A defesa da tese do Professor Machado
Nota prévia - Desta feita os vídeos com os melhores momentos estão disponíveis nos link´s no final da notícia. Basta apenas carregar no PLAY e esperar a abertura do vídeo sem necessidade de sair do Simplesmente Briosa ( 1ª parte A e B e 2ª parte).
Apesar dos dias de treino e das cargas físicas a Académica apresentou hoje em Tábua, no estádio Municipal, uma equipa sólida, construída tendo como base verdadeiros princípios de jogo, onde cada jogador busca o seu espaço e tendencialmente o encontra, paulatinamente, no tempo de jogo.
O onze inicial dos Capas Negras voltou, como no jogo de quarta-feira ante o Beira-Mar, a apresentar um modelo táctico de 4-2-3-1, com Pedro Roma na baliza, um quarteto defensivo composto por Sarmento deslocado à direita, Medeiros e Litos no centro, e Lino na esquerda, dois médios de contenção que tendencialmente jogam em paralelo – Alexandre e Roberto Brum -, uma linha de três médios mais ofensivos que no jogo de hoje foram N´Doye na ala esquerda, Nuno Piloto mais pelo miolo e Estevez na ala, apoiando o positivamente diferente avançado centro, Nestor Alvarez.

Apesar do maior domínio de jogo, o adversário da Briosa mais fresco fisicamente impôs o ritmo que desejou ao jogo, durante largos minutos da primeira parte. O futebol curto e apoiado que os negros tentavam que acontecesse, especialmente nas fases de transição de meio de terreno, esbarrava continuamente na mobilidade dos sectores adversários e nos constantes reposicionamentos da defesa e ataque pacense. As jogadas de perigo não existiam, o futebol era demasiadamente lento e burilado e o nulo seria o resultado que se impunha para fechar a primeira parte. Mas um erro de Litos, provocado por um passe a queimar o pé do defesa, aos vinte e três minutos fez com que a contagem se abrisse com Jean Carlos, avançado da turma adversária, a abrir o marcador. Até ao final da primeira contenda, nada mais se alterou. As substituições na equipa da Briosa, teriam o condão de acordar a equipa, para uma exibição mais coerente e para um resultado, que embora não totalmente satisfatório, se pode considerar positivo.
Banco que capitalizou o jogo
O professor Manuel Machado arriscou na segunda metade do desafio. Rodou a equipa, em nomes e estratégia, adornou a esquerda da defesa com o nome de Vítor Vinha, empurrou para o jogo a «surpresa» KáKá que fez parelha com Danilo e recuou Nuno Piloto até à direita da defesa. Lino, em contraste, avançou até à zona intermédia, posicionando-se na esquerda do meio-campo, Paulo Sérgio era o pivot (primeiro homem defensivo) e Brum cobria a direita. Sílvio, Gelson e Fernando faziam o tridente da frente, que por 4 vezes poderia ter ferido mortalmente o adversário. Está bom de se ver que a Briosa atacava, pois, num 4-3-3 e entrava em processo defensivo num tendencial 4-5-1 que os jogadores executavam na perfeição.
O jogo impunha pois o golo Brioso que aconteceu aos 15 minutos da segunda parte. A Académica já tinha disposto de duas oportunidades de golo, mas que miraculosamente, não haviam culminado no fundo das redes de Pedro. Aos 5 minutos bola no poste do Paços num espectacular tiro de Fernado, na marcação de um livre e uma perdida de Sílvio, que demonstrou sempre uma rotatividade que agradou. O Paços acabou para o jogo (apenas um remate para uma portentosa defesa de Douglas, como se pode ver nas imagens) muito por culpa de Paulo Sérgio, Roberto Brum e Káká, que secaram a linha mais ofensiva adversária.
O jogo acabaria com o resultado de 1-1, magro tendo em conta o que aconteceu no segundo tempo. Fernando numa espectacular jogada individual atira à barra ( em lance que vale apena ver nas imagens) e Roberto Brum não consegue finalizar uma belíssima jogada de entendimento colectivo. Final da partida, até ao próximo jogo, em Quaios ante o Leixões. Que a equipa demonstre um patamar de evolução tão positivo como o fez hoje, comparativamente ao confronto anterior.
