ESTUDANTES FAZEM MELHORIA
Académica 1-1 Belenenses
Podíamos ter ganho, não ganhámos, paciência, outros dias melhores se seguirão, e por certo melhores dias, com um bocadinho mais de ousadia, e também de sorte, mas essa dizem que protege os audazes, e se assim for nada teremos a temer num futuro não muito distante.Hoje, Manuel Machado esteve bem! Mesmo que o futebol produzido não seja ainda o melhor que se pode esperar desta equipa, pois tem valor para muito mais, hoje MM mudou o que tinha a mudar, ou seja, a Académica apresentou-se mais segura de si, melhor nas transições, e mais eficaz na zona de finalização. Para isso muito contou a saída de Nuno Piloto e a entrada de Sonkaya, que apesar de não ser tão rápido, tem outra cultura táctica daquela posição, e dá outras garantias defensivas que o jovem licenciado não oferece naquela posição. Ainda na defesa, a entrada de Litos para a saída de Danilo, deu para além de alguns centímetros, outra experiência e também velocidade, para além de qualidade de passe na saída para o ataque. No meio campo, havia dito na semana passada, que Alexandre era um jogador demasiado parecido com Brum (não estando em causa o facto de serem bons jogadores) para jogarem juntos na mesma equipa. Pavlovic foi o homem escolhido e teve como principal função o fecho dos espaços abertos pelas subidas ora de Lino ora de Sonkaya, cada um pelo seu corredor. Na frente de ataque, hoje Miguel Pedro foi a grande novidade, que deu alguma velocidade ao sector, e deixou alguns bons pormenores, assim como muita entrega e suor na primeira titularidade com a camisola negra vestida. Ainda no ataque, Gelson recuou, e passou a jogar onde gosta mais, a sair de trás para a frente, aparecendo muitas vezes em situação de finalização, e no seu lugar ficou o estreante Gyánó, que mostrou alguma entrega é certo, mas também alguma falta de técnica nomeadamente a jogar de costas para a baliza.
O início de jogo mostrou duas equipas com valor, e com determinação em sair para o ataque, a Académica mais organizada, mas o Belenenses era mais rápido a fazer as suas transições. Aos 11 minutos de jogo Hélder Barbosa (já nem vale a pena dizer nada deste pequeno génio) parte sem medo algum para cima de Amaral, e com um nó cego ganha espaço para cruzar tenso para Gelson que com um desvio inaugura o marcador, diga-se, com algumas responsabilidades para Costinha que deixa a bola escapar-se-lhe por debaixo das mãos. Mesmo com o cedo adiantar no marcador, a Briosa não se deixou ficar na retaguarda e continuou a criar boas ocasiões de golo, e era pelos flancos que o perigo espreitava, como foram bons exemplos disso as jogadas de Miguel Pedro aos 16’ e Hélder Barbosa aos 18’. No entanto, depois destas boas ocasiões, foi o Belenenses que pegou no jogo, e aos 22 e 28 minutos poderia ter feito aquilo que só conseguiu momentos mais tarde aos 35’, por Nivaldo. Num pontapé de canto cobrado por José Pedro sob a direita do ataque, Nivaldo aparece na pequena área completamente livre de marcação, e só teve de encostar a cabeça para enfiar a bola no fundo das redes do guardião Pedro Roma. O Belenenses melhorara com a saída de Amaral por lesão e a entrada de Manoel à passagem do vigésimo minuto, que com Cândido Costa a fazer a posição, encostava Silas à direita do ataque, fazia recuar Roma para o meio campo e Fernando a derivar entre a esquerda e o centro do ataque belenense, fazendo com que a Académica não mais criasse perigo depois da passagem dos 25 minutos.
Até ao final do primeiro tempo, não houve mais oportunidades de golo dignas de relevo, mas notava-se um ligeiro ascendente do Belenenses depois de uma boa entrada da Briosa.
Ainda muitos regressavam do bar e já Hélder Barbosa fazia o árbitro mostrar a segunda cartolina amarela a Cândido Costa por mais uma falta sobre o extremo esquerdo da Briosa. As lembranças do jogo da semana passada eram algumas e o pior receava-se nos mais cautelosos adeptos negros, e em parte confirmou-se… Manuel Machado não sabe aproveitar os espaços que uma equipa com menos um jogador obrigatoriamente dá. A Académica que jogava com 2 centrais e dois trincos contra um avançado e um médio ofensivo, jogava em superioridade numérica e não abdicava de nenhum dos trincos nem tão pouco dos centrais, ao ponto de se chegar a ver Manoel na linha de meio campo, os extremos Silas e Fernando como interiores a defender o seu meio campo, e a Académica a organizar jogo com Pavlovic, Brum e mais três defesas atrás do meio campo. Depois da expulsão de Gelson, que ontem viu o golo do Paços e hoje tentou imitar, as coisas não mudaram muito, com a Académica a continuar a ter o domínio de jogo mas sem conseguir criar grandes ocasiões de golo.
