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  - Sábado, Novembro 26, 2005

Vitória por 2-0 dos Juvenis ante o Guarda Tenório.

No Botão não se jogam jogos tradicionais a «Paço». Antes futebol e do bom. Mais uma vez a Briosa na sua acepção mais miúda, mostrou grande personalidade, garra e força bruta. Uma equipa que modificou a estrutura material da equipa, mas não a essência do colectivo. Makukula não jogou, o médio-defensivo habitual recuou para central (não perdendo a equipa a consistência defensiva porque prima), o meio-campo também sofreu alterações –talvez antevendo a dupla jornada que se aproxima na quinta-feira – sendo que foi o ataque, o sector menos forte da equipa, que curiosamente não se alterou.














A Briosa mandou sempre no jogo, actuou num 4x3x3 móvel, que deu frutos logo aos 18 minutos num lance de complicação na pequena área, no seguimento de um canto. Guarda-Redes e defesa dos de Viseu atrapalharam-se pontapés, bola e jogadores pelo ar, até que aquela se anichou carinhosamente no fundo das redes dos visitantes. 1-0, estava aberto o activo contra uma equipa que sobejava em determinação defensiva. Afinal e ao que dizem, o 1-0 é o golo mais difícil de marcar.

Nem sempre a populaça acerta

Já se sabe que o povo é quem mais ordena. Ditado atrás de provérbio, já se sabe que «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar» e que «quem não arrisca não petisca». Este foi o académico dilema de toda a segunda-parte. O primeiro golo chegou, teoricamente era o mais difícil, mas o segundo é que verdadeiramente custou. A Associação Académica de Coimbra criava oportunidades atrás de oportunidades e a bola teimava em não entrar.

A baliza do Académico parecia estar guardada à lei do cacete do Guarda Tenório, figura que se passeou pela linha lateral, sempre pomposo e bem «enrolado», lançando olhares de fúria para os tiritantes espectadores. Cada um de nós era para esta personagem um mítico kamikase pronto a rebentar. Ao intervalo (como a foto comprova) pediu ao agente técnico de medição e avivamento de linhas laterais, para que delimitasse o terreno de jogo. Daqui para ali, ninguém passava!

















Aos 68 minutos o descanso


Depois de muitas oportunidades perder e de tantas outras desperdiçar o descanso Brioso chegou ao morder da meia-hora. Um bom lance de entendimento de ataque, bem finalizado, com calma por um aposta ganha de Rui Silva.

Até ao final o passeio à chuva continuou sem preocupações.

A Briosa reagiu bem à goleada sofrida em Gaia, ante o FCP no último encontro do Campeonato Nacional de Juvenis. Uma equipa que conta apenas com 5 golos sofridos (todos eles ante os jovens Dragões).