Bola na rede...lateral

Emergem hoje, claramente, duas hipóteses de caminho, duas rotas que se dizem distintas no Universo Académico. «Tradicionalistas» versus «Progressistas», vulgarmente designados, «Puristas» contra «Maleáveis», em estilo mais rebuscado, «Conservadores» que se batem contra «Evolucionistas» segundo as leis da política social moderna. Desde já sublinho, que estas são concepções que fogem ao meu entendimento de Académica enquanto tal. Repugno rótulos estanques e tenho para mim, que a grande virtude das posições que se extremam, acaba por estar sempre a meio percurso entre ambas. Tanto mais esta posição ganha, em meu entendimento, valor quantas vezes mais a confronto, com o modo de ser ACADÉMICA. Um verdadeiro académico por tradição e necessidade, um verdadeiro «tradicionalista» brioso é um indivíduo «maleável». Um homem da Cidade do Conhecimento não pode ser de outra forma! Doutores e futricas que percebem o dogma da ciência têm de ser forçosamente permissivos ao entendimento de novas realidades. Têm de voluntariamente se expor à mudança, imposta pelo sinal dos tempos. De que outra forma poderiam sobreviver os maiores pensadores da História à erosão do tempo? Viverão enquanto forem actuais, sobreviverão enquanto fizer sentido ou ainda não o fizer de todo, a mensagem que nos propuseram. Um tradicionalista agarrado ao vício puritano é um elefante que se gera numa caixa de fósforos de betão. Cedo fica sem espaço e definha. Um futurista que não assente o seu ideário numa concepção – por ténue que seja – de pressupostos anteriores, pouco menos será do que um incipiente, vazio, sem conteúdo. Assim, não duvido, um tradicionalista académico é, ao meu ver, um progressista… dotado de determinadas características.
Por isso desde já afirmo, para que não se perca tempo na discussão enfadonha do meu rótulo, que sou um «Tradicionalista Maleável», um «Conservador Progressista» ou se preferirem, um «Purista Evolucionista». Procuro guardar as tradições, é certo, mas não deixo que estas emperrem o avançar da máquina. Guardo as tradições, não de forma sacramental ou religiosa, não como dogmas intocáveis, mas como identificadores de identidade. Assim, não gosto particularmente das peregrinas concepções da Académica que «não é bola na rede». Pasmo, quando aqueles que vociferam essa concepção foram aqueles que apoiaram jogadores da craveira de Maló, Rui Rodrigues, Celestino, Nene, Vasco Gervásio, Nicolau, Artur Jorge, Ernesto Jorge Humberto, entre outros. Doutores da Bola na rede é o que estes eram!
Porque é lembrado o Málo? Rui Rodrigues, Celestino? Pela sua incapacidade de impedir a bola na nossa rede? Nene, Vasco Gervásio? Pela incapacidade de correr, fazer a diferença, deixar para outros a capacidade de entregar a redonda para o golo? Jorge Humberto, Nicolau, Artur Jorge, Ernesto? Lembrados pela capacidade imanente de perder golos? Quero a Briosa a meter bolas na rede até à minha capacidade última de festejar o golo. Quero goleadas de 10-0 em todos os jogos, quero bola na rede a todo o custo, mas acrescento, desde já, o justo! Estes que os viram, que lutaram de bola na rede em bola na rede, pela primeira posição do campeonato, querem agora que renegue a minha legítima vontade de ver vencer. Aqueles que viram duas finais da Taça de Portugal, querem que abdique do meu sonho de ver uma final negra no Jamor, a troco de quê? Não me explicam.
Assim como não me explicam porque se prostitui a Briosa. Porque tenho de lhe ver levantar a saia e impavidamente lhe chamar de meretriz. Sinceramente, continuo a não perceber. A essência do raciocínio, não a explicam, àqueles que vieram depois deles. As minhas memórias da Académica, a minha paixão não é igual à dos sócios, simpatizantes e adeptos que chegaram antes de mim. Falam-me de um clube diferente, mas esquecem-se que os «putos» são adeptos mais diferentes ainda! Apoiaram sem nunca ganharem nada, levaram goleadas de 7 e cantaram, festejaram subidas de segunda linha. Isto no meu singelo ponto de vista, é um adepto diferente, que só pode ter como
dono, um clube diferente. Nestes anos todos, o sonho sempre foi ganhar, do modo justo.
