“XENOFOBIA SALOIA OU REVANCHISMO ATÁVICO”!
Caros Companheiros,
Por razões de saúde, “asilei” praticamente no último mês e
meio, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). É como se sabe, um Hospital Universitário, “umbilicalmente” ligado à Faculdade de Medicina, uma das mais prestigiadas e conservadoras (na perspectiva hierárquica) Escolas da Europa.
Durante a minha “via sacra” passei pelas mãos de vários profissionais (todos excelentes por sinal) que me trataram como tratam todos os doentes. Exemplarmente. Na “ressaca” do meu Internamento fui acompanhado por uma médica Espanhola, de uma competência, disponibilidade e afectividade irrepreensíveis.
Se, há 15 anos atrás, me dissessem que os HUC iriam ter ao seu Serviço médicos Espanhóis (já para não referir outras nacionalidades), eu não acreditaria.
Nota à margem: O actual Presidente do Conselho de Administração dos HUC, é um dos mais brilhantes e reputados Catedráticos da Faculdade de Medicina.
Independentemente da falta de “mão-de-obra” nacional, racionalizar e rentabilizar custos, sem hipotecar a qualidade dos Serviços prestados, está claramente subjacente a esta medida de gestão, que abriu as portas a outras gentes.
Entramos, irreversivelmente, na era da Biotecnologia e da Engenharia Genética. As fronteiras do mundo abriram-se. Há, hoje, uma “ponte universal” que atravessa os Continentes e que aproxima os Povos, no saber, no trabalho e na produtividade.
O Futebol não podia fugir à regra.
A Académica está, claramente, num novo ciclo da sua vida desportiva.
Está a modernizar-se. Está a apetrechar-se com as ferramentas, que lhe permitam ser tão ou mais forte, tão ou mais apta, tão ou mais competente do que os outros. Está inserida numa Liga Profissional difícil, viscosa, promíscua, onde a verdade desportiva é permanentemente adulterada, por força de uma “cáfila” que se perpetua no poder, com a complacência letárgica da esmagadora maioria dos Clubes Profissionais, que nada fazem ou fizeram, para “varrer” de cena, este subproduto que vive por norma à margem da(s) lei(s).
Têm vindo alguns (ditos) notáveis a manifestar publicamente a sua preocupação pela “descaracterização” de que a Académica tem vindo a ser alvo.
Sou tudo menos ingénuo. Sou tudo menos desonesto.
Lendo e “espremendo” as ditas preocupações, vão todas “desaguar” no mesmo.
Os estatutos da nossa secular Instituição estão a ser violados.
Pergunto objectivamente:
Quando e aonde?
Só porque numa “tertúlia” de fim de tarde, um jovem e inexperiente Director, resolveu desabafar que eventualmente as futuras camisolas iriam ter os números a dourado?
Bem fez o “veterano”, e grande referência académica, Vasco Gervásio vir dizer com a serenidade que lhe é peculiar, que os equipamentos da Académica são e serão SEMPRE pretos.
Caros Companheiros, nunca escondi as minhas reservas em relação ao “perfil” do actual Presidente da Académica. Mas isso não invalida que não tenha que lhe reconhecer um conjunto de decisões que só vieram reforçar (e noutros casos repor) a imagem e o bom nome da nossa Instituição.
A saber:
a)- Regularizou institucionalmente e através de protocolo as relações com a “CASA MÃE”, situação NUNCA resolvida, desde a “benesse” da atribuição do Bingo à AAC/OAF.
b)- Somos, desde há quase 3 anos, uma Instituição publicamente reconhecida como exemplar no pagamento dos seus compromissos. Os agentes desportivos oficiais e a própria Liga dos Clubes, são disso testemunha.
c)- Cumprimos mensalmente as nossas obrigações com funcionários, atletas e contribuições para o Estado.
d)- Temos vindo a estreitar e a reforçar as nossas relações com os núcleos Académicos espalhados pelo País e pelo Mundo, cujo último exemplo é a iniciativa levada a cabo, pela recente eleita Direcção ( parabéns “velho” amigo Daniel Sanches) da casa dos antigos estudantes de Lisboa.
e)- Recebemos e homenageámos na nossa cidade e no nosso Estádio, com grande dignidade e afectividade, o Presidente Xanana Gusmão.
f)- Apoiamos e acarinhamos, com a presença física dos nossos jogadores, Instituições de Solidariedade Social e exemplares Instituições de Reabilitação Física e Mental.
