Uma importante vitória
Académica - OAF vs Futebol Clube do Porto
Enquanto descíamos as escadas do Cidade de Coimbra falando dos principais lances da partida de hoje, das incidências, da belíssima exibição de colectivo da AAC, da entrega e disponibilidade táctica dos jogadores académicos, ao mesmo tempo, ecoavam «Briosas» em espiral, nos acessos de caracol do Estádio. Não sendo, claramente, vozes da Mancha Negra – essas mais calejadas pela ingestão de malte de cevada – apenas poderiam ser da miudagem que se espalhava pela bancada do «topo das piscinas». Apressámo-nos até à saída e de facto eram eles. Miúdos de palmo e meio, de escolas, da Associação Acreditar, saindo do ECC gritando na plenitude das forças dos seus pequenotes pulmões, pelo nome da minha Associação. São muitos deles miúdos com histórias de vida de gente graúda, carregada de superação de sofrimento físico e psicológico causado pela doença. Hoje esqueceram todas as partidas que a vida lhes pregou, enganaram o destino por umas horas e gritaram bem alto, mesmo quando todo o estádio dormitava em silêncio, o nome da nossa Académica. Foi nesses momentos que vencemos! Há tempo para as vitórias da manutenção. Hoje foi outro tipo de vitória, desportivamente nula, é certo, mas muito importante do ponto de vista humano.
Independentemente do resultado, da exibição, das contingências do jogo, esta foi uma noite de vitória. Os putos já sabem quem é a Briosa. E mais que isso, merecem-na!
Quanto ao jogo é bom dize-lo, a Académica mostrou-se tacticamente perfeita. O desdobramento no ataque não foi bem conseguido, mas a manta foi hoje algo curta. A equipa acompanhou sempre a bola, quebrando as linhas de futebol de posse de bola que o Futebol Clube do Porto tanto aprecia, mas nunca conseguiu jogar suficientemente rápido (no capítulo do passe), nem com suficiente ponta de sorte (nas acções de um para um em ataque) para poder marcar um golo. Controlava os aspectos de jogo que eram necessários aos seus intentos, mas chegar mais à frente foi sempre um problema. As principais unidades de ataque dos do norte foram aniquiladas, com os laterais, (Pedro e Vinha) Hugo Alcântara e Zé Castro em óptimo plano. Roberto Bum colou mais aos da defesa, e Filipe Teixeira e Ezequias tentavam carrear jogo para a frente servindo, muitas vezes em jogo directo Joeano. O primeiro tempo foi feito, pois, de equilíbrios e compensações com a táctica a superar sempre o génio de qualquer jogador que pisou o terreno de jogo.
Lesão de Zé Castro impede parcialmente o empate
Zé Castro saiu lesionado depois de um lance mais duro com um avançado portista oriundo das Africas mais a Sul e o melhor sector dos Capas Negras viu-se condicionado. Não que Paulo Adriano tenha entrado mal para a posição de central, mas a dupla Hugo e Zé, estava muitíssimo forte no jogo. Demasiadamente forte para um ser a posição colmatada por um jogador com uma menor rotina de lugar.
Segunda parte, o golo e a chave do jogo
O Futebol Clube do Porto entrou decidido a empurrar os briosos para o seu último reduto, actuava bastas vezes com dois defesas e uma ala esquerda defensiva desprotegida. O lance do golo surge em fase crucial. A chave do jogo para os estudantes estava claramente em tentar obrigar os adversários a fechar com dois jogadores do lado esquerdo, ou a morrer com a entrada de Luciano e as investidas de Pedro. O golo surge no momento em que se preparava já a substituição que obrigaria ao reposicionamento portista. Chegou, infelizmente tarde, a troca do ala direito por Nuno Piloto. Até ao final os pretos tentaram encostar os seus oponentes ao último reduto, mas nada de produtivo (leia-se golos) acabou por resultar das finais investidas de ataque.
Análise Individual dos Jogadores:
Dani – Bastante seguro, foi batido no inevitável lance, por um pontapé indefensável. Seguro nas saídas a cruzamentos, falhou apenas por uma vez na segunda parte, mas emendou a mão, literalmente, para colmatar a própria falha.
Pedro Silva – Não é mágico, esse é o outro, mas ele ( e os seus companheiros, diga-se) fizeram desaparecer o ilusionista adversário. Sempre atento, rodando para a linha da bola, concedendo propositadamente espaços que depois, ou recuperava com relativa facilidade, ou se transformavam em pontos de contacto facilitados com os centrais. Mais uma exibição de belíssimo nível.
Zé Castro – A infelicidade da lesão levou a acertos que acabaram por ser decisivos. Enquanto em campo esteve bem, apenas um lance na dividida com avançado portista que perdeu, embora a bola saísse sem perigo.
