Para esta festa,Gel só(n) é melhor que brilhantina!
Académica 3-0 Paços de Ferreira

Durante anos, a brilhantina foi pressuposto para que qualquer jovem, com medianas aspirações de não trocar uns passos de dança consigo mesmo, estivesse activo em qualquer caleidoscópia festa de um liceu da cidade. Contudo, essa «pasta capilar» deixava o dito couro sebento, sem capacidade de se transmutar ou de poder ser moldado consoante os discos tocassem. Hoje, felizmente, existe o Gel de todas as consistências, perfeitamente moldável e bastante mais resistente. Consoante a «dança» do jogo pede, assim Gelson se molda e transforma.Defende e ataca com capacidade. Cada vez mais consistente, o 9 da Briosa pode acalentar legítimas aspirações de firmemente se colar ao lugar de titular na frente de ataque dos estudantes, algo que seria pouco menos que impensável, no início deste campeonato.
A Académica começou o jogo com um 4-4-2 com dois homens moveis na frente – afinal o esquema de dois avançados é possível na Briosa, após a saída de Marcel – com Paulo Adriano jogando mais recuado no lugar habitual de Roberto Brum com N’Doye (na esquerda), Zada (no meio) e Dionattan (descaindo mais para direita). O jogo começou, como em Setúbal, a ser ganho de trás para a frente, pela consistência defensiva do quarteto mais recuado e de mais uma fantástica exibição de Pedro Roma. Os de Paços de Ferreira poderiam ter mesmo entrado no jogo a ganhar, quando aos vinte minutos, o guarda-redes académico fez uma intervenção miraculosa diante de um isolado avançado dos forasteiros. Voltaria a repetir a graça na segunda parte, com mais uma grande defesa. A partir desse momento, demonstraria segurança e aplicação, em todos os lances onde foi chamado a mostrar-se.
Aproveitando bem os espaços, os visitantes obrigaram os de Coimbra a camuflar a sua estratégia de jogo, primeiramente num 4-3-3 (onde se adiantou Dionattan) e posteriormente num 4-5-1 (com o recuo de Gelson para a luta do miolo), sem resultados práticos de monta. Os Briosos estudantes tiveram o controlo de jogo, mas nunca assumiram uma postura definitiva, de ataque incondicional. O advento do jogo de colectivo, voltado para a vitória chegaria no segundo tempo.
Segundo tempo de grande qualidade
De volta dos balneários, os Capas Negras surgiram com uma disponibilidade enorme de assumir as despesas do jogo, de lutar pela vitória incondicionalmente. A aposta de Nelo Vingada, Sarmento, mas especialmente Ezequias (que enorme jogo) abriram o jogo pelos flancos, alargando a frente de ataque e o povoamento de meio de terreno. Os desequilíbrios surgiam em espiral, e Gelson na passada faz um golo de excelente execução técnica. Tanto na desmarcação e na velocidade que imprimiu no lance, como no remate final, aprimorado pelo subtil desvio ao guarda-redes. Estava aberto o activo e o jogo prometia.
Foi hora então de Ezequias brilhar. Abriu a turbina jacto e a enciclopédia das fintas esquisitas e foi vê-lo passar pelos adversários cruzar e rematar. Esteve por duas vezes perto do golo, mas o pé direito, nunca esteve «para aí virado». A defesa demonstrava segurança ( e já lá vão 3 jogos sem sofrer golos) que permitia aos médios, menos talhados para missões defensivas, explanar o seu jogo pelo centro. Brilhou Dionattan e muito perto disso esteve Zada. N’Doye e Paulo Adriano estavam no choque e na recuperação, sendo que o senegalês, nunca enjeitou uma oportunidade para subir a preceito. O segundo golo chegou numa rápida jogada de contra-ataque aos 55 minutos. Exímia movimentação de todos os jogadores e uma óptima circulação de bola que culminou, após desvio de um defesa, no fundo das redes paçenses. As bancadas estavam justamente empolgadas e pediam o golo da confirmação. Esse chegaria por intermédio de Serjão já em período de descontos, após assistência do lesionado Zé Castro, de cabeça, que estoicamente continuava em campo, embora jogando mais adiantado no terreno. Paulo Adriano, cumpria ao lado de Danilo, no eixo da defensiva dos de Coimbra. Final do jogo, estavam conquistados os três pontos e uma importante vitória que vale, também, pela exibição colectiva.
