Em entrevista à RUC
Os principais Prognósticos da noite de segunda-feira
Na entrevista que já há algum tempo – e apesar deste ter sido, como invariavelmente, costuma ser, curto - se impunha, o Presidente da Académica traçou uma linha diagonal que atravessou todos os problemas do presente e futuro da Briosa. Em pouco menos de uma hora atravessaram-se sinteticamente, quase quatro anos de gestão desportiva e financeira da nossa Associação.
«Nem nos, nem ninguém sabia bem o que era a Académica nessa altura» - Foi a frase mote que abre a entrevista do Eng. José Eduardo Simões, apontando claramente o trilho para o que se seguiria. O actual Presidente da Associação Académica de Coimbra – OAF afirma que os primeiros passos da comissão de gestão liderada pelo saudoso Dr. João Moreno poderiam ser mitologicamente apelidados.«Problemas imensos, quase como os 10 trabalhos de Hércules». A única solução passava pelo confronto com a realidade, «Lançar de cabeça e trabalhar pela Académica». Ao final de «4 anos continuamos com a académica na Superliga», o que para o Presidente é pelo menos sinal, de parte da batalha ganha.
O principal problema da Briosa, para o actual líder das lides académicas está bem diagnosticado e claramente delimitado. Segundo as suas palavras o «principal obstáculo é a incerteza». Incerteza desportiva e incerteza infraestrutural pelos mais de «17 anos na segunda divisão» o que para o Presidente «foi dramático».
Promessas. Boa estratégia?
Algumas das promessas eleitorais, de campanha, não estão concretizadas, outras encontram-se esquecidas nos panfletos de campanha. Para o Eng. José Eduardo Simões as promessas são um aspecto «essencial para se conseguir um estado de espírito mais animoso, mais capaz. Quando definimos objectivos se conseguirmos chegar aos 100% são excelentes, mas o facto de conseguirmos os 70%, 80% poderemo-nos sentir satisfeitos». Os objectivos gerais seriam assim «a manutenção da Briosa na primeira divisão» e a fundamental «remodelação competitiva na formação. Neste momento a Académica tem 12 atletas no 12º ano, 4 no Ensino Universitário», o que se revela importante para a continuidade do projecto mais amplo da AAC-OAF. A «profissionalização dos sectores», bem como a entrega da «gestão de estádio sem os problemas que Beira-Mar e União Desportiva de Leiria tem, através da captação de parceiros» foram outros dos objectivos que se consideram plenamente realizados.
Mais uma vez, Marcel
Sobre Marcel, José Eduardo Simões, mais uma vez sublinhou aquilo que já muitas vezes havia repetido. O jogador constitui, fazendo fé nas palavras do Presidente, o mais rentável dos negócios de transferência de jogares da Briosa. O Benfica para resgatar o avançado internacional sub-23 brasileiro teve efectivamente de «atingir na totalidade a cláusula de rescisão. A Académica tem um conjunto de letras mensais que desconta ou não antecipado, fazendo um ratio bancário», algo que o Simplesmente Briosa em primeira-mão havia já há muito anunciado.
ROC
Abordou-se igualmente o tumulto causado pelas palavras do ROC da Académica no relatório que este apresentou relativamente às contas apresentadas na última Assembleia Geral de associados. O Presidente estranhou tanto alarido pois segundo ele, estas mesmas palavras foram repetidas vezes sem conta, em relatórios de anos anteriores, sem que, contudo, as palavras tomassem a proporção gigantesca que desta feita lhes foram dadas. «Os relatórios do ROC, em tudo idêntico aos dos outros anos, foi utilziado de forma abusiva por alguma comunicação social. Utilizadas um, dois, três anos e só agora são assim utilizadas».
Apesar de«hoje o Presidente é outro e queremos falar do futuro», o argumento formulado na última reunião de associados de que o passivo acumulado pela gestão anterior é substancialmente maior do que aquele inicialmente referido. Citando dois exemplos o Presidente referiu que «todas as receitas tinham sido antecipadas, de todos os contratos, alguns dos finais de 2003. As receitas da Olivedesportos foram recebidas com IVA que tivemos de pagar depois», bem como «os prémios dos funcionários do Bingo, Divida da Unicer» que se revelaram perante a vigência desta direcção.
Acusação do MP
Sobre a acusação que sobre o Presidente impende, apenas foram referidos aspectos pessoais que um procedimento e posterior processo deste tipo necessariamente repercutem na vida privada. Quanto à matéria processual, essa, infelizmente -segundo o Eng. José Eduardo Simões – está sujeita «ao segredo de justiça, infelizmente e que não posso desdizer, coisas que aparecem na comunicação social. Em termos pessoais apenas posso referir que a nível pessoal, com brio, tranquilidade, serenidade. O que fiz não foi censurável nem negligente e as outras pessoas só podem confiar em mim. Estou mais sereno hoje do que em qualquer outra altura».
Lançou ainda uma palavra aos associados «solidários, de imenso companheirismo, do mais que tenho visto. Os sócios estão a dar uma lição de fantástica solidariedade. Sempre fui abordado de todas as formas, sempre com palavras de incentivo». Relativamente à suspensão ou demissão referiu que «não tenho um projecto de poder, apenas um serviço público que é o bem da Académica. Quando a minha presença estiver a prejudicar a académica pedirei a suspensão do mandato ou a demissão». Contudo salientou que «o trabalho que estamos a fazer está por concluir. Por isso se fosse amanhã candidatava-me», sem medo do confronto.