Tempo de posse de bola:
1ª parte (para a Briosa) – 42%
2ª parte (para a Briosa) - 36%
Posse de bola final – 39%
Análise à Lupa dos reforços
Litos – Consistente até ao lance que permitiu o golo do Paços, quando recepcionou mal um passe a queimar e depositou a bola nos pés do avançado Jean Carlos. Mais nenhuma falha até ao final do jogo, mas claro que a nota global não pode ser, pelo acima descrito, positiva.
Recuperações – 11 ( 2 perdas de bola)
Passes longos – 1 acertado
Passes curtos – 24 acertados, 2 falhados
Remates – 1 (de cabeça)
Faltas sofridas -0
Faltas cometidas - 1
Lino – O melhor elemento da Briosa em campo. Apesar de denotar alguma excessiva vontade de subir no terreno quando joga mais recuado e de defender pouco a linha, é um elemento explosivo de excelente toque de bola, que sabe fazer jogar e cruzar e que neste jogo foi o rei dos…cruzamentos. Muito bem!
Recuperações – 14
Passes longos – 1 acertado, 1 falhado
Passes curtos – 19 passes acertados, 1 falhado
Remates – 1
Faltas sofridas - 4
Faltas cometidas – 1
Cruzamentos – 4
Medeiros – Consegue posicionar-se de molde a cobrir o centro do terreno e ainda fazer face às constantes subidas de Lino no terreno, ocupando a faixa mais esquerda do sector defensivo. Excelente no capítulo das dobras e das recuperações de bola.
Recuperações – 14
Passes longos – 1 passe acertado
Passes curtos – 17 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas - 0
Faltas cometidas – 0
Cruzamentos – 1
Alexandre - Faz um meio-campo defensivo de luxo com Roberto Brum, apesar de neste jogo ter demonstrado algum menor fulgor do que no anterior, ante o Beira-Mar. Ainda assim uma das mais postivas exibições académicas.
Recuperações – 10 recuperações
Passes longos – 2 acertados, 1 falhado
Passes curtos – 14 passes acertados, 1 falhado
Remates – 0
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 1
Estevez – Cedo se percebe que não é um extremo puro-sangue, de velocidade, mas alguém que procura o desequilíbrio pela maneira como retém a bola, que faz a rapidez pela forma como passa ( e que bem que passa!) o esférico para o pé do colega. Falta-lhe ainda arriscar, na hora de rematar à baliza, para merecer nota positiva.
Recuperações – 1 recuperação de bola, 1 perda de bola
Passes longos – 2 passes acertados, 1 falhado
Passes curtos – 12 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas – 1 falta sofrida
Faltas cometidas – 0
Alvarez – Muito melhor do que nos primeiros treinos e no jogo de estreia. Mais activo no interior da área e na hora do remate demonstrou sempre espontaneidade. Desaparece por largos espaços do desafio para mais tarde aparecer, isolado ou em excelentes condições para facturar. E esteve perto, muito perto disso!
Recuperações – 2 recuperações, 1 bola perdida
Passes longos – 1 passe longo acertado
Passes curtos – 10 passes curtos acertados
Remates – 3
Faltas sofridas - 0
Faltas cometidas – 0
Káká – Pode-se desde já dizer que é a maior surpresa do defeso académico. Raçudo, nunca inventa, tem um pé direito telemétrico que mete a bola onde quer e um outro, o esquerdo, que a ginga do «futebulês» diz que é para subir para o eléctrico. De todo o modo, vindo de uma terceira divisão brasileira, este jovem joga até mais não!
Recuperações – 17 (!)
Passes longos – 3 passes acertados
Passes curtos – 16 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas - 2
Faltas cometidas – 1
Paulo Sérgio – Muito boa surpresa no jogo de hoje. Raçudo, faltoso quanto baste, mas com a capacidade de perceber o «tempo» das faltas que tem que fazer. Muito bem no capítulo do passe curto, excelente na luta de meio de terreno. Uma dor de cabeça agradável para o Professor…
Recuperações – 10
Passes longos – 4 acertados, 2 falhados
Passes curtos – 12 passes acertados, 1 falhado
Remates – 0
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 3
Sílvio – Outra das boas exibições, ainda que deslocado para a direita. Uma assistência para golo. Fica a vontade de querer ver este jovem jogando no eixo do ataque. Jogador de terceira divisão, não é certamente!
