Definir como HomePage   Contador de Visitas   RSS do Blog






  - Segunda-feira, Março 06, 2006

Satisfaz Plenamente!



O cenário de fundo de mais uma jornada da Liga Betandwin não poderia ser mais apropriado. Um castelo à mercê de conquista, que ano após ano, cerco após cerco parece ser cada vez mais, um reduto do bastião académico. A Briosa conquistou 3 importantes pontos na guerra da manutenção, subiu provisoriamente (ou de facto, consoante o desfecho final do último jogo da jornada) ao 10º lugar da tabela classificativa. Numa jornada em que na melhor das hipóteses o atingir do primeiro lugar de dois dígitos era o que de mais positivo poderia acontecer e o pior das conjunturas apontava para um enlameado 17º lugar, podemos dizer que a Académica cumpriu plenamente todos os seus objectivos.

Pedíamos uma exibição de qualidade, aliada a pontos, muitos pontos. Três por jogo de preferência. Como leitores assíduos do espaço, treinador e jogadores levaram à séria o repto indicado e até Filipe Teixeira arrancou um pontapé fenomenal a mais de 20 metros da baliza, depois de lhe ter sido apontado esse «defeito de pormenor» por amigos comentadores e editores. Se por um lado a nota a ser dada tem de ser forçosamente um «Excelente» ou um «Satisfaz Plenamente» a estes estudantes (por quem nos visita e quem escrevinha), ao ritmo que a crítica resulta, avizinha-se uma semana plena de apoio (como sempre!), mas igualmente uma semana onde todas as «menores virtudes», dos briosos atletas encherão as caixas de comentários e os espaços dedicados aos textos. Tudo, logicamente, a bem da Briosa.

Nelo Vingada iniciou o jogo de forma sagaz. Jogou em 4-4-2 com dois homens móveis na frente (Joeano e Gelson) que se movimentavam por entre os espaços menos bem povoados da fortaleza leiriense. A menor capacidade desta equipa encontra-se na zona central da defesa e na parca rapidez de João Paulo, quando envolto em missões de meio de terreno. No tapar dos flancos esteve o aríete que permitiu o impulsionar da equipa para a vitória. As duas pedradas do médio ofensivo português Filipe Teixeira e do avançado brasileiro Joeano, apenas culminaram o trabalho de equipa que culminou no derrubar do castelo do Liz.

Se Pedro Silva agarrou a titularidade de forma tão surpreendente como convincente (!), a maior surpresa do jogo foi a inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo, especialmente depois de visionados os treinos da semana. Ezequias está num grande momento de forma, e apenas um jogador que imprima um preciosismo de joalheiro a cada lance que disputa, poderia roubar o lugar ao brasileiro. Quem diria que – especialmente após o empréstimo de Lira – os lugares extremos da defesa de Coimbra, seriam os mais disputados da equipa…

Assente neste princípio foi construída a vitória incontestável, em jeito de antítese do azeite. Tudo o resto foram meras casualidades de um jogo que, afinal, foi dos que mais descansadamente se viu nas bancadas. Nem a única ocasião de golo, fruto de um deslize de atenção com culpas repartidas a Dani e Zé Castro (e que bem jogou), do Leiria fez com que a vitória alguma vez estivesse em causa, ou mera dúvida. Nem sequer a expulsão de um avançado dos da casa foi condição da vitória. Antes mera consequência.


Análise Individual dos Jogadores


Dani – Se Pedro Roma esteve ausente, Dani quase que poderia ter tirado férias. Foi necessário pela presença de espírito, a boa capacidade de sair da baliza a cruzamentos e confiança que transmitiu à equipa. Um deslize com culpas repartidas com Zé Castro, que felizmente, passou incólume.

Pedro Silva – Quem é este jogador? Já não é de hoje que somos confessos admiradores das suas capacidades no lado direito da defesa. Soberbo. Não cometeu uma falta digna de registo (apanhando alas, dos mais valorosos da Liga – Maciel e Touré) e saiu a jogar com mestria. Apetece dizer que todos os quilos que tem a mais, são gordura de picanha, tal o «fillett» de jogo que ontem apresentou!

Zé Castro – É sem sombra de dúvida um dos melhores. Genericamente falando. Apesar de dois deslizes no jogo que poderiam ter sido comprometedores – um salvo por Pedro Silva (que se apressou a saudar o companheiro) outro salvo por avançado Leiriense – voltou a mostrar uma capacidade defensiva muito acima da média e algo que há muito já não aparecia no jogador, em bom estilo: a capacidade dos lançamentos em profundidade.