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A segunda parte, só duas oportunidades dignas de registo, em ambas com Gyánó em destaque, onde teve oportunidade para fazer o golo da vitória mas Costinha fez duas defesas, uma delas absolutamente fantástica a responder a cabeceamento do húngaro. A Académica dominou o período final de jogo, mas sem resultados prácticos, mesmo depois de algumas substituições mais arriscadas de Manuel Machado. Um empate que não pode ser considerado mau resultado, mas que soube a pouco…
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Prestações individuais(De 1 a 5):
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Pedro Roma (3)- Dá tranquilidade à defesa, mas não tanta como dava no ano passado. No entanto, uma ou duas boas defesas marcaram uma tarde onde se mostrou sempre concentrado.
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Sonkaya (4)- BEM! Deu hoje uma tranquilidade à defensiva que Nuno Piloto não dava e ainda subiu bem no terreno, com alguns cruzamentos perigosos. Aposta a manter nas próximas jornadas.
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Litos (3) - Razoável. A segurança que a defesa precisava e a experiência que Danilo não tinha. Bem no duelo individual sempre que preciso é uma barreira quase intransponivel no 1x1.
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Medeiros (3) - À imagem do seu companheiro, sóbrio, e apenas por uma vez podia ter comprometido, ao inventar uma finta na sua própria área onde poderia ter perdido a bola, que acabou por recuperar...
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Lino (3) - Se a atacar poderia merecer um 5, a defender mais do que 1 ou 2 era exagero. Quantas e quantas vezes teve de ser Pavlovic ou outras mesmo Helder Barbosa que com correrias loucas cobriam as subidas sem volta do defesa esquerdo brasileiro.
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Pavlovic (4) - Muito bem o sérvio. Apesar da tenra idade mostra uma cultura táctica apreciável, quer a cobrir as subidas tanto de um como de outro lateral como a sair a jogar com bola, ajudando à circulação de bola. Igualmente bem no jogo aéreo, fruto da sua maior altura em relação a Alexandre por exemplo.
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Brum (3) - Apesar de não ter essas caracteristicas, é o único jogador que sai com bola e tenta encontrar espaços, ora pela esquerda ora pela direita para pôr a bola jogável nos corredores. Tentou a sua sorte em remate de longe, que passou a escaços metros da baliza, naquele que poderia ter sido um grande golo.
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Miguel Pedro (3) - Medianamente bem, emprestou àquele sector a velocidade que faltava com Estevez, e ainda conseguiu criar algumas ocasiões de golo, uma das quais flagrante que o ataque desperdiçou.
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Helder Barbosa (5) - Enfim... Quando se está a ver um jogo, e a bola chega ao extremo, a tendência é normalmente olhar para a bola e esperar pelo que dali vai sair, mas com Helder Barbosa é completamente diferente, já não precisamos de estar a olhar para ali, sabe-se de antemão que vai sair bem, e olha-se logo para ver quem está na área, sem no entanto deixar de admirar, aquele nó cego, aquela flexão para dentro, que afinal vai outra vez para fora, que faz o túnel no adversário, que ganha a linha, que centra... FENOMENAL ESTE JOGADOR!
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Gelson (4) - Já encontrou a sua posição. É um jogador que gosta de aparecer nas costas do ponta de lança, a surgir em zonas de finalização quando é caso disso, e que bem que ele hoje o fez! Uma primeira parte irrepreensível, com aberturas que exigiam alguma técnica a serem bem feitas, passes pelo ar certinhos, até fintas imagine-se! Manchou tudo com a expulsão, mas como alguém na MN diria "ele pensou bem, se o F**** da P***do gajo do Paços pode, ele também!".
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Gyánó (3) - Não foi o seu dia de sorte. Alguns bons remates, grandes defesas de Costinha. Apesar disso, mostrou muito mais vontade que Nestor, e que pode ser no futuro uma opção válida.
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Estevez (2) - Ganhou algumas vezes a linha, e teve um pormenor excelente passando a bola no meio das pernas de Djurdjevic. Uma exibição portentosa na primeira jornada, e desde lá ainda não se viu onde anda o verdadeiro Estevez. Vê-se que é jogador, mas ainda lhe falta alguma forma física.
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Filipe Teixeira (1) - Nunca conseguiu pegar no jogo como nos habituou nem criar os espaços habituais. Admite-se claro! Depois de tudo o que fez na época passada, e a lesão por que passou, merece tempo para se recompor.
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Nestor (1) - Muito, muito pouco se tem visto deste jogador. Pouca vontade, pouco ritmo, e sem oportunidade de aplicar o seu potente remate.



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