Recuperações – 3
Passes longos – 1
Passes curtos – 11
Remates – 1
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 0
Cruzamentos - 1
Assistências para golo -1
VÍDEOS
1a parte A
1a parte B
2a parte
Apesar dos dias de treino e das cargas físicas a Académica apresentou hoje em Tábua, no estádio Municipal, uma equipa sólida, construída tendo como base verdadeiros princípios de jogo, onde cada jogador busca o seu espaço e tendencialmente o encontra, paulatinamente, no tempo de jogo.
O onze inicial dos Capas Negras voltou, como no jogo de quarta-feira ante o Beira-Mar, a apresentar um modelo táctico de 4-2-3-1, com Pedro Roma na baliza, um quarteto defensivo composto por Sarmento deslocado à direita, Medeiros e Litos no centro, e Lino na esquerda, dois médios de contenção que tendencialmente jogam em paralelo – Alexandre e Roberto Brum -, uma linha de três médios mais ofensivos que no jogo de hoje foram N´Doye na ala esquerda, Nuno Piloto mais pelo miolo e Estevez na ala, apoiando o positivamente diferente avançado centro, Nestor Alvarez.
Apesar do maior domínio de jogo, o adversário da Briosa mais fresco fisicamente impôs o ritmo que desejou ao jogo, durante largos minutos da primeira parte. O futebol curto e apoiado que os negros tentavam que acontecesse, especialmente nas fases de transição de meio de terreno, esbarrava continuamente na mobilidade dos sectores adversários e nos constantes reposicionamentos da defesa e ataque pacense. As jogadas de perigo não existiam, o futebol era demasiadamente lento e burilado e o nulo seria o resultado que se impunha para fechar a primeira parte. Mas um erro de Litos, provocado por um passe a queimar o pé do defesa, aos vinte e três minutos fez com que a contagem se abrisse com Jean Carlos, avançado da turma adversária, a abrir o marcador. Até ao final da primeira contenda, nada mais se alterou. As substituições na equipa da Briosa, teriam o condão de acordar a equipa, para uma exibição mais coerente e para um resultado, que embora não totalmente satisfatório, se pode considerar positivo.
Banco que capitalizou o jogo
O professor Manuel Machado arriscou na segunda metade do desafio. Rodou a equipa, em nomes e estratégia, adornou a esquerda da defesa com o nome de Vítor Vinha, empurrou para o jogo a «surpresa» KáKá que fez parelha com Danilo e recuou Nuno Piloto até à direita da defesa. Lino, em contraste, avançou até à zona intermédia, posicionando-se na esquerda do meio-campo, Paulo Sérgio era o pivot (primeiro homem defensivo) e Brum cobria a direita. Sílvio, Gelson e Fernando faziam o tridente da frente, que por 4 vezes poderia ter ferido mortalmente o adversário. Está bom de se ver que a Briosa atacava, pois, num 4-3-3 e entrava em processo defensivo num tendencial 4-5-1 que os jogadores executavam na perfeição.
O jogo impunha pois o golo Brioso que aconteceu aos 15 minutos da segunda parte. A Académica já tinha disposto de duas oportunidades de golo, mas que miraculosamente, não haviam culminado no fundo das redes de Pedro. Aos 5 minutos bola no poste do Paços num espectacular tiro de Fernado, na marcação de um livre e uma perdida de Sílvio, que demonstrou sempre uma rotatividade que agradou. O Paços acabou para o jogo (apenas um remate para uma portentosa defesa de Douglas, como se pode ver nas imagens) muito por culpa de Paulo Sérgio, Roberto Brum e Káká, que secaram a linha mais ofensiva adversária.
O jogo acabaria com o resultado de 1-1, magro tendo em conta o que aconteceu no segundo tempo. Fernando numa espectacular jogada individual atira à barra ( em lance que vale apena ver nas imagens) e Roberto Brum não consegue finalizar uma belíssima jogada de entendimento colectivo. Final da partida, até ao próximo jogo, em Quaios ante o Leixões. Que a equipa demonstre um patamar de evolução tão positivo como o fez hoje, comparativamente ao confronto anterior.
Tempo de posse de bola:
1ª parte (para a Briosa) – 42%
2ª parte (para a Briosa) - 36%
Posse de bola final – 39%
Análise à Lupa dos reforços
Litos – Consistente até ao lance que permitiu o golo do Paços, quando recepcionou mal um passe a queimar e depositou a bola nos pés do avançado Jean Carlos. Mais nenhuma falha até ao final do jogo, mas claro que a nota global não pode ser, pelo acima descrito, positiva.
