18.00,certas. É hora «d'a Cabra» tocar

«A Hora da Cabra»
"Falta o Negro das Capas e Batinas"
Parece-me inquestionável que o fenómeno da Académica deve sempre ser entendido como um clube que abranja essencialmente a cultura dos estudantes, mas que seja também um espaço onde intervenham todos os denominados "futricas" como sempre aconteceu!
O que está de facto em questão é o cada vez mais evidente divórcio entre os "estudantes" e a Briosa!
Sente-se a falta das capas e batinas nos estádios, quem disser o contrário estará a mentir!
Mas se querem que vos diga, também se sente a falta das "capas e batinas"nas ruas da cidade, se bem que nesse aspecto entendo que existe alguma retoma desses hábitos, muito graças a alguns apaixonados que ressuscitaram algumas velhas tertúlias académicas, uma instituição coimbrã.

Ora, por tudo isto o que é cada vez mais necessário fazer é voltar a encontrar modo de trazer para o Estádio esses estudantes e não pensem em soluções românticas numa primeira abordagem, obviamente que isso terá de passar por lhes ser facultada a entrada a preços reduzidos.
Por outro lado, proponho que crie a partir das Faculdades e Institutos uma Claque de Apoio de Estudantes trajados, como sempre foi apanágio da Académica, com os, penso que extintos, Fans e Cowboys...devidamente apoiadas, por quem de direito!
Organizadamente é sempre mais fácil reunir essas massas e cimentar determinados valores.
É essa a minha ideia, se por este blog algum estudante actual em Coimbra que pegue nisto e avance! Pelo amor à nossa Académica parece-me que vale a pena!!
Com um abraço
Ricardo Nuno Africano
e outra...
Depois da muito «badalada», «Hora da Cabra» de há duas semanas há uma ideia que retiro de alguns – que agora não consigo, com exactidão precisar, mas penso tratar-se do comentador «MPS» e editor «João Amaral» - que referiam que «quando os estudantes voltarem ao estádio, a cidade voltará também». Esta é uma verdade insofismável, que por tão óbvia que pareça, dela ainda não me tinha dado conta!

Há uma relação de paixão – ódio intensa entre Coimbra e os seus estudantes. Apoiam de forma vincada todas as suas festas, eventos e manifestações que dêem vida à cidade. Por outro lado apontam o dedo à Universidade e à sua componente orgânica (com alguma razão) pelos males de que padece a «velha senhora». O que estes nossos amigos diziam com linearidade de sentido é que se deve aproveitar o que de bom a Universidade pode trazer.
Deixo algumas ideias, para que o texto não se torne fastidioso e para que a discussão possa ser mais objectiva:
1) Há que estruturar de forma clara a relação entre a AAC e a OAF. Apenas a partir desse momento poderemos criar plataformas de entendimento entre a «cidade-clube» e o «Clube-estudantes». A equipa «B» da Briosa poderia ser, sem ser muito alterado o molde que está neste momento proposto, um misto plenamente compatível entre jovens que estudantes / atletas com aspirações profissionais.
2) Promoção da capacidade de aproveitamento da marca e modelo académico. Se podemos ter tendas da Caixa Geral de Depósitos junto da Secretaria Geral para cativar os «caloiros» porque é que não poderemos ter tendas para recrutar novos recrutas académicos?
3) Estreitamento de relações com a Academia e tentar que esta dinamize um grupo de estudantes que aproveite as estruturas da Universidade de deslocação, para formar um «bando» de estudantes de capa e batina para apoiar a equipa de futebol.
4) Promover o acesso ao estádio a estudantes vestidos de capa e batina, como há anos atrás se fazia.
5) Promover parceria de «merchandising» entre a marca da AAC e OAF.
Lanço à discussão, dinamizem-se aí pelo vosso – excelente – espaço!
Um abraço académico
Marco CN
Nota - Esta semana excepcionalmente estão dois textos pela óbvia semelhaça de temas e pertinência global das questões que colocam.
Saudações Académicas para todos!



| << Voltar ao Inicio