Hugo Alcântara – Uma notável exibição do central académico, que apenas chegou tarde à dobra de marcação, na ajuda a Paulo Adriano no lance do golo. Um jogo limpíssimo contra uma panóplia vastíssima de adversários com diferentes argumentos. Limpou sempre os cruzamentos que saíam rasteiros do lado esquerdo e deu sempre jogável.
Vítor Vinha – Muitíssimo bem, mesmo quando apanhou o «diabrete» pela frente. É pendular e sabe exactamente qual a sua missão em campo. Um jogo inteligentíssimo do agora defesa esquerdo dos capas negras, que nunca virou a cara à luta. No final do jogo o cansaço reflectiu-se na sua forma de actuar.
Roberto Brum – Exibição mais discreta, mas de luta. Apareceu pela fogosidade atacante dos adversários muito colado aos centrais, impedido de jogar e transportar jogo para a frente. Não comprometeu nunca e foi um dos expoentes defensivos dos Briosos.
Ezequias – A actuar pela esquerda, faltou-lhe sempre a flexão para o centro de terreno que tão bem executa (com posterior remate). Poderia ter sido decisivo, mas a sua margem de actuação foi sempre demasiadamente curta, cingindo-se a missões defensivas.
Nuno Piloto – Discreto no jogo, preocupado a defender por dentro e a atacar pela direita. Foi dele o remate mais perigoso dos de negro, mas faltou-lhe um pouco de força para no remate de ressaca impelir velocidade suficiente à bola. Ainda se nota, contudo, alguma insegurança de jogo, certamente ultrapassável pelo «factor estabilidade».
Gelson – Tão depressa jogava a médio defensivo, como partia para as posições de ataque onde poderia, logo nos primeiros minutos ter marcado um golo em lance de antecipação. Um jogo de esforço e abnegação.
Joeano – Lutou bravamente, mas sozinho. Muito mérito para um avançado, que apesar de estar entregue a uma luta desigual, nunca voltou a face ao trabalho de desgaste.
Suplentes utilizados
Paulo Adriano – Sem rotina de lugar suficiente, apesar de já ter jogado quer na pré-época, quer no campeonato na posição de defesa central, rubricou ainda assim, uma exibição que se pode considerar positiva pelas condicionantes.
N’Doye – Procurou qualquer coisa, que vai certamente achar, num dos próximos jogos. Para já, ainda lhe falta ritmo.
Luciano – Entrou, poderia ter sido a chave do jogo, mas o tempo e as condicionantes do jogo estiveram contra o ala brasileiro. Apesar disso, não virou nunca a cara à luta.
Declarações:
Professor Nelo Vingada:
«Jogo empolgante, não muito bem jogado, porque as circunstâncias era difíceis. A Académica não deu muitas veleidades ao F.C. Porto, que tem outros argumentos, dominou o jogo mas não teve grandes oportunidades. Se este resultado terminasse zero a zero, tenho a certeza que a imprensa elogiaria a postura da Académica. Terá faltado um pouco de atrevimento nas transições defesa-ataque, para aproveitar os espaços que o F.C. Porto concedeu. Aceito o resultado, num jogo sem casos. Se a Académica mantiver este nível, vai somar os pontos necessários para sair daquela molhada».
«Não estou resignado, não há razão para isso. Estou sim orgulhoso pela forma como nos batemos, por termos mostrado futebol e organização. O F.C. Porto teve uma oportunidade na primeira parte e esta na segunda. Mereceu ganhar. Mas a jogar com esta organização vamos atingir os nossos objectivos.»
Pedro Silva:
«Os primeiros jogos foram difíceis para mim, mas estou a melhorar, a adaptar-me bem e quero ajudar a Académica a conseguir os seus objectivos. Tivemos uma falha que não podia acontecer no golo do F.C. Porto. A saída do Zé Castro acabou por nos prejudicar, porque o Paulo (ndr. Adriano) não é defesa. O F.C. Porto tem uma excelente equipa, é o líder do campeonato e acabou por vencer bem. O Ricardo Quaresma é um excelente jogador, já sabia, e tentei não lhe dar espaços, mas ele conseguiu soltar-se algumas vezes.»
Nuno Piloto:
«Cumpri com o que me foi pedido, mas faltou-nos sair com maior acutilância para o ataque e criar mais problemas ao F.C. Porto. Numa fase mais tardia do jogo, o F.C. Porto conseguiu finalmente marcar e organizar-se de forma a não permitir a nossa resposta. Em termos defensivos, penso que estivemos bem, fora o lance do golo.
Tive uma boa oportunidade, mas faltou força no remate para bater o Hélton. Vai ser uma luta tremenda até ao fim, pela manutenção, mas esperamos somar os pontos necessários o mais rápido possível, para evitar a despromoção. O empate não ficava mal, mas acaba por se aceitar o resultado, porque o F.C. Porto acabou por controlar o jogo.»