Análise individual dos jogadores:
Pedro Roma – Uma fantástica defesa logo a abrir, outra de dificuldade acima da média um pouco mais tarde e depois espalhou segurança e classe sempre que foi chamado ao jogo. Por mim, e pela vontade de todos os académicos, já tinha carimbado o passaporte para o Mundial.
Sarmento – A cada jogo que passa, nota-se que está mais adaptado à posição e essencialmente à equipa. Ainda denota algumas dificuldades no posicionamento defensivo que são de pronto colmatáveis com a entrega aos lances e ao jogo. Apoiou de forma decisiva o ataque no segundo tempo.
Zé Castro – Deu segurança ao sector defensivo, demonstrando toda a capacidade que tem. Os passes longos já lhe saem cristalinos, as bolas dos seus pés são plenamente jogáveis. Dois cortes de grande importância em antecipação e uma assistência para golo, quando jogava mais adiantado no terreno… e lesionado. Hoje o «menino» deu lição.
Danilo – Muito seguro e menos faltoso. Demonstra rapidez no processo defensivo e esteve sempre atento a qualquer movimentação atacante. Quando foi necessário, empregou a preceito o uso do «charuto». Prático e eficaz, uma belíssima exibição.
Ezequias – Já na jornada passada havíamos falado na subida de forma do lateral académico. Comprovou e ainda fez mais. Jogou de forma impressionante, especialmente no segundo tempo. A enciclopédia das fintas esquisitas é toda dele. Com um golo, seria o Homem do jogo.
Paulo Adriano – Começou com a bola a queimar nos pés, perdeu alguns lances infantilmente e quase que resvalava para uma má exibição depois dos primeiros assobios. Relançou-se, contudo, e foi um dos que melhor serviu os médios e atacantes em velocidade. Três ou quatro passes delirantes. Em missão de sacrifício jogou os últimos minutos a central cumprindo a preceito.
N’Doye – O gigante senegalês foi um médio todo-o-terreno, embora mais na esquerda, que permitiu a dinâmica do jogo de ataque dos estudantes. Na ânsia de arriscar no passe perdeu alguns lances, mas nunca desmoralizou. Correu, jogou e fez jogar. Permitiu que Dionattan e Zada se preocupassem em transportar jogo.
Zada – Está mais solto e essencialmente mais veloz, embora ainda não tenha sido um desequilibrador de centro de terreno. A bola nos seus pés fica, contudo, mais redonda. Pode com outros argumentos, ganhar o seu espaço na equipa.
Dionattan – É justo dizer que fez o seu melhor jogo pela Briosa esta época. Trata a bola com cuidado, gostando dela em demasia, para a libertar em velocidade. Prefere arrancar, driblar, fintar e depois, sim, decidir. Em forma o brasileiro pode ser importante no futuro. Teve papel fundamental no lance do segundo golo.
Joeano – Lutador, empreendedor, sempre com a baliza nos olhos. Poderia ter marcado a abrir, logo no inicio em lance de habilidade, mas a bola teimou em não entrar. Entende-se às mil maravilhas com Gelson.
Gelson – Por tudo o que dele foi dito e escrito, por ter aberto o caminho para a vitória com um excelente golo, por trabalhar todo o tempo em que esteve em campo merece ser o destaque do jogo, apesar de não gostar especialmente de destaques individuais. Ganhou em lance de insistência um penalty que o arbitro e o fiscal de linha não quiseram assinalar.
Luciano – Está em crescendo e muito do caudal de jogo pelo lado direito foi da sua autoria. O cruzamento para o lance do terceiro golo é seu.
Filipe Teixeira – Entrou (assim como Luciano) quando Nelo Vingada decidiu apostar num jogo rápido de ataque apostado no adiantamento da equipa do Paços de Ferreira. Ele, como é normal, desequilibrou e teve nos pés o 3-0 logo no primeiro toque que deu na bola. Rematou forte, mas por cima.
Serjão – Entrou com mobilidade apreciável e com sentido de baliza. Excelente na recepção de peito, onde desviou um defesa e depois, num remate com um quantum de sorte indispensável em qualquer jogo. Estreou-se a marcar no segundo jogo pela Briosa, o que é sempre um facto positivo,de assinalar.
