Adeus, Marcel!
Foi perto de um ano de Briosa ao peito e muita, muita controvérsia…. Dos melhores adjectivos possíveis até aos piores, de tudo era fácil encontrar nas apreciações que cada adepto fazia deste jogador que se mais não for, ficará na história como o mais caro jogador de sempre a representar a Académica.
Chegou em Janeiro – como podem ler aqui – aceitando um desafio em que à partida nem todos seriam capazes de arriscar, e agradou os adeptos com as palavras: «Agora, estou com a cabeça apenas na Académica. Venho para tentar ajudar e fazer o que eu mais sei e que o clube precisa: os golos». É certo que foi uma aposta arriscada por parte da direcção, alguns mesmo, apelidaram-na de “loucos”, tal era o tamanho do investimento numa altura em que o passivo da Académica já era preocupante e não permitiria à partida investimento tão avultado num só jogador. A Académica tinha pouco mais de 10 pontos e já decorria a 2ª volta do campeonato, de tal forma que segundo os mais cépticos era melhor começar já a preparar a segunda divisão para o ano seguinte, em vez de “esbanjar” o pouco que ainda resta em contratações desmedidas. “Ouvidos moucos” aos dramaturgos, foi a atitude da direcção, que sabia com rigor o investimento que tinha feito, e com a plena consciência de que mais cedo ou mais tarde o dinheiro teria o retorno previsto.
Em fins de Janeiro, Marcel apareceu pela primeira vez nos relvados da Superliga com a camisola negra vestida, na derrota contra o Vitória de Guimarães num jogo em que foi unânime dizer-se que tínhamos sido nós os melhores em campo. Era do conhecimento geral que o brasileiro ainda não estava de todo nas suas melhores condições físicas, incluindo o próprio que o disse várias vezes publicamente. Ficam-me na memória alguns dos que hoje dizem que Marcel é de facto um brilhante jogador, na altura compararem o avançado a Marcelo, o engenheiro Marcelo, agora que já se formou e que temos hoje a noção que nada tinha a ver com o “nosso” Marcel.
Com o passar da 2ª volta Marcel foi marcando vários golos e foi de facto decisivo na reviravolta e nos 13 jogos sem perder, essa marca que mais ninguém igualou na época passada. Mas não foi fácil de convencer da sua real valia, porque parecia com pouca vontade, pouco crer, mas os golos, esse facto decisivo, apareciam, e sempre nos momentos mais importantes. Foi ele que começou a “caminhada triunfante” com um golo solitário no regresso de João Carlos Pereira a Coimbra desta vez treinando o Nacional da Madeira.
Esta foi sem dúvida a grande época de confirmação de Marcel! Depois de um inicio atribulado pela possibilidade de sair para o Cruzeiro de Belo Horizonte, mais uma vez tem de ser destacar o trabalho da direcção ao esperar pelo momento mais acertado na vez de se render aos €uros oferecidos. Marcel marcou 9 golos na presente edição da prova e foi muitas vezes decisivo. Como Académico que sou, nunca me esquecerei daquele fantástico golo que ao vivo presenciei contra o Estrela da Amadora. A recepção, a preparação e o remate que fez Bruno Vale ficar a “ver a bola passar”, impotente perante o poder e a colocação da mesma. Esse, foi um entre vários momentos, mas digo com toda a certeza que foi o melhor golo a que já assisti e que dificilmente esquecerei… Mas se não esquecerei esse golo, ainda menos vou esquecer a atitude que ontem teve, naquele que parece ser de facto o seu jogo de despedida, quando no final de um jogo em que tanto lutou pelo “seu” golo, veio, sozinho, e só acompanhado pelos aplausos dos adeptos, ter com a claque Mancha Negra, com esta a cantar o seu nome ciente que da última vez se tratava, e num momento de rara beleza ofereceu a sua camisola, saindo depois, imensamente aplaudido pelos poucos adeptos que ainda presenciavam o Estádio Cidade de Coimbra. Cabisbaixo, e a passo lento, lá foi Marcel, rumo ao balneário, num gesto que como já o disse, jamais esquecerei.
Para onde quer que vás, desejamos-te a maior sorte do mundo, porque neste tempo de Briosa ao peito, conquistaste-nos, com os teus remates, com os teus golos, e com esta tua atitude.
