golo mal anulado a TóZé por pretenso fora de jogo e uma perdida do mesmo jogador a fechar o jogo. A bola embateu violentamente na base do poste depois de remate rasteiro, consequência de um óptimo trabalho com o peito e os dois pés na área flaviense.

Um empate que compromete, mas que não pode desanimar.

Juvenis Jogam amanhã no Paço

Amanhã jogam os juvenis no campo do Paço ante o líder o Leixões. A Briosa miúda está a fazer um excelente campeonato e necessita do apoio de todos aqueles que conseguirem encontrar o «dissimulado» campo do Botão. Rui Silva não pode contar com «Jota», médio que os escalões de formação dos Capas Negras foram buscar ao União de Coimbra e que se tem revelado fundamental neste arranque de temporada.

Post sobre o jogo é garantido.

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