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  - Quinta-feira, Maio 25, 2006

Satélite de Formação

Depreendo das suas palavras que o objectivo, para a próxima temporada, é a subida à Liga de Honra?

O Tourizense, na próxima época, vai reformular–se. Desde logo, com uma ligação ainda mais forte à Académica. Neste momento, somos a filial mais representativa da Briosa e isso enche–nos de orgulho. Pelas condições que hoje temos, as quais já são do conhecimento dos dirigentes academistas, podemos oferecer uma ligação mais estreita a este clube.

De que forma se fará essa ligação?

O que até agora se traduzia apenas na vinda de três ou quatro jogadores, no futuro poderá ser uma relação mais forte. A única coisa que posso dizer, neste momento, é que os dois clubes irão estar unidos por sangue.

Ou seja, o Tourizense vai continuar a ser uma montra de jogadores jovens?

Na próxima época, o Tourizense irá continuar a ser constituída, maioritariamente, por jogadores jovens e com qualidade. A nossa responsabilidade será juntar esses condimentos ao sucesso desportivo.


Jorge Alexandre, Presidente do Tourizense, In «As Beiras»



No determinado momento em que muitas equipas - ou por estes dias, todas, mesmo - riscam do organigrama da composição do seu futebol profissional as equipas «B», pelas condicionantes do regulamento dos clubes profissionais ( que não permite a subida destas filiais directas aos principais escalões competitivos do futebol português) esta parece ser a solução mais adequada para integrar jovens valores dos escalões de formação nos patamares mais elevados da alta competição. Se não é a melhor solução, tenho para mim, que é a melhor solução possível no momento. Apesar de podermos apontar a perda de identidade directa ao clube-mãe (relativa) e alguma menor identificação do jogador com o emblema que o quer potenciar como pontos desfavoráveis a esta solução, a exigência competitiva da possibilidade ( e por vezes, mesmo, como é o caso do Tourizense, o objectivo!) de subida de divisão, do contacto com outro tipo de dirigentes, de adeptos, de outra realidade futebolística, apenas pode enriquecer os «protegidos» da Briosa, que ao abrigo de um novo protocolo com os de Touriz estarão certos de que a sua formação não acaba nos juniores, deixando de ser a profissionalização um enorme salto no vazio, apenas ultrapassado por um ou outro de excepção. Haverá mais tempo para evoluir, mas um tempo olhado segundo um prisma mais competitivo do que formador. E não será igualmente formação, formar vencedores?

Gonçalo assinou este ano pela Académica vindo do Tourizense (depois de ter feito a escola de futebol na Briosa e ter mesmo jogador ao lado da equipa profissional um jogo ante a Naval 1º de Maio) e é o primeiro jogador gerado pelo embrião que é este projecto de parceria. Um jogador de um elevado potencial intrínseco para jogar futebol, com condições mais do que suficientes para triunfar. Que seja o primeiro de muitos.