Caros Companheiros, a Académica está “endogenamente” protegida. Nenhum Presidente que passe por esta Instituição, terá condições para desvirtuar ou violar os seus Estatutos. Nós, e todos os que estão espalhados pelo Mundo, NUNCA o permitiríamos.
Mais grave e mais difícil é (foi) evitar erros ou decisões grosseiras de gestão que possam, não só hipotecar a nossa imagem, mas traduzir-se em graves prejuízos desportivos ou financeiros para a nossa Instituição.
Um dia destes, vou “cooptar-vos” (espero que se lembrem deste termo e da decisão que lhe esteve subjacente) para saberem (é sempre bom termos a memória activa!) quando é que na verdade a nossa Instituição e o cumprimento dos nossos estatutos estiveram mais do que uma vez em perigo.
O Presidente do Núcleo de Veteranos, resolveu também (e com toda a legitimidade, saliente-se) tomar parte activa nesta discussão. E foi mais longe. Agarrando-se “saudosisticamente” às equipas de 69 e década de 70,(como se fosse possível comparar as épocas!) resolveu dizer que a Académica se estava a “estrangeirar” perigosamente.
É uma voz autorizada de um cidadão e ex-jogador exemplar.
Mas com a transparência que ponho em tudo o que escrevo e faço na vida, quero dizer-vos que, apesar do muito respeito que tenho pelo Núcleo de Veteranos, não lhes reconheço legitimidade para falarem nos tempos de “crise” da Académica.
E pela simples razão de que sempre foram um grupo elitista, conservador e com uma espécie de “auréola” de imunidade à sua volta.
Com excepção do Vasco Gervásio, Mário Campos, Vítor Campos e poucos mais, quantos “veteranos” deram o “corpo às balas”, arregaçaram as mangas e ajudaram a debelar problemas e crises da Académica. Digam-me que iniciativas, mobilizações, actividades ou influências exerceu este vasto grupo de ex-atletas que, por mérito próprio, se realizaram profissional e socialmente e ocupam hoje muitos deles lugares de relevo na vida pública e privada Nacional, em prol da Académica?
Razão tinham os saudosos Presidentes Jorge Anjinho, Mendes Silva e Paulo Cardoso, quando se manifestavam, cepticamente, em relação à disponibilidade deste núcleo para ajudar a resolver problemas da Académica.
As grandes e públicas manifestações académicas que lhes conheço, são digressões futebolísticas a países longínquos, exóticos e bem apetecíveis debaixo do emblema da nossa Instituição.
E como não sou ingrato, nem tenho a memória “curta”, sei bem o boicote activo e permanente que praticaram sobre o NOSSO, na altura Presidente, José Coroa. A eleições nunca se atreveram a ir, mas para serem publicamente implacáveis e deselegantes em relação ao ex-Presidente, estiveram sempre disponíveis.
Querem um exemplo? Um só exemplo dos muitos que poderia dar?
O Dr. Carlos Encarnação quis homenagear em cerimónia pública nos Paços do Concelho o “Núcleo de Veteranos” para o que convidou institucional e protocolarmente o então Presidente José Coroa.
Pois, numa cerimónia em que eram convidados/homenageados e em casa alheia, não se coibiram de, num discurso previamente preparado, “arrasar” de maneira acintosa e vexatória o Presidente de TODOS os académicos, presente na cerimónia e legitimamente sufragado pelos sócios.