Quem nos impõe a grave sentença da Académica que não é «bola na rede» tem de me explicar muito mais do que apenas pavonear a frase e ao mesmo tempo (em clara antítese) lembrar os seus ídolos, verdadeiros magos da bola…na rede. De que resta prender o bastião da tradição a um solo de terra queimada? Teremos o quê, depois, para preservar? A tradição, certamente. Mas a Associação que é génese da tradição, cedo se esfumará. Pois como tradicionalista que sou, percebo e venero o negro. A Queima. A Cidade. Os estudantes que se ligam à Associação. Como progressista maleável que sou, percebo que a Académica é muito mais do que apenas propriedade da Torre da Universidade. Que a cidade tem de ser acolhida no negro. Que tem de se evoluir para não estagnar e definhar.
Quem deseja preservar a tradição, tem de ser forçosamente, o mais acérrimo dos progressistas. Para que esta faça sentido a quem vem do lado de cá. É imperioso que a visão académica passe, através de um discurso coerente, simbólico, contundente, que permita a evolução, para que possa ser entendido por quem, temporalmente, vai beneficiar dessa mesma evolução. São aqueles que neste momento, temo, mais se demarquem do estilo e da crítica que «tradicionalmente» se faz. Que mudem, pois, os Puristas e se tornem maleáveis. Que não se esqueçam, então, os Progressistas e se fundamentem na tradição.
Que exemplos temos neste momento? O mais recente, a criação de um não-facto, ao que parece privado que originou uma cambalhota, devo dizer...privada? Sempre nos propusemos a defender as origens, se a lógica e o bom senso assim impusessem e não, não-factos, que por não existirem, degeneram em não-vitórias. Nada, mais uma vez, se passou. As riscas brancas não existiram (apesar de em 1985 o equipamento Adidas ter tido essas mesmas riscas, bem como o da Hummel), o patrocínio da última época - coisa curiosa! - foi imperiosamente modificado (mesmo contra o logo do patrocinador) para que pudesse ter o seu espaço nas camisolas briosas, ao contrário de patrocínios de épocas anteriores. Agora o dourado é, candidamente, transformado em branco, em apenas um dia. O Dourado nunca existiu na camisola da Académica. Este é o único facto com o qual me congratulo. Toda a discussão foi estéril e, mais uma vez, não fundamentada. Os equipamentos serão, mais uma vez, negros e brancos. Era uma notícia que há muito disse que iria ser dada. É este o exemplo que nos dão e não nos explicam. Dizem-nos...
Por isso desde já afirmo, para que não se perca tempo na discussão enfadonha do meu rótulo, que sou um «Tradicionalista Maleável», um «Conservador Progressista» ou se preferirem, um «Purista Evolucionista». Procuro guardar as tradições, é certo, mas não deixo que estas emperrem o avançar da máquina. Guardo as tradições, não de forma sacramental ou religiosa, não como dogmas intocáveis, mas como identificadores de identidade. Assim, não gosto particularmente das peregrinas concepções da Académica que «não é bola na rede». Pasmo, quando aqueles que vociferam essa concepção foram aqueles que apoiaram jogadores da craveira de Maló, Rui Rodrigues, Celestino, Nene, Vasco Gervásio, Nicolau, Artur Jorge, Ernesto Jorge Humberto, entre outros. Doutores da Bola na rede é o que estes eram!