*Por Embriolado

Durante anos, a brilhantina foi pressuposto para que qualquer jovem, com medianas aspirações de não trocar uns passos de dança consigo mesmo, estivesse activo em qualquer caleidoscópia festa de um liceu da cidade. Contudo, essa «pasta capilar» deixava o dito couro sebento, sem capacidade de se transmutar ou de poder ser moldado consoante os discos tocassem. Hoje, felizmente, existe o Gel de todas as consistências, perfeitamente moldável e bastante mais resistente. Consoante a «dança» do jogo pede, assim Gelson se molda e transforma.Defende e ataca com capacidade. Cada vez mais consistente, o 9 da Briosa pode acalentar legítimas aspirações de firmemente se colar ao lugar de titular na frente de ataque dos estudantes, algo que seria pouco menos que impensável, no início deste campeonato.
A Académica começou o jogo com um 4-4-2 com dois homens moveis na frente – afinal o esquema de dois avançados é possível na Briosa, após a saída de Marcel – com Paulo Adriano jogando mais recuado no lugar habitual de Roberto Brum com N’Doye (na esquerda), Zada (no meio) e Dionattan (descaindo mais para direita). O jogo começou, como em Setúbal, a ser ganho de trás para a frente, pela consistência defensiva do quarteto mais recuado e de mais uma fantástica exibição de Pedro Roma. Os de Paços de Ferreira poderiam ter mesmo entrado no jogo a ganhar, quando aos vinte minutos, o guarda-redes académico fez uma intervenção miraculosa diante de um isolado avançado dos forasteiros. Voltaria a repetir a graça na segunda parte, com mais uma grande defesa. A partir desse momento, demonstraria segurança e aplicação, em todos os lances onde foi chamado a mostrar-se.
Aproveitando bem os espaços, os visitantes obrigaram os de Coimbra a camuflar a sua estratégia de jogo, primeiramente num 4-3-3 (onde se adiantou Dionattan) e posteriormente num 4-5-1 (com o recuo de Gelson para a luta do miolo), sem resultados práticos de monta. Os Briosos estudantes tiveram o controlo de jogo, mas nunca assumiram uma postura definitiva, de ataque incondicional. O advento do jogo de colectivo, voltado para a vitória chegaria no segundo tempo.
Segundo tempo de grande qualidade
De volta dos balneários, os Capas Negras surgiram com uma disponibilidade enorme de assumir as despesas do jogo, de lutar pela vitória incondicionalmente. A aposta de Nelo Vingada, Sarmento, mas especialmente Ezequias (que enorme jogo) abriram o jogo pelos flancos, alargando a frente de ataque e o povoamento de meio de terreno. Os desequilíbrios surgiam em espiral, e Gelson na passada faz um golo de excelente execução técnica. Tanto na desmarcação e na velocidade que imprimiu no lance, como no remate final, aprimorado pelo subtil desvio ao guarda-redes. Estava aberto o activo e o jogo prometia.
Foi hora então de Ezequias brilhar. Abriu a turbina jacto e a enciclopédia das fintas esquisitas e foi vê-lo passar pelos adversários cruzar e rematar. Esteve por duas vezes perto do golo, mas o pé direito, nunca esteve «para aí virado». A defesa demonstrava segurança ( e já lá vão 3 jogos sem sofrer golos) que permitia aos médios, menos talhados para missões defensivas, explanar o seu jogo pelo centro. Brilhou Dionattan e muito perto disso esteve Zada. N’Doye e Paulo Adriano estavam no choque e na recuperação, sendo que o senegalês, nunca enjeitou uma oportunidade para subir a preceito. O segundo golo chegou numa rápida jogada de contra-ataque aos 55 minutos. Exímia movimentação de todos os jogadores e uma óptima circulação de bola que culminou, após desvio de um defesa, no fundo das redes paçenses. As bancadas estavam justamente empolgadas e pediam o golo da confirmação. Esse chegaria por intermédio de Serjão já em período de descontos, após assistência do lesionado Zé Castro, de cabeça, que estoicamente continuava em campo, embora jogando mais adiantado no terreno. Paulo Adriano, cumpria ao lado de Danilo, no eixo da defensiva dos de Coimbra. Final do jogo, estavam conquistados os três pontos e uma importante vitória que vale, também, pela exibição colectiva.
