Académica 0-2 Boavista
Não há duas com três...
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O Boavista saiu de Coimbra com a sensação de dever cumprido, ao invés que a a Académica com a sua incrível fobia aos três jogos de seguida a ganhar mostrou que não estudou tão bem a lição quanto a turma de Carlos Brito, e nem aquelas cábulas de última hora como as que Filipe Teixeira muitas vezes "inventa" livraram a Briosa de reprovar no importante teste que hoje teve.
Com o pragmatismo habitual, o treinador da Académica afirmou que "o Boavista acabou por ganhar bem porque o boavista foi sempre mais tranquilo e mais sereno" mas que comparando o trabalho dos dois Guarda Redes "o William teve mais trabalho que o Pedro Roma" ainda que "o 1º golo afectou a nossa estratégia e o nosso descernimento" em que "sem ter sido um dominio claro tivemos sempre mais perto da baliza deles". Falando sobre a situação classificativa disse que "esta jornada foi de marcar passo" mas que "no proximo domingo com uma equipa do nosso campeonato vamos tentar alcançar um bom resultado para nos livrarmos desta amargura de estar sempre com a corda ao pescoço". Por fim, e questionado sobre mais um golo marcado de bola parada respondeu da seguinte forma aos jornalistas presentes: "Sabe quantos golos o João Pinto ja marcou deste genero? Contra grandes jogadores e grandes equipas...". "Tivemos uns furos abaixos porque perdemos jogando contra uma equipa boa e num bom momento que marcaram num lance de bola parada e isso condicionou-nos".
Análise individual
Pedro Roma – Não fez desta vez a diferença porque não defendeu o impossível. Em tudo o resto cumpriu a preceito. Apenas um reparo. No lance do livre que origina o primeiro golo do Boavista permitiu que apenas um jogador ficasse na barreira. Danilo saiu da sua posição de segundo homem…e a bola passou…
Sarmento – Secou Zé Manel o que não muitos se podem gabar esta época. Defende melhor do que há umas semanas e é claramente um jogador em evolução. Sendo um médio / extremo direito pede-se que se liberte e ataque a preceito.
Hugo Alcântara – Cumpriu sempre que lhe foi pedido na posição de central e cortou bolas decisivas. Viu um amarelo numa falta inteligente que gizava um contra-ataque perigoso e safou-se ao segundo em lance similar. Depois subiu para ponta-de-lança onde lutou bravamente.
Danilo – Saiu da barreira no lance do golo o que permitiu que a bola pudesse chegar, em corte, mais próxima da baliza. No lance do segundo golo parece que um «carrinho» poderia ter resolvido a situação. No restante do jogo esteve operacional e lesto no corte.
Ezequias – Confirmou a boa fase que atravessa e criou perigo pelo lado esquerdo. Cortou bolas importantes e enquanto Paulo Jorge esteve pela sua frente, o boavisteiro não se viu no jogo. Perdeu eficácia quando foi forçado a defender por dentro com o reposicionamento de Hugo Alcântara a avançado. Limitou-lhe, claramente, a movimentação ofensiva.
Roberto Brum – O guerreiro que já desde a época passada, afirmávamos, que iria guardar no seu ombro a preciosa braçadeira de capitão. O seu espírito de liderança e as suas qualidades enquanto dinamizador de grupo faz com que a mereça plenamente. Lutou, mas por vezes demais, perdendo o contacto com o jogo.
N’Doye – Talvez por não ter tido um posicionamento lateral esquerdo e se ter envolvido em demasiadas lutas de meio-terreno de que o adversário tanto gosta, perdeu esclarecimento e importância de jogo. Mas a sua presença nota-se em campo. Falhou de forma incrível o golo do empate, porque olhou primeiro para o fiscal-de-linha e apenas depois para a bola. Perdeu no lance do golo, namarcação para o Pinto.
Dionattan – Pouco pode fazer contra 3 unidades de combate de meio-campo. Mas lá tentar tentou! E isso, para este jogador e suas características, é uma novidade. Tecnicamente bem, mas sem fazer a diferença.
Filipe Teixeira – Ainda não dinamiza desequilíbrios como fazia antes da lesão. Mas crescendo de forma pode ser um elemento que se encaixe às mil-maravilhas com os restantes elementos de centro de terreno. Um remate perigoso que não deu golo por manifesto azar.
Luciano – O menos esclarecido na partida. Curiosamente cresceu com o final do jogo o que poderá evidenciar que dentro em breve o teremos a um melhor nível. Pede-se que remate à baliza em movimentos diagonais, Porra!