Janeiro e Manuel Machado
O treinador da Briosa, para que o maior problema diagnosticado pelo Presidente (a incerteza) seja de alguma forma atenuado, é para continuar. Assim é fundamental a «continuidade de Manuel Machado. Estamos a trabalhar já para a segunda época. No mínimo dois, três anos, para colocar a Académica em outro patamar». Concluindo atirou que as contratações de Janeiro serão «pontualmente necessárias» e o que os Negros necessitam é «de às boas exibições aliar pontos».
Na entrevista que já há algum tempo – e apesar deste ter sido, como invariavelmente, costuma ser, curto - se impunha, o Presidente da Académica traçou uma linha diagonal que atravessou todos os problemas do presente e futuro da Briosa. Em pouco menos de uma hora atravessaram-se sinteticamente, quase quatro anos de gestão desportiva e financeira da nossa Associação.«Nem nos, nem ninguém sabia bem o que era a Académica nessa altura» - Foi a frase mote que abre a entrevista do Eng. José Eduardo Simões, apontando claramente o trilho para o que se seguiria. O actual Presidente da Associação Académica de Coimbra – OAF afirma que os primeiros passos da comissão de gestão liderada pelo saudoso Dr. João Moreno poderiam ser mitologicamente apelidados.«Problemas imensos, quase como os 10 trabalhos de Hércules». A única solução passava pelo confronto com a realidade, «Lançar de cabeça e trabalhar pela Académica». Ao final de «4 anos continuamos com a académica na Superliga», o que para o Presidente é pelo menos sinal, de parte da batalha ganha.
O principal problema da Briosa, para o actual líder das lides académicas está bem diagnosticado e claramente delimitado. Segundo as suas palavras o «principal obstáculo é a incerteza». Incerteza desportiva e incerteza infraestrutural pelos mais de «17 anos na segunda divisão» o que para o Presidente «foi dramático».
Promessas. Boa estratégia?
Mais uma vez, Marcel
Sobre Marcel, José Eduardo Simões, mais uma vez sublinhou aquilo que já muitas vezes havia repetido. O jogador constitui, fazendo fé nas palavras do Presidente, o mais rentável dos negócios de transferência de jogares da Briosa. O Benfica para resgatar o avançado internacional sub-23 brasileiro teve efectivamente de «atingir na totalidade a cláusula de rescisão. A Académica tem um conjunto de letras mensais que desconta ou não antecipado, fazendo um ratio bancário», algo que o Simplesmente Briosa em primeira-mão havia já há muito anunciado.ROC
Abordou-se igualmente o tumulto causado pelas palavras do ROC da Académica no relatório que este apresentou relativamente às contas apresentadas na última Assembleia Geral de associados. O Presidente estranhou tanto alarido pois segundo ele, estas mesmas palavras foram repetidas vezes sem conta, em relatórios de anos anteriores, sem que, contudo, as palavras tomassem a proporção gigantesca que desta feita lhes foram dadas. «Os relatórios do ROC, em tudo idêntico aos dos outros anos, foi utilziado de forma abusiva por alguma comunicação social. Utilizadas um, dois, três anos e só agora são assim utilizadas».
Apesar de«hoje o Presidente é outro e queremos falar do futuro», o argumento formulado na última reunião de associados de que o passivo acumulado pela gestão anterior é substancialmente maior do que aquele inicialmente referido. Citando dois exemplos o Presidente referiu que «todas as receitas tinham sido antecipadas, de todos os contratos, alguns dos finais de 2003. As receitas da Olivedesportos foram recebidas com IVA que tivemos de pagar depois», bem como «os prémios dos funcionários do Bingo, Divida da Unicer» que se revelaram perante a vigência desta direcção.
Acusação do MP
Sobre a acusação que sobre o Presidente impende, apenas foram referidos aspectos pessoais que um procedimento e posterior processo deste tipo necessariamente repercutem na vida privada. Quanto à matéria processual, essa, infelizmente -segundo o Eng. José Eduardo Simões – está sujeita «ao segredo de justiça, infelizmente e que não posso desdizer, coisas que aparecem na comunicação social. Em termos pessoais apenas posso referir que a nível pessoal, com brio, tranquilidade, serenidade. O que fiz não foi censurável nem negligente e as outras pessoas só podem confiar em mim. Estou mais sereno hoje do que em qualquer outra altura».
Lançou ainda uma palavra aos associados «solidários, de imenso companheirismo, do mais que tenho visto. Os sócios estão a dar uma lição de fantástica solidariedade. Sempre fui abordado de todas as formas, sempre com palavras de incentivo». Relativamente à suspensão ou demissão referiu que «não tenho um projecto de poder, apenas um serviço público que é o bem da Académica. Quando a minha presença estiver a prejudicar a académica pedirei a suspensão do mandato ou a demissão». Contudo salientou que «o trabalho que estamos a fazer está por concluir. Por isso se fosse amanhã candidatava-me», sem medo do confronto.
Janeiro e Manuel Machado
O treinador da Briosa, para que o maior problema diagnosticado pelo Presidente (a incerteza) seja de alguma forma atenuado, é para continuar. Assim é fundamental a «continuidade de Manuel Machado. Estamos a trabalhar já para a segunda época. No mínimo dois, três anos, para colocar a Académica em outro patamar». Concluindo atirou que as contratações de Janeiro serão «pontualmente necessárias» e o que os Negros necessitam é «de às boas exibições aliar pontos». 


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