Um dos distintos oradores faz parte do grupo de notáveis que os “pardalitos” afanosa e diligentemente dão à estampa. Os mesmos “pardalitos” que estão sempre (e bem) a defender “religiosamente” o SEU PRESIDENTE COROA.
Que pena que eu tenho que os “pardalitos”, que são grandes e genuínos académicos (digo-o com a maior sinceridade), tenham este péssimo hábito de não fazer o “trabalho de casa”.
Posto isto, deixem-me falar da “estrangeirada”!
É indecoroso, malévolo e doentio, referirem-se à Académica, não pelo seu nome, mas “pela equipa de 10 estrangeiros e um luso-francês que levou 3 a 0 de uma equipa da 2ª liga” (sic). Palavras para quê. Nem o nosso maior inimigo faria melhor.
Vamos a DADOS objectivos:
1- A Académica tem como capitão de equipa, o “eterno” Pedro Roma. Como 1º substituto tem o Nuno Luís. Duas referências da Briosa, que “encarnam” o verdadeiro espírito da nossa equipa. Neste grupo está incluído o Litos, jogador experiente e português e o Roberto Brum, atleta exemplar dentro e fora do campo, jogador que para mim, melhor faz a “ponte” com a massa associativa. A escolha dos capitães só não é perfeita porque “desastradamente” se esqueceram do Nuno Piloto.
2- No actual plantel, estão, vindos dos escalões de Formação, o Nuno Piloto, o Vítor Vinha o Sarmento e o Gonçalo. Se considerarmos a reserva “activa” que é o clube satélite Tourizense, acrescentamos o Fausto, o Ito e o Ricardo Tavares.
São 7 (sete) os jogadores dos escalões de formação! Digam-me, quantos clubes há na 1ª Liga, com excepção do Benfica ( e quanto a este tenho dúvidas) Sporting e Porto, que têm mais jogadores do que nós provenientes da Formação?
3- 40% dos jogadores do plantel são portugueses!
Se formos intelectualmente honestos, reconheceremos que houve um esforço em preencher alguns lugares com jogadores portugueses. Só os elevados preços, a concorrência e as contingências do próprio mercado, o impediram. Mesmo o Paulo Sérgio e o Alexandre são jogadores com “vivência” do futebol português.
4- Onde estão os pontas de lança portugueses de alguma qualidade, disponíveis e a preços competitivos?

5- Jogadores estudantes. Obviamente que TODOS os queremos. Infelizmente não se “criam” por Decreto. Mas terão que ser profissionais e de qualidade. A “obra social”, como alguns pejorativamente se referiam aos nossos jogadores que brilhantemente conciliavam a actividade profissional com as suas carreiras académicas, não tem hoje as facilidades que tinha.
O tempo hoje é para os mais fortes, mais aptos e competitivos. Como é que podemos “fabricar” novos talentos, que simultaneamente estudem, se os escalões de formação andam, há mais de 30 anos, a treinar e a jogar em terrenos “lavrados” e outros emprestados generosamente por autarquias e a distâncias consideráveis de Coimbra.
Incompetentemente, NINGUÉM até hoje deu prioridade à FORMAÇÃO da Académica. Os campos do bolão ( e não vale a pena serem arma de arremesso SÓ contra esta Direcção) foram atirados para as “calendas”. É, claramente, uma visão tacanha e redutora, não dar prioridade à conclusão dos referidos campos. Bastava saírem 1, 2 jogadores por época, dos escalões de Formação para a equipa principal, para haver retorno imediato no Investimento.
Aqui está uma iniciativa meritória que o “Núcleo de Veteranos” e particularmente o seu Presidente, bem poderia liderar. Exercer a sua fortíssima influência, mobilizar a sociedade civil e política dentro e fora do país, na captação de fundos, que ajudassem a pagar os relvados. Era uma boa maneira que tinham de aliviar o sofrimento e o desespero em que vivem por ver a Académica a “estrangeirar-se” desta maneira.