Joeano – Lutou enquanto esteve em campo, mas recuou em demasia no terreno para vir buscar jogo. Isto porque não sabe estar longe da bola e do jogo. O que neste jogo o prejudicou sobremaneira. Foi substituído e saiu descontente. Mas quem não saiu ontem?
Serjão – Mexeu-se melhor e teve uma oportunidade de ouro de fazer o golo em bom movimento de ataque, que apenas o bom posicionamento de William impediu que se transformasse em festa. Cá estaremos, para a próxima jornada festejar o golo!
Fernando – Entrou bem na partida e os toques de classe estão lá. Pede-se mais, inteligência de jogo e posicionamento directo. Tentou flectir para o centro para pegar na reviravolta. Com serenidade e perspicácia seria um grande, grande jogador.
Análise aos jogadores por Embriolado
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O Boavista saiu de Coimbra com a sensação de dever cumprido, ao invés que a a Académica com a sua incrível fobia aos três jogos de seguida a ganhar mostrou que não estudou tão bem a lição quanto a turma de Carlos Brito, e nem aquelas cábulas de última hora como as que Filipe Teixeira muitas vezes "inventa" livraram a Briosa de reprovar no importante teste que hoje teve..
Foi com uma aparente superioridade, que a Académica entrou em jogo, com calma, serenidade e boa troca de bola, principal causador do dominio territorial exercido pela Briosa nos primeiros 15/20 minutos de jogo. A partir desde momento o jogo equilibrou-se e talvez até nem seja injusto dizer que o Boavista teve uma ligeira superioridade, culminando com um golo de João Pinto na melhor altura possível, mesmo antes de recolher aos balneários, fruto de uma falha de marcação da parte de Ezequias que deixou o capitão fugir e cabecear sem hipótesses para Pedro Roma.
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A segunda parte recomeçou novamente com um bom inicio dos estudantes mas já sem a calma e serenidade que tinha sido patente na primeira parte, mas antes com mais passes falhados e desde cedo a tentar um "chuveirinho" algo que foi também ainda mais incutido por Nelo Vingada ao fazer a primeira alteração de tirar Dionattan e introduzir Serjão no jogo. É certo que a equipa ficou com melhor jogo aéreo, melhor capacidade de cabeceamento, mas ao mesmo tempo, perdeu capacidade de transporte de bola, capacidade essa que só veio a ser possível quando saiu o esforçado mas inconsequente Joeano para dar lugar a Fernando, que permitiu que Filipe Teixeira se fixasse mais no centro, que Serjão tivesse a companhia de Hugo Alcantara e que o flanco esquerdo não perdesse nada, uma vez que Ezequias e o brasileiro acabado de entrar dariam conta do lugar.
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A partir daqui o tipo de jogo mudou alguma coisa, mas não o suficiente para que se criassem boas ocasiões para igualar, até que ao minuto 79', Paulo Jorge corre bem, enfrenta Danilo no um-para-um e N'Doye na vez de vir auxiliar o seu companheiro, fica como se nada se tratasse a observar a jogada, deixando que João Pinto entrasse a seu bel-prazere fizesse o que queria do desamparado Pedro Roma que hoje também não teve uma noite feliz, quando comparado com o que lhe temos visto fazer.
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Se o jogo estava mau até a esta altura, pior ficou, e já sem discernimento suficiente, pouco mais há a relatar até ao apito final do juiz da partida. Concluindo, podemos dizer que a Académica acusou em demasia o golo sofrido ao terminar a primeira parte e não mais conseguiu responder ao futebol, ainda durão, e é preciso realçar que a imagem do Boavista de Pacheco ainda não desapareceu por completo, mas um Boavista muito bem organizado a defender e letal na hora de atacar. Por seu lado a Briosa não conseguiu nunca abrir a muralha axadrezada, quer pelo lado esquerdo em que Ezequias foi visivelmente bem estudado e sempre que possível os adversários tapavam os caminhos da baliza quanto antes, e no lado direito onde Sarmento ainda não adquiriu o à vontade suficiente para subir apesar de alguns bons passes executados, e Luciano que ainda não mostrou a forma que fiz notar na temporada passada. Destaque ainda para o meio campo criativo apresentado por Nelo Vingada que não fosse o golo que claramente "abalou" toda a estrutura, e Filipe Teixeira, Dionattan e N'doye, três jogadores com qualidade que podem ainda vir a dar que falar durante a segunda parte da temporada...