Porque é lembrado o Málo? Rui Rodrigues, Celestino? Pela sua incapacidade de impedir a bola na nossa rede? Nene, Vasco Gervásio? Pela incapacidade de correr, fazer a diferença, deixar para outros a capacidade de entregar a redonda para o golo? Jorge Humberto, Nicolau, Artur Jorge, Ernesto? Lembrados pela capacidade imanente de perder golos? Quero a Briosa a meter bolas na rede até à minha capacidade última de festejar o golo. Quero goleadas de 10-0 em todos os jogos, quero bola na rede a todo o custo, mas acrescento, desde já, o justo! Estes que os viram, que lutaram de bola na rede em bola na rede, pela primeira posição do campeonato, querem agora que renegue a minha legítima vontade de ver vencer. Aqueles que viram duas finais da Taça de Portugal, querem que abdique do meu sonho de ver uma final negra no Jamor, a troco de quê? Não me explicam.
Assim como não me explicam porque se prostitui a Briosa. Porque tenho de lhe ver levantar a saia e impavidamente lhe chamar de meretriz. Sinceramente, continuo a não perceber. A essência do raciocínio, não a explicam, àqueles que vieram depois deles. As minhas memórias da Académica, a minha paixão não é igual à dos sócios, simpatizantes e adeptos que chegaram antes de mim. Falam-me de um clube diferente, mas esquecem-se que os «putos» são adeptos mais diferentes ainda! Apoiaram sem nunca ganharem nada, levaram goleadas de 7 e cantaram, festejaram subidas de segunda linha. Isto no meu singelo ponto de vista, é um adepto diferente, que só pode ter como
dono, um clube diferente. Nestes anos todos, o sonho sempre foi ganhar, do modo justo.Quem nos impõe a grave sentença da Académica que não é «bola na rede» tem de me explicar muito mais do que apenas pavonear a frase e ao mesmo tempo (em clara antítese) lembrar os seus ídolos, verdadeiros magos da bola…na rede. De que resta prender o bastião da tradição a um solo de terra queimada? Teremos o quê, depois, para preservar? A tradição, certamente. Mas a Associação que é génese da tradição, cedo se esfumará. Pois como tradicionalista que sou, percebo e venero o negro. A Queima. A Cidade. Os estudantes que se ligam à Associação. Como progressista maleável que sou, percebo que a Académica é muito mais do que apenas propriedade da Torre da Universidade. Que a cidade tem de ser acolhida no negro. Que tem de se evoluir para não estagnar e definhar.
Quem deseja preservar a tradição, tem de ser forçosamente, o mais acérrimo dos progressistas. Para que esta faça sentido a quem vem do lado de cá. É imperioso que a visão académica passe, através de um discurso coerente, simbólico, contundente, que permita a evolução, para que possa ser entendido por quem, temporalmente, vai beneficiar dessa mesma evolução. São aqueles que neste momento, temo, mais se demarquem do estilo e da crítica que «tradicionalmente» se faz. Que mudem, pois, os Puristas e se tornem maleáveis. Que não se esqueçam, então, os Progressistas e se fundamentem na tradição.
Que exemplos temos neste momento? O mais recente, a criação de um não-facto, ao que parece privado que originou uma cambalhota, devo dizer...privada? Sempre nos propusemos a defender as origens, se a lógica e o bom senso assim impusessem e não, não-factos, que por não existirem, degeneram em não-vitórias. Nada, mais uma vez, se passou. As riscas brancas não existiram (apesar de em 1985 o equipamento Adidas ter tido essas mesmas riscas, bem como o da Hummel), o patrocínio da última época - coisa curiosa! - foi imperiosamente modificado (mesmo contra o logo do patrocinador) para que pudesse ter o seu espaço nas camisolas briosas, ao contrário de patrocínios de épocas anteriores. Agora o dourado é, candidamente, transformado em branco, em apenas um dia. O Dourado nunca existiu na camisola da Académica. Este é o único facto com o qual me congratulo. Toda a discussão foi estéril e, mais uma vez, não fundamentada. Os equipamentos serão, mais uma vez, negros e brancos. Era uma notícia que há muito disse que iria ser dada. É este o exemplo que nos dão e não nos explicam. Dizem-nos...
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...A bem da Evolução e da preservação da nossa Associação.
...A bem da Evolução e da preservação da nossa Associação.



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