Enquanto descíamos as escadas do Cidade de Coimbra falando dos principais lances da partida de hoje, das incidências, da belíssima exibição de colectivo da AAC, da entrega e disponibilidade táctica dos jogadores académicos, ao mesmo tempo, ecoavam «Briosas» em espiral, nos acessos de caracol do Estádio. Não sendo, claramente, vozes da Mancha Negra – essas mais calejadas pela ingestão de malte de cevada – apenas poderiam ser da miudagem que se espalhava pela bancada do «topo das piscinas». Apressámo-nos até à saída e de facto eram eles. Miúdos de palmo e meio, de escolas, da Associação Acreditar, saindo do ECC gritando na plenitude das forças dos seus pequenotes pulmões, pelo nome da minha Associação. São muitos deles miúdos com histórias de vida de gente graúda, carregada de superação de sofrimento físico e psicológico causado pela doença. Hoje esqueceram todas as partidas que a vida lhes pregou, enganaram o destino por umas horas e gritaram bem alto, mesmo quando todo o estádio dormitava em silêncio, o nome da nossa Académica. Foi nesses momentos que vencemos! Há tempo para as vitórias da manutenção. Hoje foi outro tipo de vitória, desportivamente nula, é certo, mas muito importante do ponto de vista humano.Independentemente do resultado, da exibição, das contingências do jogo, esta foi uma noite de vitória. Os putos já sabem quem é a Briosa. E mais que isso, merecem-na!
Quanto ao jogo é bom dize-lo, a Académica mostrou-se tacticamente perfeita. O desdobramento no ataque não foi bem conseguido, mas a manta foi hoje algo curta. A equipa acompanhou sempre a bola, quebrando as linhas de futebol de posse de bola que o Futebol Clube do Porto tanto aprecia, mas nunca conseguiu jogar suficientemente rápido (no capítulo do passe), nem com suficiente ponta de sorte (nas acções de um para um em ataque) para poder marcar um golo. Controlava os aspectos de jogo que eram necessários aos seus intentos, mas chegar mais à frente foi sempre um problema. As principais unidades de ataque dos do norte foram aniquiladas, com os laterais, (Pedro e Vinha) Hugo Alcântara e Zé Castro em óptimo plano. Roberto Bum colou mais aos da defesa, e Filipe Teixeira e Ezequias tentavam carrear jogo para a frente servindo, muitas vezes em jogo directo Joeano. O primeiro tempo foi feito, pois, de equilíbrios e compensações com a táctica a superar sempre o génio de qualquer jogador que pisou o terreno de jogo.
Lesão de Zé Castro impede parcialmente o empate
Zé Castro saiu lesionado depois de um lance mais duro com um avançado portista oriundo das Africas mais a Sul e o melhor sector dos Capas Negras viu-se condicionado. Não que Paulo Adriano tenha entrado mal para a posição de central, mas a dupla Hugo e Zé, estava muitíssimo forte no jogo. Demasiadamente forte para um ser a posição colmatada por um jogador com uma menor rotina de lugar.
Segunda parte, o golo e a chave do jogo
O Futebol Clube do Porto entrou decidido a empurrar os briosos para o seu último reduto, actuava bastas vezes com dois defesas e uma ala esquerda defensiva desprotegida. O lance do golo surge em fase crucial. A chave do jogo para os estudantes estava claramente em tentar obrigar os adversários a fechar com dois jogadores do lado esquerdo, ou a morrer com a entrada de Luciano e as investidas de Pedro. O golo surge no momento em que se preparava já a substituição que obrigaria ao reposicionamento portista. Chegou, infelizmente tarde, a troca do ala direito por Nuno Piloto. Até ao final os pretos tentaram encostar os seus oponentes ao último reduto, mas nada de produtivo (leia-se golos) acabou por resultar das finais investidas de ataque.
Análise Individual dos Jogadores:
Dani – Bastante seguro, foi batido no inevitável lance, por um pontapé indefensável. Seguro nas saídas a cruzamentos, falhou apenas por uma vez na segunda parte, mas emendou a mão, literalmente, para colmatar a própria falha.
Pedro Silva – Não é mágico, esse é o outro, mas ele ( e os seus companheiros, diga-se) fizeram desaparecer o ilusionista adversário. Sempre atento, rodando para a linha da bola, concedendo propositadamente espaços que depois, ou recuperava com relativa facilidade, ou se transformavam em pontos de contacto facilitados com os centrais. Mais uma exibição de belíssimo nível.
Zé Castro – A infelicidade da lesão levou a acertos que acabaram por ser decisivos. Enquanto em campo esteve bem, apenas um lance na dividida com avançado portista que perdeu, embora a bola saísse sem perigo.