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Sala de imprensa
Sala de imprensa
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Nelo Vingada:
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Com o pragmatismo habitual, o treinador da Académica afirmou que "o Boavista acabou por ganhar bem porque o boavista foi sempre mais tranquilo e mais sereno" mas que comparando o trabalho dos dois Guarda Redes "o William teve mais trabalho que o Pedro Roma" ainda que "o 1º golo afectou a nossa estratégia e o nosso descernimento" em que "sem ter sido um dominio claro tivemos sempre mais perto da baliza deles". Falando sobre a situação classificativa disse que "esta jornada foi de marcar passo" mas que "no proximo domingo com uma equipa do nosso campeonato vamos tentar alcançar um bom resultado para nos livrarmos desta amargura de estar sempre com a corda ao pescoço". Por fim, e questionado sobre mais um golo marcado de bola parada respondeu da seguinte forma aos jornalistas presentes: "Sabe quantos golos o João Pinto ja marcou deste genero? Contra grandes jogadores e grandes equipas...". "Tivemos uns furos abaixos porque perdemos jogando contra uma equipa boa e num bom momento que marcaram num lance de bola parada e isso condicionou-nos".Análise individual
Pedro Roma – Não fez desta vez a diferença porque não defendeu o impossível. Em tudo o resto cumpriu a preceito. Apenas um reparo. No lance do livre que origina o primeiro golo do Boavista permitiu que apenas um jogador ficasse na barreira. Danilo saiu da sua posição de segundo homem…e a bola passou…
Sarmento – Secou Zé Manel o que não muitos se podem gabar esta época. Defende melhor do que há umas semanas e é claramente um jogador em evolução. Sendo um médio / extremo direito pede-se que se liberte e ataque a preceito.
Hugo Alcântara – Cumpriu sempre que lhe foi pedido na posição de central e cortou bolas decisivas. Viu um amarelo numa falta inteligente que gizava um contra-ataque perigoso e safou-se ao segundo em lance similar. Depois subiu para ponta-de-lança onde lutou bravamente.
Danilo – Saiu da barreira no lance do golo o que permitiu que a bola pudesse chegar, em corte, mais próxima da baliza. No lance do segundo golo parece que um «carrinho» poderia ter resolvido a situação. No restante do jogo esteve operacional e lesto no corte.
Ezequias – Confirmou a boa fase que atravessa e criou perigo pelo lado esquerdo. Cortou bolas importantes e enquanto Paulo Jorge esteve pela sua frente, o boavisteiro não se viu no jogo. Perdeu eficácia quando foi forçado a defender por dentro com o reposicionamento de Hugo Alcântara a avançado. Limitou-lhe, claramente, a movimentação ofensiva.
Roberto Brum – O guerreiro que já desde a época passada, afirmávamos, que iria guardar no seu ombro a preciosa braçadeira de capitão. O seu espírito de liderança e as suas qualidades enquanto dinamizador de grupo faz com que a mereça plenamente. Lutou, mas por vezes demais, perdendo o contacto com o jogo.
N’Doye – Talvez por não ter tido um posicionamento lateral esquerdo e se ter envolvido em demasiadas lutas de meio-terreno de que o adversário tanto gosta, perdeu esclarecimento e importância de jogo. Mas a sua presença nota-se em campo. Falhou de forma incrível o golo do empate, porque olhou primeiro para o fiscal-de-linha e apenas depois para a bola. Perdeu no lance do golo, namarcação para o Pinto.
Dionattan – Pouco pode fazer contra 3 unidades de combate de meio-campo. Mas lá tentar tentou! E isso, para este jogador e suas características, é uma novidade. Tecnicamente bem, mas sem fazer a diferença.
Filipe Teixeira – Ainda não dinamiza desequilíbrios como fazia antes da lesão. Mas crescendo de forma pode ser um elemento que se encaixe às mil-maravilhas com os restantes elementos de centro de terreno. Um remate perigoso que não deu golo por manifesto azar.
Luciano – O menos esclarecido na partida. Curiosamente cresceu com o final do jogo o que poderá evidenciar que dentro em breve o teremos a um melhor nível. Pede-se que remate à baliza em movimentos diagonais, Porra!
Joeano – Lutou enquanto esteve em campo, mas recuou em demasia no terreno para vir buscar jogo. Isto porque não sabe estar longe da bola e do jogo. O que neste jogo o prejudicou sobremaneira. Foi substituído e saiu descontente. Mas quem não saiu ontem?
Serjão – Mexeu-se melhor e teve uma oportunidade de ouro de fazer o golo em bom movimento de ataque, que apenas o bom posicionamento de William impediu que se transformasse em festa. Cá estaremos, para a próxima jornada festejar o golo!
Fernando – Entrou bem na partida e os toques de classe estão lá. Pede-se mais, inteligência de jogo e posicionamento directo. Tentou flectir para o centro para pegar na reviravolta. Com serenidade e perspicácia seria um grande, grande jogador.
Análise aos jogadores por Embriolado



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