Recuperações – 11 ( 2 perdas de bola)
Passes longos – 1 acertado
Passes curtos – 24 acertados, 2 falhados
Remates – 1 (de cabeça)
Faltas sofridas -0
Faltas cometidas - 1
Lino – O melhor elemento da Briosa em campo. Apesar de denotar alguma excessiva vontade de subir no terreno quando joga mais recuado e de defender pouco a linha, é um elemento explosivo de excelente toque de bola, que sabe fazer jogar e cruzar e que neste jogo foi o rei dos…cruzamentos. Muito bem!
Recuperações – 14
Passes longos – 1 acertado, 1 falhado
Passes curtos – 19 passes acertados, 1 falhado
Remates – 1
Faltas sofridas - 4
Faltas cometidas – 1
Cruzamentos – 4
Medeiros – Consegue posicionar-se de molde a cobrir o centro do terreno e ainda fazer face às constantes subidas de Lino no terreno, ocupando a faixa mais esquerda do sector defensivo. Excelente no capítulo das dobras e das recuperações de bola.
Recuperações – 14
Passes longos – 1 passe acertado
Passes curtos – 17 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas - 0
Faltas cometidas – 0
Cruzamentos – 1
Alexandre - Faz um meio-campo defensivo de luxo com Roberto Brum, apesar de neste jogo ter demonstrado algum menor fulgor do que no anterior, ante o Beira-Mar. Ainda assim uma das mais postivas exibições académicas.
Recuperações – 10 recuperações
Passes longos – 2 acertados, 1 falhado
Passes curtos – 14 passes acertados, 1 falhado
Remates – 0
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 1
Estevez – Cedo se percebe que não é um extremo puro-sangue, de velocidade, mas alguém que procura o desequilíbrio pela maneira como retém a bola, que faz a rapidez pela forma como passa ( e que bem que passa!) o esférico para o pé do colega. Falta-lhe ainda arriscar, na hora de rematar à baliza, para merecer nota positiva.
Recuperações – 1 recuperação de bola, 1 perda de bola
Passes longos – 2 passes acertados, 1 falhado
Passes curtos – 12 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas – 1 falta sofrida
Faltas cometidas – 0
Alvarez – Muito melhor do que nos primeiros treinos e no jogo de estreia. Mais activo no interior da área e na hora do remate demonstrou sempre espontaneidade. Desaparece por largos espaços do desafio para mais tarde aparecer, isolado ou em excelentes condições para facturar. E esteve perto, muito perto disso!
Recuperações – 2 recuperações, 1 bola perdida
Passes longos – 1 passe longo acertado
Passes curtos – 10 passes curtos acertados
Remates – 3
Faltas sofridas - 0
Faltas cometidas – 0
Káká – Pode-se desde já dizer que é a maior surpresa do defeso académico. Raçudo, nunca inventa, tem um pé direito telemétrico que mete a bola onde quer e um outro, o esquerdo, que a ginga do «futebulês» diz que é para subir para o eléctrico. De todo o modo, vindo de uma terceira divisão brasileira, este jovem joga até mais não!
Recuperações – 17 (!)
Passes longos – 3 passes acertados
Passes curtos – 16 passes acertados
Remates – 0
Faltas sofridas - 2
Faltas cometidas – 1
Paulo Sérgio – Muito boa surpresa no jogo de hoje. Raçudo, faltoso quanto baste, mas com a capacidade de perceber o «tempo» das faltas que tem que fazer. Muito bem no capítulo do passe curto, excelente na luta de meio de terreno. Uma dor de cabeça agradável para o Professor…
Recuperações – 10
Passes longos – 4 acertados, 2 falhados
Passes curtos – 12 passes acertados, 1 falhado
Remates – 0
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 3
Sílvio – Outra das boas exibições, ainda que deslocado para a direita. Uma assistência para golo. Fica a vontade de querer ver este jovem jogando no eixo do ataque. Jogador de terceira divisão, não é certamente!
Recuperações – 3
Passes longos – 1
Passes curtos – 11
Remates – 1
Faltas sofridas - 1
Faltas cometidas – 0
Cruzamentos - 1
Assistências para golo -1
VÍDEOS
1a parte A
1a parte B
2a parte



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