18:00h, "a Cabra" toca
Ser da Académica
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Tenho um cachecol. Nele está escrito: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”. E vou-me gabando aos meus amigos: “este cachecol festejou as últimas duas manutenções”. E porquê ser-se da Académica quando nunca se festejou um título, uma taça ou quando a vitória a um dos “grandes” foi festejada há tão poucos meses? Porquê ser-se da Académica quando nem se vive em Coimbra e os esforços são enormes para, por vezes, sairmos com a desilusão da derrota?
Acredito que perceber como um “clube de antigamente” é hoje a paixão de todos nós (jovens) não seja fácil. Mas para tudo há uma explicação racional, que não se limita ao gosto de ver a equipa de negro jogar. Por isso, decidi hoje escrever na “Hora da Cabra”…
É constantemente dito entre o mundo academista, que a Briosa é um clube diferente de todos os outros. Diferente não por ser a única equipa a equipar completamente de preto em todas as partidas mas sim por toda a sua tradição. Os jogadores, eram estudantes. Os adeptos, também. Capa e Batina era a farda de Domingo para apoiar o clube. “Sofria-se de maneira diferente” como me diz o meu avô… Acredito que seja verdade, mas os tempos mudaram.
A “onda” de jogadores brasileiros que invadiu o futebol português não é vista com bons olhos por muitos críticos que mantêm o ideal brioso: uma equipa competitiva de portugueses/estudantes. Eu, discordo. E discordo porque uma das grandes razões para amar assim a Académica é ter um ídolo.
Andando um ano atrás no tempo, a Académica levava 9 jogos sem perder e a deslocação seguinte era Alvalade. O 88, Roberto Brum, tinha-se afirmado rapidamente como uma das mais importantes peças para a tão grandiosa recuperação da Académica. Visto como o melhor reforço de Inverno o jogador criou o seu próprio site, visitou e comentou os blogs ligados à Académica. E em vésperas de tão importante jogo enviei-lhe um e-mail. Foi uma manifestação de boa sorte e confiança que tentei transmitir nas curtas palavras. Estava consciente que era uma coisa que muito possivelmente não iria dar em nada. Provavelmente, o jogador nem iría ler. Mas não, no seu próprio site obtive a resposta: “Recebi um e-mail de um menino de 16 anos que nunca viu a Académica vencer um dos grandes. A única coisa que posso dizer a vocês e a esse menino é que tudo vamos fazer para que vejam a Académica a ganhar amanhã ao Sporting. Acreditem em nós e apoiem-nos.”
Em mim, fez-se “clique”. O jogador simpático viu crescer uma enorme admiração. Mais tarde pedi-lhe uma camisola, e promessa ficou feita.
A época acabou e Roberto Brum ganhou o prémio de melhor jogador da época para os leitores do Simplesmente Briosa. Como tal, foi feito um vídeo (que pode ser visto aqui) enaltecendo as características do jogador. Um vídeo que não chega para transmitir toda a minha admiração...
Hoje, Brum conhece-me e eu vejo nele um exemplo de se ser da Académica. Quando nos juvenis da minha equipa me perguntaram qual o número que queria para a minha camisola, a resposta foi imediata: “88! Tal como o Brum!”. Hoje, vão-me chamando Roberto e não é com vergonha que deixo escapar um sorriso.
Acredito que perceber como um “clube de antigamente” é hoje a paixão de todos nós (jovens) não seja fácil. Mas para tudo há uma explicação racional, que não se limita ao gosto de ver a equipa de negro jogar. Por isso, decidi hoje escrever na “Hora da Cabra”…
É constantemente dito entre o mundo academista, que a Briosa é um clube diferente de todos os outros. Diferente não por ser a única equipa a equipar completamente de preto em todas as partidas mas sim por toda a sua tradição. Os jogadores, eram estudantes. Os adeptos, também. Capa e Batina era a farda de Domingo para apoiar o clube. “Sofria-se de maneira diferente” como me diz o meu avô… Acredito que seja verdade, mas os tempos mudaram.
A “onda” de jogadores brasileiros que invadiu o futebol português não é vista com bons olhos por muitos críticos que mantêm o ideal brioso: uma equipa competitiva de portugueses/estudantes. Eu, discordo. E discordo porque uma das grandes razões para amar assim a Académica é ter um ídolo.
Andando um ano atrás no tempo, a Académica levava 9 jogos sem perder e a deslocação seguinte era Alvalade. O 88, Roberto Brum, tinha-se afirmado rapidamente como uma das mais importantes peças para a tão grandiosa recuperação da Académica. Visto como o melhor reforço de Inverno o jogador criou o seu próprio site, visitou e comentou os blogs ligados à Académica. E em vésperas de tão importante jogo enviei-lhe um e-mail. Foi uma manifestação de boa sorte e confiança que tentei transmitir nas curtas palavras. Estava consciente que era uma coisa que muito possivelmente não iria dar em nada. Provavelmente, o jogador nem iría ler. Mas não, no seu próprio site obtive a resposta: “Recebi um e-mail de um menino de 16 anos que nunca viu a Académica vencer um dos grandes. A única coisa que posso dizer a vocês e a esse menino é que tudo vamos fazer para que vejam a Académica a ganhar amanhã ao Sporting. Acreditem em nós e apoiem-nos.”
Em mim, fez-se “clique”. O jogador simpático viu crescer uma enorme admiração. Mais tarde pedi-lhe uma camisola, e promessa ficou feita.
A época acabou e Roberto Brum ganhou o prémio de melhor jogador da época para os leitores do Simplesmente Briosa. Como tal, foi feito um vídeo (que pode ser visto aqui) enaltecendo as características do jogador. Um vídeo que não chega para transmitir toda a minha admiração...
Hoje, Brum conhece-me e eu vejo nele um exemplo de se ser da Académica. Quando nos juvenis da minha equipa me perguntaram qual o número que queria para a minha camisola, a resposta foi imediata: “88! Tal como o Brum!”. Hoje, vão-me chamando Roberto e não é com vergonha que deixo escapar um sorriso.
Este ano, a surpresa foi outra. Quem criticou duramente Gélson certamente já se arrependeu. Fiquei fascinado com a única conversa que tive com o jogador. Quem visse aquilo diria que era um familiar ou um amigo de longa data. Mas não, nem o jogador sabia o meu nome... Um jogador com poucos meses a morar em Coimbra tinha os objectivos bem incutidos, “Todos nós queremos muito essa Taça (de Portugal)! Quem vier ao caminho da Académica não passa daí!”
São dois exemplos que me dão orgulho em ser da Académica. Que me fazem sofrer e gritar por ela no estádio ou mesmo em casa. São exemplos que podem até não dizer muito a muita gente, mas que a mim marcaram-me. No fundo, os jogadores da Académica são ídolos e, quer queira quer não, são os “culpados” das tristezas ou felicidades que tenho aos Domingos.
O meu gosto da Académica parte daqui. E permite-me dizer que sim, a Académica é um clube diferente. Permite-me dizer: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”.
São dois exemplos que me dão orgulho em ser da Académica. Que me fazem sofrer e gritar por ela no estádio ou mesmo em casa. São exemplos que podem até não dizer muito a muita gente, mas que a mim marcaram-me. No fundo, os jogadores da Académica são ídolos e, quer queira quer não, são os “culpados” das tristezas ou felicidades que tenho aos Domingos.
O meu gosto da Académica parte daqui. E permite-me dizer que sim, a Académica é um clube diferente. Permite-me dizer: “O meu clube de sempre, ACADÉMICA”.





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