Por razões de saúde, “asilei” praticamente no último mês e
meio, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). É como se sabe, um Hospital Universitário, “umbilicalmente” ligado à Faculdade de Medicina, uma das mais prestigiadas e conservadoras (na perspectiva hierárquica) Escolas da Europa.Durante a minha “via sacra” passei pelas mãos de vários profissionais (todos excelentes por sinal) que me trataram como tratam todos os doentes. Exemplarmente. Na “ressaca” do meu Internamento fui acompanhado por uma médica Espanhola, de uma competência, disponibilidade e afectividade irrepreensíveis.
Se, há 15 anos atrás, me dissessem que os HUC iriam ter ao seu Serviço médicos Espanhóis (já para não referir outras nacionalidades), eu não acreditaria.
Nota à margem: O actual Presidente do Conselho de Administração dos HUC, é um dos mais brilhantes e reputados Catedráticos da Faculdade de Medicina.
Independentemente da falta de “mão-de-obra” nacional, racionalizar e rentabilizar custos, sem hipotecar a qualidade dos Serviços prestados, está claramente subjacente a esta medida de gestão, que abriu as portas a outras gentes.
Entramos, irreversivelmente, na era da Biotecnologia e da Engenharia Genética. As fronteiras do mundo abriram-se. Há, hoje, uma “ponte universal” que atravessa os Continentes e que aproxima os Povos, no saber, no trabalho e na produtividade.
O Futebol não podia fugir à regra.
A Académica está, claramente, num novo ciclo da sua vida desportiva.
Está a modernizar-se. Está a apetrechar-se com as ferramentas, que lhe permitam ser tão ou mais forte, tão ou mais apta, tão ou mais competente do que os outros. Está inserida numa Liga Profissional difícil, viscosa, promíscua, onde a verdade desportiva é permanentemente adulterada, por força de uma “cáfila” que se perpetua no poder, com a complacência letárgica da esmagadora maioria dos Clubes Profissionais, que nada fazem ou fizeram, para “varrer” de cena, este subproduto que vive por norma à margem da(s) lei(s).
Têm vindo alguns (ditos) notáveis a manifestar publicamente a sua preocupação pela “descaracterização” de que a Académica tem vindo a ser alvo.
Sou tudo menos ingénuo. Sou tudo menos desonesto.
Lendo e “espremendo” as ditas preocupações, vão todas “desaguar” no mesmo.
Os estatutos da nossa secular Instituição estão a ser violados.
Pergunto objectivamente:
Quando e aonde?
Só porque numa “tertúlia” de fim de tarde, um jovem e inexperiente Director, resolveu desabafar que eventualmente as futuras camisolas iriam ter os números a dourado?
Bem fez o “veterano”, e grande referência académica, Vasco Gervásio vir dizer com a serenidade que lhe é peculiar, que os equipamentos da Académica são e serão SEMPRE pretos.
Caros Companheiros, nunca escondi as minhas reservas em relação ao “perfil” do actual Presidente da Académica. Mas isso não invalida que não tenha que lhe reconhecer um conjunto de decisões que só vieram reforçar (e noutros casos repor) a imagem e o bom nome da nossa Instituição.
A saber:
a)- Regularizou institucionalmente e através de protocolo as relações com a “CASA MÃE”, situação NUNCA resolvida, desde a “benesse” da atribuição do Bingo à AAC/OAF.
b)- Somos, desde há quase 3 anos, uma Instituição publicamente reconhecida como exemplar no pagamento dos seus compromissos. Os agentes desportivos oficiais e a própria Liga dos Clubes, são disso testemunha.
c)- Cumprimos mensalmente as nossas obrigações com funcionários, atletas e contribuições para o Estado.
d)- Temos vindo a estreitar e a reforçar as nossas relações com os núcleos Académicos espalhados pelo País e pelo Mundo, cujo último exemplo é a iniciativa levada a cabo, pela recente eleita Direcção ( parabéns “velho” amigo Daniel Sanches) da casa dos antigos estudantes de Lisboa.
e)- Recebemos e homenageámos na nossa cidade e no nosso Estádio, com grande dignidade e afectividade, o Presidente Xanana Gusmão.
f)- Apoiamos e acarinhamos, com a presença física dos nossos jogadores, Instituições de Solidariedade Social e exemplares Instituições de Reabilitação Física e Mental.
