DO PERFUME DE MULHER À CENSURA!
Na linha das contribuições que temos recebido, publicamos este texto que nos foi enviado pela Maria Rosmaninho:
“A nossa sociedade autoriza tudo o que não a incomoda”. - Bernard Noel
Nestas noites quentes de Verão, quando me sento na varanda a olhar o céu, procurando decifrar as estrelas, penso como é difícil entender os humanos… os seus anseios…as suas motivações…enfim, a sua idiotice, para falar português vernáculo, e vem-me à mente esse pensamento que transcrevi.
Desde que me habituei a dedicar alguns momentos do meu lazer à consulta dos blogues e em especial dos da Briosa, tenho vindo a assistir à degradação completa de espaços que deveriam funcionar como meios de enriquecimento pessoal e defesa de uma Instituição que todos sentimos como nossa. Comecei por estrear as minhas teclas nos telhados da pardalada onde, timidamente, ousei penetrar com medo das bicadas. Reconheço que, inicialmente, fui bem acolhida, apesar das bicadas de alguns que se sentiam como os reis do telhado. Ainda cheguei a julgar que se tratava de machismo e que o meu perfume de mulher começava a incomodar algumas mentes empedernidas.
Erro meu… é que afinal não existia machismo, mas sim estupidez, incoerência, grosseria...
Aquele que outrora era um espaço arejado pelos ventos do Choupal, mais parecia o caixote do lixo de uma qualquer peixaria onde o calão indigno até de qualquer “futrica” grassava a olhos vistos. Contudo, muito mais grave do que tudo o resto tornara-se um espaço de CENSURA, tentativa de Castração de ideias e de ofensa torpe e gratuita.
Esta sensação de me sentir coarctada no direito de me exprimir livremente, fez-me recuar até aos tempos em que a censura se impunha através de autos-de-fé e, subitamente, uma onda de calor se apoderou de mim e me trouxe a dúvida..
Será que todos aqueles que ainda conservam alguma lucidez e que não se deixam encantar pelos gorgeios de um qualquer habitante de Hammelin, correm o risco de virem a ser queimados nalguma fogueira, erigida sob uma árvore chilreante de pardalada, nos campos do Bolão??
Nesta perspectiva e, apesar de sempre “ter comido muito milho ao pé dos espantalhos”, achei que não valia a pena continuar a gastar teclas a alimentar polémicas vãs e insanamente derrotistas. Assim, procurei satisfazer a minha curiosidade acerca do mundo Brioso no Simplesmente Briosa, mas qual não foi o meu espanto, quando me apercebi que o contentor de lixo da “Peixaria Pardal” começava a ser arrastado para o espaço destinado aos comentários e essa alergia ao perfume feminino começava novamente a manifestar-se por aqui, embora de forma dissimulada pela cortesia do vocativo ( Exª Srª Dª Maria Rosmaninho). Gostei, mas não me encheu o ego porque as bicadas empurravam-me para o caixote dos falsos moralismos.
Posteriormente, e a propósito da história da carochinha Xano, tentei postar um comentário em que me insurgia contra o aproveitamento que os pardalitos estavam a fazer do Xano. E, mais uma vez, o vi ser riscado, amarfanhado e atirado para o caixote do lixo dos que não têm … arcaboiço (sei que esperavam um termo de calão, mas uma Srª Dª não faz isso) para “encaixar” e quiçá refutar uma verdade.
Não me quero alongar muito mais porque estou a “roubar” o vosso tempo útil para torcer pela nossa Menina Briosa, mas não quero despedir-me sem deixar aqui um conselho e uma informação.
Aos editores do Simplesmente Briosa, sugiro que continuem o trilho que previamente definiram em cumprimento dos objectivos que nos une, informando e fomentando a discussão saudável e profícua. Paralelamente, não deixem de denunciar o que julguem por bem, mas não se percam na resposta a comentários que nada mais visam do que destruir os interesses dos que sentem a Briosa no seu coração.
Aos editores dos “pardalitos do choupal” devo dizer que os meus antepassados eram, simplesmente, agricultores que lutaram arduamente contra as intempéries para que eu tivesse uma formação superior, mas que, paralelamente, me transmitiram coisas muito mais importantes do que aquelas que os meus professores universitários ensinaram: honestidade, humildade e respeito (entre muitas outras que poderia referir). Com o meu irmão, que há poucos dias repousa no meio dessas estrelas que costumo contemplar, aprendi a usar a fisga e a armar costelos para caçar pardais e, ainda, que a melhor forma de os comer é fritinhos em manteiga, com alho e limão.
Um bom resto de Verão para todos.
Pela BRIOSA…
PS – Li (há já algum tempo), assinado pelo Sr. Viterbo, o “compromisso” de que no dia em que houvesse censura nos “pardalitos”, deixaria imediatamente esse espaço. Vou aguardar para ver, com pouca esperança. Os censores têm sempre as suas razões. São sempre razões menores!