Análise individual dos jogadores:
Pedro Roma – Uma fantástica defesa logo a abrir, outra de dificuldade acima da média um pouco mais tarde e depois espalhou segurança e classe sempre que foi chamado ao jogo. Por mim, e pela vontade de todos os académicos, já tinha carimbado o passaporte para o Mundial.
Sarmento – A cada jogo que passa, nota-se que está mais adaptado à posição e essencialmente à equipa. Ainda denota algumas dificuldades no posicionamento defensivo que são de pronto colmatáveis com a entrega aos lances e ao jogo. Apoiou de forma decisiva o ataque no segundo tempo.
Zé Castro – Deu segurança ao sector defensivo, demonstrando toda a capacidade que tem. Os passes longos já lhe saem cristalinos, as bolas dos seus pés são plenamente jogáveis. Dois cortes de grande importância em antecipação e uma assistência para golo, quando jogava mais adiantado no terreno… e lesionado. Hoje o «menino» deu lição.
Danilo – Muito seguro e menos faltoso. Demonstra rapidez no processo defensivo e esteve sempre atento a qualquer movimentação atacante. Quando foi necessário, empregou a preceito o uso do «charuto». Prático e eficaz, uma belíssima exibição.
Ezequias – Já na jornada passada havíamos falado na subida de forma do lateral académico. Comprovou e ainda fez mais. Jogou de forma impressionante, especialmente no segundo tempo. A enciclopédia das fintas esquisitas é toda dele. Com um golo, seria o Homem do jogo.
Paulo Adriano – Começou com a bola a queimar nos pés, perdeu alguns lances infantilmente e quase que resvalava para uma má exibição depois dos primeiros assobios. Relançou-se, contudo, e foi um dos que melhor serviu os médios e atacantes em velocidade. Três ou quatro passes delirantes. Em missão de sacrifício jogou os últimos minutos a central cumprindo a preceito.
N’Doye – O gigante senegalês foi um médio todo-o-terreno, embora mais na esquerda, que permitiu a dinâmica do jogo de ataque dos estudantes. Na ânsia de arriscar no passe perdeu alguns lances, mas nunca desmoralizou. Correu, jogou e fez jogar. Permitiu que Dionattan e Zada se preocupassem em transportar jogo.
Zada – Está mais solto e essencialmente mais veloz, embora ainda não tenha sido um desequilibrador de centro de terreno. A bola nos seus pés fica, contudo, mais redonda. Pode com outros argumentos, ganhar o seu espaço na equipa.
Dionattan – É justo dizer que fez o seu melhor jogo pela Briosa esta época. Trata a bola com cuidado, gostando dela em demasia, para a libertar em velocidade. Prefere arrancar, driblar, fintar e depois, sim, decidir. Em forma o brasileiro pode ser importante no futuro. Teve papel fundamental no lance do segundo golo.
Joeano – Lutador, empreendedor, sempre com a baliza nos olhos. Poderia ter marcado a abrir, logo no inicio em lance de habilidade, mas a bola teimou em não entrar. Entende-se às mil maravilhas com Gelson.
Gelson – Por tudo o que dele foi dito e escrito, por ter aberto o caminho para a vitória com um excelente golo, por trabalhar todo o tempo em que esteve em campo merece ser o destaque do jogo, apesar de não gostar especialmente de destaques individuais. Ganhou em lance de insistência um penalty que o arbitro e o fiscal de linha não quiseram assinalar.
Luciano – Está em crescendo e muito do caudal de jogo pelo lado direito foi da sua autoria. O cruzamento para o lance do terceiro golo é seu.
Filipe Teixeira – Entrou (assim como Luciano) quando Nelo Vingada decidiu apostar num jogo rápido de ataque apostado no adiantamento da equipa do Paços de Ferreira. Ele, como é normal, desequilibrou e teve nos pés o 3-0 logo no primeiro toque que deu na bola. Rematou forte, mas por cima.
Serjão – Entrou com mobilidade apreciável e com sentido de baliza. Excelente na recepção de peito, onde desviou um defesa e depois, num remate com um quantum de sorte indispensável em qualquer jogo. Estreou-se a marcar no segundo jogo pela Briosa, o que é sempre um facto positivo,de assinalar.
*Por Embriolado



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