Caros Companheiros, a Académica está “endogenamente” protegida. Nenhum Presidente que passe por esta Instituição, terá condições para desvirtuar ou violar os seus Estatutos. Nós, e todos os que estão espalhados pelo Mundo, NUNCA o permitiríamos.
Mais grave e mais difícil é (foi) evitar erros ou decisões grosseiras de gestão que possam, não só hipotecar a nossa imagem, mas traduzir-se em graves prejuízos desportivos ou financeiros para a nossa Instituição.
Um dia destes, vou “cooptar-vos” (espero que se lembrem deste termo e da decisão que lhe esteve subjacente) para saberem (é sempre bom termos a memória activa!) quando é que na verdade a nossa Instituição e o cumprimento dos nossos estatutos estiveram mais do que uma vez em perigo.
O Presidente do Núcleo de Veteranos, resolveu também (e com toda a legitimidade, saliente-se) tomar parte activa nesta discussão. E foi mais longe. Agarrando-se “saudosisticamente” às equipas de 69 e década de 70,(como se fosse possível comparar as épocas!) resolveu dizer que a Académica se estava a “estrangeirar” perigosamente.É uma voz autorizada de um cidadão e ex-jogador exemplar.
Mas com a transparência que ponho em tudo o que escrevo e faço na vida, quero dizer-vos que, apesar do muito respeito que tenho pelo Núcleo de Veteranos, não lhes reconheço legitimidade para falarem nos tempos de “crise” da Académica.
E pela simples razão de que sempre foram um grupo elitista, conservador e com uma espécie de “auréola” de imunidade à sua volta.
Com excepção do Vasco Gervásio, Mário Campos, Vítor Campos e poucos mais, quantos “veteranos” deram o “corpo às balas”, arregaçaram as mangas e ajudaram a debelar problemas e crises da Académica. Digam-me que iniciativas, mobilizações, actividades ou influências exerceu este vasto grupo de ex-atletas que, por mérito próprio, se realizaram profissional e socialmente e ocupam hoje muitos deles lugares de relevo na vida pública e privada Nacional, em prol da Académica?
Razão tinham os saudosos Presidentes Jorge Anjinho, Mendes Silva e Paulo Cardoso, quando se manifestavam, cepticamente, em relação à disponibilidade deste núcleo para ajudar a resolver problemas da Académica.
As grandes e públicas manifestações académicas que lhes conheço, são digressões futebolísticas a países longínquos, exóticos e bem apetecíveis debaixo do emblema da nossa Instituição.
E como não sou ingrato, nem tenho a memória “curta”, sei bem o boicote activo e permanente que praticaram sobre o NOSSO, na altura Presidente, José Coroa. A eleições nunca se atreveram a ir, mas para serem publicamente implacáveis e deselegantes em relação ao ex-Presidente, estiveram sempre disponíveis.
Querem um exemplo? Um só exemplo dos muitos que poderia dar?
O Dr. Carlos Encarnação quis homenagear em cerimónia pública nos Paços do Concelho o “Núcleo de Veteranos” para o que convidou institucional e protocolarmente o então Presidente José Coroa.
Pois, numa cerimónia em que eram convidados/homenageados e em casa alheia, não se coibiram de, num discurso previamente preparado, “arrasar” de maneira acintosa e vexatória o Presidente de TODOS os académicos, presente na cerimónia e legitimamente sufragado pelos sócios.
Um dos distintos oradores faz parte do grupo de notáveis que os “pardalitos” afanosa e diligentemente dão à estampa. Os mesmos “pardalitos” que estão sempre (e bem) a defender “religiosamente” o SEU PRESIDENTE COROA.