Danilo – Esteve discreto mas eficaz. Enquanto sobrou um, depois da expulsão de um «marcando» directo, esteve nas sobras. Depois da entrada de Lourenço readaptou-se ao centro e cumpriu exemplarmente.

Vítor Vinha – Não sei se é do sigo Virgem, mas é um perfeccionista. Em cada lance a precisão e o empenho cirúrgico de um mestre joalheiro. Cada posicionamento é pensado, cada lance é mentalmente estudado. Cada subida no terreno tem uma razão, cada apoio ao centro, outra explicação terá. Começa a convencer seriamente…

Roberto Brum – Uma parede. Mas das grandes. Um dos manobradores do aríete que permitiu a Filipe Teixeira de se posicionar a «bel prazer» nos terrenos de meio campo que mais achava conveniente. Destruiu, essencialmente, para que a vitória fosse consumada.

N’Doye – Alguns passes falhados, mas muita combatividade. Nos minutos finais, foi importantíssimo na retenção da bola junto à linha esquerda, mas poderá fazer muito, mas muito melhor. Foi dele a primeira oportunidade de golo.

Filipe Teixeira – O melhor em campo. Pelo golo e pelo que jogou. Pela capacidade ofensiva, retenção de bola, passes, entrega ao jogo e até (pasme-se…!) interceptou uma bola de perigo na formação de barreira, após um livre perigoso. De encher o campo!

Dionattan- Atraso o comentário à sua prestação no jogo. Nada que sirva mais de antítese à apreciação da sua prestação e dos seus desempenhos recentes. Esteve como a equipa, globalmente bem e foi substituido pelo amarelo que tinha.

Gelson – Caso sério de entrega ao jogo e de disponibilidade. Revela-se cada vez mais como cabeceador. Um fora de jogo muito duvidoso e uma oportunidade para marcar que saiu ao lado. Mas que surpreende, surpreende…

Joeano – Mais um golo no alforge, desta feita a 30 metros da baliza depois de tirar um adversário do caminho. Mais uma partida de esforço e mobilidade, plenamente conseguida. Mais uma dedicatória da Mancha Negra ao seu empenho. Saiu esgotado depois de cumprido o seu papel no «acto».

Luciano – Entrou bem, para correr em velocidade e tapar as investidas da ala esquerda do ataque adversário, na ajuda a um muito desgastado Pedro Silva. Cumpriu o que lhe foi pedido, que é diferente daquilo que pode dar à equipa.

Serjão – Fez o que sabe melhor executar. Prender bolas e soltar rápido, desmarcando-se em movimentações de ataque. Queimou tempo ao jogo Leiriense.

Andrade – Pensava que o iria ver distribuir fruta exótica pelo campo mas, infelizmente, entrou contido. Tapou espaços de defesa e meio campo no segurar daquele que segundo Gabriel Alves, é o resultado mais perigoso do futebol. Quem somos para duvidar…


Destaque positivo

A vitória. O querer e a raça da equipa. Os três pontos. Gelson, Roberto Brum e Pedro Silva deram as camisolas aos adeptos em sinal do agradecimento.

Destaque negativo

Dois. A única imagem que tenho do arbitro auxiliar do lado da bancada deserta dos sócios de Leiria é aquela que vi antes e depois do jogo, do rio Liz. Pequena dimensão, sujo e cheio de trampa.

Outro destaque negativo para o «Chico do Blog». Então não é que no final do jogo, o Roberto Brum andava à procura dele para lhe dar a camisola e o gajo está a discutir, por debaixo das «arquibancadas», pormenores de vida social com uma menina incautamente apanhada na sua teia maléfica!?

Nelo Vingada:

"jogamos bem e ganhamos bem"

«Confesso q esperaria q pudéssemos ter mais dificuldades mas mesmo no inicio do jogo 11-11 o único lance com possibilidade para o Leiria foi de um desentendimento com o nosso guarda redes.
mas há q reconhecer o jogo também foi assim pela grande exibição da Académica.
meio campo produziu um bom jogo mas para este produzir e preciso defender bem e dar continuidade aos lances produzidos.
o mais importante foi a grande dimensão colectiva q estivemos hoje e uma grande organização táctica.
Já não é a primeira vez q o Alcântara não jogou portanto, foi uma questão de opção...»

| << Voltar ao Inicio