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  - Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

18.00,certas. É hora «d'a Cabra» tocar


Mancha Negra

Contacto-vos com agrado e passarei a daqui a nada, a explicitar a razão da minha participação, mas queria antes explicar a razão de fazer a minha participação, nas condições em que o faço - anonimamente. Faço-o, sujeito a crítica, bem sei, mas não pretendo ser destrutivo. O que quero é lançar um alerta para que no futuro não sejamos apanhados desprevenidos por acções que a alguns espantarão.

Pertenci durante alguns anos à claque da Académica, Mancha Negra e denoto, nestes últimos tempos, uma «benfiquização» - e quando utilizo a palavra é obviamente no mau sentido - das formas de acção da MN. Não sei se pelas lideranças anteriores terem deixado marcas profundas no espírito da claque que nunca conseguiram ser saradas, se pela falta de apoio aos novos elementos, o que é certo é que o espírito da Mancha, de há uns meses para cá, não é o mesmo. Basta fazer uma viagem e perceber que muitos dos elementos falam mais dos resultados de outros clubes, do que aquele da Académica. Parece que para alguns, perder ou ganhar é igual e que o que vale mesmo é o prazer pessoal da viagem, individualmente falando. Aquele espírito que nos caracterizava há uns anos atrás, está prestes a ser devassado se ninguém puser, e depressa mão nisto.


Começa-se já a falar de grupos organizados, que nem à bola vão, e que preferem o final da partida e o sair das equipas adversárias, para então começar a «sua festa privada». O espírito de irreverência, tragi-comédia e bebedeira saudável, parece estar perto do fim. Ainda estamos a tempo de agarrar o que realmente interessa de conservar, numa das mais míticas claques portuguesas, por agora, imune às críticas que usualmente se fazem às claques de apoio, na sua generalidade. Mas temo, sinceramente, que tal situação mude. Temo que daqui por uns meses estejamos a falar de assuntos acessórios ao espírito da Mancha e também da Académica. Ainda mais porque há muita gente que sofreu (e sofre), tanto animicamente, como no corpo! Ainda há tempo para salvaguardar o espírito ultra. Quanto às formas de isso acontecer…deixo a quem quiser debater.

Não sei se a descaracterização de um (o clube), poderá estar a levar à descaracterização da outra ( a claque). Mas que me preocupa muito, preocupa.

Um abraço Ultra.

Enviada por Anónimo*

* Decidimos pela publicação anónima desta carta, porque não é gratuitamente ofensiva, ou pretende de alguma forma promover o insulto encapotado pela força do anonimato. Pomove apenas, na nossa óptica, a discussão do tema em questão.

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