Que pena que eu tenho que os “pardalitos”, que são grandes e genuínos académicos (digo-o com a maior sinceridade), tenham este péssimo hábito de não fazer o “trabalho de casa”.
Posto isto, deixem-me falar da “estrangeirada”!
É indecoroso, malévolo e doentio, referirem-se à Académica, não pelo seu nome, mas “pela equipa de 10 estrangeiros e um luso-francês que levou 3 a 0 de uma equipa da 2ª liga” (sic). Palavras para quê. Nem o nosso maior inimigo faria melhor.
Vamos a DADOS objectivos:
1- A Académica tem como capitão de equipa, o “eterno” Pedro Roma. Como 1º substituto tem o Nuno Luís. Duas referências da Briosa, que “encarnam” o verdadeiro espírito da nossa equipa. Neste grupo está incluído o Litos, jogador experiente e português e o Roberto Brum, atleta exemplar dentro e fora do campo, jogador que para mim, melhor faz a “ponte” com a massa associativa. A escolha dos capitães só não é perfeita porque “desastradamente” se esqueceram do Nuno Piloto.
2- No actual plantel, estão, vindos dos escalões de Formação, o Nuno Piloto, o Vítor Vinha o Sarmento e o Gonçalo. Se considerarmos a reserva “activa” que é o clube satélite Tourizense, acrescentamos o Fausto, o Ito e o Ricardo Tavares.
São 7 (sete) os jogadores dos escalões de formação! Digam-me, quantos clubes há na 1ª Liga, com excepção do Benfica ( e quanto a este tenho dúvidas) Sporting e Porto, que têm mais jogadores do que nós provenientes da Formação?
3- 40% dos jogadores do plantel são portugueses!
Se formos intelectualmente honestos, reconheceremos que houve um esforço em preencher alguns lugares com jogadores portugueses. Só os elevados preços, a concorrência e as contingências do próprio mercado, o impediram. Mesmo o Paulo Sérgio e o Alexandre são jogadores com “vivência” do futebol português.
4- Onde estão os pontas de lança portugueses de alguma qualidade, disponíveis e a preços competitivos?

5- Jogadores estudantes. Obviamente que TODOS os queremos. Infelizmente não se “criam” por Decreto. Mas terão que ser profissionais e de qualidade. A “obra social”, como alguns pejorativamente se referiam aos nossos jogadores que brilhantemente conciliavam a actividade profissional com as suas carreiras académicas, não tem hoje as facilidades que tinha.
O tempo hoje é para os mais fortes, mais aptos e competitivos. Como é que podemos “fabricar” novos talentos, que simultaneamente estudem, se os escalões de formação andam, há mais de 30 anos, a treinar e a jogar em terrenos “lavrados” e outros emprestados generosamente por autarquias e a distâncias consideráveis de Coimbra.
Incompetentemente, NINGUÉM até hoje deu prioridade à FORMAÇÃO da Académica. Os campos do bolão ( e não vale a pena serem arma de arremesso SÓ contra esta Direcção) foram atirados para as “calendas”. É, claramente, uma visão tacanha e redutora, não dar prioridade à conclusão dos referidos campos. Bastava saírem 1, 2 jogadores por época, dos escalões de Formação para a equipa principal, para haver retorno imediato no Investimento.
Aqui está uma iniciativa meritória que o “Núcleo de Veteranos” e particularmente o seu Presidente, bem poderia liderar. Exercer a sua fortíssima influência, mobilizar a sociedade civil e política dentro e fora do país, na captação de fundos, que ajudassem a pagar os relvados. Era uma boa maneira que tinham de aliviar o sofrimento e o desespero em que vivem por ver a Académica a “estrangeirar-se” desta maneira.
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Não me “cheira” que me ouçam. Devem estar de férias.
Até para a semana.
VIVA A BRIOSA!
Não me “cheira” que me ouçam. Devem estar de férias.
Até para a semana.
VIVA A BRIOSA!



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