Maria Rosmaninho
“A nossa sociedade autoriza tudo o que não a incomoda”. - Bernard Noel
Nestas noites quentes de Verão, quando me sento na varanda a olhar o céu, procurando decifrar as estrelas, penso como é difícil entender os humanos… os seus anseios…as suas motivações…enfim, a sua idiotice, para falar português vernáculo, e vem-me à mente esse pensamento que transcrevi.Desde que me habituei a dedicar alguns momentos do meu lazer à consulta dos blogues e em especial dos da Briosa, tenho vindo a assistir à degradação completa de espaços que deveriam funcionar como meios de enriquecimento pessoal e defesa de uma Instituição que todos sentimos como nossa. Comecei por estrear as minhas teclas nos telhados da pardalada onde, timidamente, ousei penetrar com medo das bicadas. Reconheço que, inicialmente, fui bem acolhida, apesar das bicadas de alguns que se sentiam como os reis do telhado. Ainda cheguei a julgar que se tratava de machismo e que o meu perfume de mulher começava a incomodar algumas mentes empedernidas.
Erro meu… é que afinal não existia machismo, mas sim estupidez, incoerência, grosseria...
Aquele que outrora era um espaço arejado pelos ventos do Choupal, mais parecia o caixote do lixo de uma qualquer peixaria onde o calão indigno até de qualquer “futrica” grassava a olhos vistos. Contudo, muito mais grave do que tudo o resto tornara-se um espaço de CENSURA, tentativa de Castração de ideias e de ofensa torpe e gratuita.
Esta sensação de me sentir coarctada no direito de me exprimir livremente, fez-me recuar até aos tempos em que a censura se impunha através de autos-de-fé e, subitamente, uma onda de calor se apoderou de mim e me trouxe a dúvida..
Será que todos aqueles que ainda conservam alguma lucidez e que não se deixam encantar pelos gorgeios de um qualquer habitante de Hammelin, correm o risco de virem a ser queimados nalguma fogueira, erigida sob uma árvore chilreante de pardalada, nos campos do Bolão??
Nesta perspectiva e, apesar de sempre “ter comido muito milho ao pé dos espantalhos”, achei que não valia a pena continuar a gastar teclas a alimentar polémicas vãs e insanamente derrotistas. Assim, procurei satisfazer a minha curiosidade acerca do mundo Brioso no Simplesmente Briosa, mas qual não foi o meu espanto, quando me apercebi que o contentor de lixo da “Peixaria Pardal” começava a ser arrastado para o espaço destinado aos comentários e essa alergia ao perfume feminino começava novamente a manifestar-se por aqui, embora de forma dissimulada pela cortesia do vocativo ( Exª Srª Dª Maria Rosmaninho). Gostei, mas não me encheu o ego porque as bicadas empurravam-me para o caixote dos falsos moralismos.
Posteriormente, e a propósito da história da carochinha Xano, tentei postar um comentário em que me insurgia contra o aproveitamento que os pardalitos estavam a fazer do Xano. E, mais uma vez, o vi ser riscado, amarfanhado e atirado para o caixote do lixo dos que não têm … arcaboiço (sei que esperavam um termo de calão, mas uma Srª Dª não faz isso) para “encaixar” e quiçá refutar uma verdade.
Não me quero alongar muito mais porque estou a “roubar” o vosso tempo útil para torcer pela nossa Menina Briosa, mas não quero despedir-me sem deixar aqui um conselho e uma informação.
Aos editores do Simplesmente Briosa, sugiro que continuem o trilho que previamente definiram em cumprimento dos objectivos que nos une, informando e fomentando a discussão saudável e profícua. Paralelamente, não deixem de denunciar o que julguem por bem, mas não se percam na resposta a comentários que nada mais visam do que destruir os interesses dos que sentem a Briosa no seu coração.
Aos editores dos “pardalitos do choupal” devo dizer que os meus antepassados eram, simplesmente, agricultores que lutaram arduamente contra as intempéries para que eu tivesse uma formação superior, mas que, paralelamente, me transmitiram coisas muito mais importantes do que aquelas que os meus professores universitários ensinaram: honestidade, humildade e respeito (entre muitas outras que poderia referir). Com o meu irmão, que há poucos dias repousa no meio dessas estrelas que costumo contemplar, aprendi a usar a fisga e a armar costelos para caçar pardais e, ainda, que a melhor forma de os comer é fritinhos em manteiga, com alho e limão.
Um bom resto de Verão para todos.
Pela BRIOSA…
PS – Li (há já algum tempo), assinado pelo Sr. Viterbo, o “compromisso” de que no dia em que houvesse censura nos “pardalitos”, deixaria imediatamente esse espaço. Vou aguardar para ver, com pouca esperança. Os censores têm sempre as suas razões. São sempre razões menores!
Maria Rosmaninho



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