Hugo Alcântara – Uma notável exibição do central académico, que apenas chegou tarde à dobra de marcação, na ajuda a Paulo Adriano no lance do golo. Um jogo limpíssimo contra uma panóplia vastíssima de adversários com diferentes argumentos. Limpou sempre os cruzamentos que saíam rasteiros do lado esquerdo e deu sempre jogável.
Vítor Vinha – Muitíssimo bem, mesmo quando apanhou o «diabrete» pela frente. É pendular e sabe exactamente qual a sua missão em campo. Um jogo inteligentíssimo do agora defesa esquerdo dos capas negras, que nunca virou a cara à luta. No final do jogo o cansaço reflectiu-se na sua forma de actuar.
Roberto Brum – Exibição mais discreta, mas de luta. Apareceu pela fogosidade atacante dos adversários muito colado aos centrais, impedido de jogar e transportar jogo para a frente. Não comprometeu nunca e foi um dos expoentes defensivos dos Briosos.
Ezequias – A actuar pela esquerda, faltou-lhe sempre a flexão para o centro de terreno que tão bem executa (com posterior remate). Poderia ter sido decisivo, mas a sua margem de actuação foi sempre demasiadamente curta, cingindo-se a missões defensivas.
Nuno Piloto – Discreto no jogo, preocupado a defender por dentro e a atacar pela direita. Foi dele o remate mais perigoso dos de negro, mas faltou-lhe um pouco de força para no remate de ressaca impelir velocidade suficiente à bola. Ainda se nota, contudo, alguma insegurança de jogo, certamente ultrapassável pelo «factor estabilidade».
Gelson – Tão depressa jogava a médio defensivo, como partia para as posições de ataque onde poderia, logo nos primeiros minutos ter marcado um golo em lance de antecipação. Um jogo de esforço e abnegação.
Joeano – Lutou bravamente, mas sozinho. Muito mérito para um avançado, que apesar de estar entregue a uma luta desigual, nunca voltou a face ao trabalho de desgaste.
Suplentes utilizados
Paulo Adriano – Sem rotina de lugar suficiente, apesar de já ter jogado quer na pré-época, quer no campeonato na posição de defesa central, rubricou ainda assim, uma exibição que se pode considerar positiva pelas condicionantes.
N’Doye – Procurou qualquer coisa, que vai certamente achar, num dos próximos jogos. Para já, ainda lhe falta ritmo.
Luciano – Entrou, poderia ter sido a chave do jogo, mas o tempo e as condicionantes do jogo estiveram contra o ala brasileiro. Apesar disso, não virou nunca a cara à luta.
Declarações:
Professor Nelo Vingada:
«Jogo empolgante, não muito bem jogado, porque as circunstâncias era difíceis. A Académica não deu muitas veleidades ao F.C. Porto, que tem outros argumentos, dominou o jogo mas não teve grandes oportunidades. Se este resultado terminasse zero a zero, tenho a certeza que a imprensa elogiaria a postura da Académica. Terá faltado um pouco de atrevimento nas transições defesa-ataque, para aproveitar os espaços que o F.C. Porto concedeu. Aceito o resultado, num jogo sem casos. Se a Académica mantiver este nível, vai somar os pontos necessários para sair daquela molhada».
«Não estou resignado, não há razão para isso. Estou sim orgulhoso pela forma como nos batemos, por termos mostrado futebol e organização. O F.C. Porto teve uma oportunidade na primeira parte e esta na segunda. Mereceu ganhar. Mas a jogar com esta organização vamos atingir os nossos objectivos.»
Pedro Silva:
«Os primeiros jogos foram difíceis para mim, mas estou a melhorar, a adaptar-me bem e quero ajudar a Académica a conseguir os seus objectivos. Tivemos uma falha que não podia acontecer no golo do F.C. Porto. A saída do Zé Castro acabou por nos prejudicar, porque o Paulo (ndr. Adriano) não é defesa. O F.C. Porto tem uma excelente equipa, é o líder do campeonato e acabou por vencer bem. O Ricardo Quaresma é um excelente jogador, já sabia, e tentei não lhe dar espaços, mas ele conseguiu soltar-se algumas vezes.»
Nuno Piloto:
«Cumpri com o que me foi pedido, mas faltou-nos sair com maior acutilância para o ataque e criar mais problemas ao F.C. Porto. Numa fase mais tardia do jogo, o F.C. Porto conseguiu finalmente marcar e organizar-se de forma a não permitir a nossa resposta. Em termos defensivos, penso que estivemos bem, fora o lance do golo.
Tive uma boa oportunidade, mas faltou força no remate para bater o Hélton. Vai ser uma luta tremenda até ao fim, pela manutenção, mas esperamos somar os pontos necessários o mais rápido possível, para evitar a despromoção. O empate não ficava mal, mas acaba por se aceitar o resultado, porque o F.C. Porto acabou por controlar o jogo.»




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