Com saudades te digo, adeus Marcel, e que sejas tudo o que ambicionas!
Chegou em Janeiro – como podem ler aqui – aceitando um desafio em que à partida nem todos seriam capazes de arriscar, e agradou os adeptos com as palavras: «Agora, estou com a cabeça apenas na Académica. Venho para tentar ajudar e fazer o que eu mais sei e que o clube precisa: os golos». É certo que foi uma aposta arriscada por parte da direcção, alguns mesmo, apelidaram-na de “loucos”, tal era o tamanho do investimento numa altura em que o passivo da Académica já era preocupante e não permitiria à partida investimento tão avultado num só jogador. A Académica tinha pouco mais de 10 pontos e já decorria a 2ª volta do campeonato, de tal forma que segundo os mais cépticos era melhor começar já a preparar a segunda divisão para o ano seguinte, em vez de “esbanjar” o pouco que ainda resta em contratações desmedidas. “Ouvidos moucos” aos dramaturgos, foi a atitude da direcção, que sabia com rigor o investimento que tinha feito, e com a plena consciência de que mais cedo ou mais tarde o dinheiro teria o retorno previsto.
Em fins de Janeiro, Marcel apareceu pela primeira vez nos relvados da Superliga com a camisola negra vestida, na derrota contra o Vitória de Guimarães num jogo em que foi unânime dizer-se que tínhamos sido nós os melhores em campo. Era do conhecimento geral que o brasileiro ainda não estava de todo nas suas melhores condições físicas, incluindo o próprio que o disse várias vezes publicamente. Ficam-me na memória alguns dos que hoje dizem que Marcel é de facto um brilhante jogador, na altura compararem o avançado a Marcelo, o engenheiro Marcelo, agora que já se formou e que temos hoje a noção que nada tinha a ver com o “nosso” Marcel.
Com o passar da 2ª volta Marcel foi marcando vários golos e foi de facto decisivo na reviravolta e nos 13 jogos sem perder, essa marca que mais ninguém igualou na época passada. Mas não foi fácil de convencer da sua real valia, porque parecia com pouca vontade, pouco crer, mas os golos, esse facto decisivo, apareciam, e sempre nos momentos mais importantes. Foi ele que começou a “caminhada triunfante” com um golo solitário no regresso de João Carlos Pereira a Coimbra desta vez treinando o Nacional da Madeira.
Esta foi sem dúvida a grande época de confirmação de Marcel! Depois de um inicio atribulado pela possibilidade de sair para o Cruzeiro de Belo Horizonte, mais uma vez tem de ser destacar o trabalho da direcção ao esperar pelo momento mais acertado na vez de se render aos €uros oferecidos. Marcel marcou 9 golos na presente edição da prova e foi muitas vezes decisivo. Como Académico que sou, nunca me esquecerei daquele fantástico golo que ao vivo presenciei contra o Estrela da Amadora. A recepção, a preparação e o remate que fez Bruno Vale ficar a “ver a bola passar”, impotente perante o poder e a colocação da mesma. Esse, foi um entre vários momentos, mas digo com toda a certeza que foi o melhor golo a que já assisti e que dificilmente esquecerei… Mas se não esquecerei esse golo, ainda menos vou esquecer a atitude que ontem teve, naquele que parece ser de facto o seu jogo de despedida, quando no final de um jogo em que tanto lutou pelo “seu” golo, veio, sozinho, e só acompanhado pelos aplausos dos adeptos, ter com a claque Mancha Negra, com esta a cantar o seu nome ciente que da última vez se tratava, e num momento de rara beleza ofereceu a sua camisola, saindo depois, imensamente aplaudido pelos poucos adeptos que ainda presenciavam o Estádio Cidade de Coimbra. Cabisbaixo, e a passo lento, lá foi Marcel, rumo ao balneário, num gesto que como já o disse, jamais esquecerei.
Para onde quer que vás, desejamos-te a maior sorte do mundo, porque neste tempo de Briosa ao peito, conquistaste-nos, com os teus remates, com os teus golos, e com esta tua atitude.
Com saudades te digo, adeus Marcel, e que sejas tudo o que ambicionas!




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