MANCHA NEGRA
Nova força ultra precisa-se
Em primeiro lugar, queremos aqui deixar bem claro, que nada nos move contra a Mancha Negra, claque que ao longo destes anos, tem sido um dos principais motivos de orgulho da nossa instituição, senão mesmo o que melhor motivos nos tem dado de que a Académica tem gente nova, com garra, gente que nos orgulha de pertencer ao mesmo clube que eles. Porém, é facto indesmentível, que de alguns tempos para cá a Mancha que cantava infernalmente do princípio ao fim dos jogos, cânticos apelativos, e com um imenso sentido ultra, tem desaparecido progressivamente, deixando de ter, quer nos adeptos quer nos jogadores o sentido que teria aqui há pouquíssimos anos. É certo que os tempos da Central B acabaram, aquele grupo que todas as semanas acompanhava a equipa, por esses campos da segunda divisão muitos deles cederam os seus lugares a outros, e esses tentam hoje implementar as suas ideias, de melhor ou pior maneira, sinceramente não sei nem estaria habilitado a falar disso, mas o que é certo é que quem vai para aquele sector sente que alguma coisa está diferente, e diferente para pior…
.
Já não sou desse tempo, mas pelo que tenho lido, sei o que a claque, aquando da sua formação, passou, para na altura ter pelo menos os mesmos privilégios que os “FANS”, e pelas histórias que contam a chamada “Velha Guarda” só um enorme sentido Académico poderia resistir a tanta e tanta coisa que contra eles aconteceu. Entrando “no meu tempo” lembro-me de há uns anos atrás, quando ainda “me levavam” aos jogos, sentir que era aquele o meu sítio, e sentir que estava melhor lá do outro lado, na velhinha central B, a cantar com aquela rapaziada toda, aqueles cânticos cheios de entusiasmo, de sentir Académico, e da “barulheira”, no bom sentido, que se fazia, apesar de na altura o número não ser tão grande como hoje é. A frase “Se jogasses no céu morreria para te ver” é provavelmente a melhor frase que uma claque já fez, e não terá sido por acaso. Uma claque diferente, com motivações diferentes, que nunca causara desacatos por onde passara e que Campos Coroa, assim como todos aqueles que sentiam a Briosa, considerava ser “A melhor claque do mundo”, com “adeptos de outro mundo” diziam os próprios.
.
Porém, hoje a cidade está diferente, a Académica está mudada, com gente nova a dirigir, e a jogar na principal liga do futebol português, e a ManchaNegra também. Os jogos em casa hoje, apesar de o sector estar sempre com gente que daria para “calar” qualquer claque que aparecesse em Coimbra, acontece que dos que lá estão, dividem-se nos que cantam com “a pica toda”, os que acompanham, e aqueles que vão lá para um puro convívio social (um grande grupo). Acontece que graças a este último grupo, que vai para a Mancha sem a mínima vontade de apoiar, há os outros que merecidamente pensam, “se eles não cantam, olha, que se lixe! Também me calo…”, e entra-se em ciclo vicioso..
Mais uma vez, também aqui não sei onde estará o problema, se na direcção da claque, se onde, mas também não pode haver nenhum sentinela a controlar quem canta e quem não canta, mas tomar uma medida e distribuir um panfleto à entrada do sector, com todos os princípios de um ultra, e as razoes pelas quais se deve/não se deve ir para aquele sector, ou inclusivamente na renovação/inscrição anual fazer essa distribuição, não sei se não seria uma ideia a considerar…
Creio que os jogos fora, são a excepção, o reviver do espírito que vivia na Mancha Negra antes desta “nova vaga”. Onde só vão aqueles que se disponibilizam a fazer sacrifícios pelo clube, que cantam de inicio a fim seja qual for o resultado, que não entendem a Mancha Negra como uma boa oportunidade de convívio social… mas sim como o principal apoio ao clube.
.
Eu ainda hoje, quando o resultado não é o melhor ouço o Cd que há uns anos foi lançado, e quero acreditar que isto não passa de uma fase menos boa, mas há que ter vontade de a superar, caso contrário vai ser muito complicado manter pelo menos a claque unida… Por fim há a questão que ultimamente se tem posto, sobre os cânticos da Floribela, mas se o “Sonhos de menino” ainda hoje é um sucesso, porque não se haveria de tentar este?
.
.
“E HOJE A CANTAR, P’RA TE VER VENCER, E EU NA BANCADA, SEMPRE A SOFRER, TAO BOM RECORDAR, O ORGULHO DE ESTAR… NA MANCHA A CANTAR!”



| << Voltar ao Inicio