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  - Domingo, Janeiro 28, 2007

AAC, 0 - V. Setúbal, 1: "Laranja do Sado provoca azia a estudantes"


A Académica deu hoje um enorme passo atrás na procura da tranquilidade classificativa, ao perder em "casa" frente ao Vitória de Setúbal, seu adversário directo na luta pela permanência.
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Apesar de não poder contar com Dame e Káká (ambos castigados), Manuel Machado utilizou o sistema táctico que tão bons resultados havia dado na partida que ambas as equipas disputaram três semanas antes, a contar para a Taça de Portugal: três "centrais" (Litos, Danilo e Medeiros), um losango no meio-campo (com Paulo Sérgio mais recuado; no meio, Brum à direita e Alexandre à esquerda; mais adiantado, Filipe Teixeira); no ataque, dois alas (Miguel Pedro e Lino) e, lá na frente, Gyano.
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A 1ª parte foi bastante disputada a meio-campo, em toada quase sempre morna. A Briosa dominou mais na meia hora inicial mas quase nunca criou perigo. O único lance de golo ocorreu ao minuto 13, e apenas devido a um erro do guardião setubalense que, após segurar um cabeceamento de Gyano, recuou para dentro da baliza, ficando dúvidas se a bola não terá igualmente ultrapassado o risco fatal.
No último quarto de hora, os homens do Sado soltaram-se mais e começaram a jogar mais no meio-campo academista. A cinco minutos do intervalo, André Barreto disparou uma "bomba" de fora da área, que proporcionou a Pedro Roma a defesa da tarde.
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No 2º tempo, o Vitória surgiu mais perigoso e, logo após o recomeço, Varela, na marcação de um "livre", rematou em arco, levando o esférico a embater no poste esquerdo da baliza conimbricense, com o guarda-redes dos "pretos" batido.
Até que, aos 52 minutos, os sadinos marcaram mesmo. Jogada de Varela pela esquerda, centro a meia altura, toda a defesa da Briosa "a filmar" e Binho, sem marcação, a aparecer do lado contrário a cabecear em "salto de peixe" para as redes academistas.
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Manuel Machado foi rápido a reagir. Quase de uma assentada, retirou Roberto Brum e Medeiros e colocou em campo Nestor Alvarez e Sarmento. A equipa passou a jogar em 3-3-4, com Lino a recuar para defesa esquerdo, Sarmento a ir para o lugar antes ocupado pelo brasileiro, na ala canhota, e Nestor para junto de Gyano, como segundo ponta-de-lança.
Logo a seguir, André Barreto, na zona frontal, voltou a rematar forte, levando a bola a embater com estrondo na trave da baliza de Pedro Roma.
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A partir daí, a Académica voltou a instalar-se no meio-campo adeversário, mas o certo é que a desinspiração continuou a ser a nota dominante e a equipa nunca se conseguiu libertar da "teia" vitoriana. Assim, a única grande oportunidade da Briosa ocorreu à entrada do último quarto de hora, quando Nestor Alvarez, isolado frente a Milojevic, atirou para as nuvens.
Até ao final, foram os setubalenses que, aproveitando o adiantamento dos "pretos", criaram duas boas oportunidades para aumentar a vantagem, ambas desperdiçadas por M'Bamba.
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Em conclusão, uma derrota merecida da nossa equipa, que realizou uma exibição muito pálida e mostrou uma ineficácia ofensiva gritante.
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Arbitragem irregular de Vasco Santos. Para além de ter sido algo complacente com algum jogo faltoso dos sadinos (Filipe Teixeira foi massacrado desde o início), ficaram as dúvidas do lance acima referido (a bola terá estado dentro da baliza?) e de outro, já nos instantes finais, em que se reclama uma eventual mão de um defesa do Vitória na sua grande-área.
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Sob a arbitragem de Vasco Santos, do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Litos, Danilo e Medeiros (Sarmento, 57); Paulo Sérgio; Roberto Brum (Nestor Alvarez, 55) e Alexandre; Miguel Pedro (Gelson, 65), Filipe Teixeira e Lino; Gyano.
V. Setúbal - Milojevic; Janício, Hugo, Auri e Veríssimo; Binho; Sandro, André Barreto e Bruno Ribeiro (N'Diaye, 88); Varela (M'Bamba, 81) e Amuneke (Rui Dolores, 71).
Marcador: Binho (52).
Disciplina: Cartões amarelos a Miguel Pedro (39) e Paulo Sérgio (88); Janício (28), Veríssimo (60) e N'Diaye (89).
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Os jogadores da Académica um-a-um
Pedro Roma (4) - Não podia ter feito mais no lance do golo e ainda teve um punhado de intervenções de bom calibre. Não se poderia pedir mais ao capitão da Briosa.
Litos (3+) - Mesmo não sendo habitual esta avaliação, este '3' tinha de ter um destaque especial pelo que Litos fez hoje. Mostrou-se como o patrão da defesa que há muito se vinha a reclamar. Mesmo não sendo a velocidade o seu ponto forte não se encolheu quando encostado ao lado direito da defesa quase como lateral. Só não se lhe podia pedir para subir no terreno e centrar...
Danilo (3) - Poucos serão os que podem dizer que algum dia viram o Danilo quer a jogar bem ou a jogar mal. Danilo joga sempre assim, cumpre.
Medeiros (3) - Saiu numa altura em que a equipa precisava de mais poder ofensivo. Até lá esteve bem, com destaque para alguns cortes cruciais que podiam ter valido calafrios. Para além disso, o mais rápido dos três defensores.
Roberto Brum (2) - Encostado à direita o Brum que todos conhecemos de há umas épocas é pouco que mais que uma sombra desse mesmo jogador. Muito, muito apagado, foi a primeira opção para sair.
Paulo Sérgio (3) - Acabou o jogo visivelmente esgotado. Correu muito, mas faltou-lhe alguma dose de esclarecimento no momento do passe e sair a jogar onde comprometeu algumas vezes.
Alexandre (2) - Foi o que mais se aproximou de Medeiros para o auxiliar em tarefas defensivas, uma vez que Lino estava a jogar mais como extremo do que como lateral. Também algo apagado.
Filipe Teixeira (4) - Não sabe jogar mal. Leva a equipa para a frente em cada momento do jogo. O único capaz de desequilibrar. É maravilhoso vê-lo passear-se com a bola à nossa frente.
Miguel Pedro (2) - É certo que é um jogador esforçado, mas nem assim hoje esteve nos seus melhores dias, à imagem do que vem acontecendo de há algumas jornadas para cá.
Lino (3) - Algumas boas arrancadas na primeira parte. Perdeu-se com a equipa no resto do tempo.
Gyano (2) - Mesmo ganhando uma ou outra bola nas alturas não é nem de perto nem de longe o avançado que a equipa necessita.
Nestor Alvarez (1) - É nervoso, mas para os adeptos que o vêem jogar. Uma perdida incrível, podia ter dado um ponto para a Briosa, falhou escandalosamente.
Sarmento (2) - Entrou cheio de vontade, alguns detalhes interessantes, bons centros. De alguma maneira, ajudou a uma ligeira melhoria de produçao dos extremos.
Gelson (2) - O costume. Muita entrega, muita luta, mas pouco de jogador de futebol. Vale pela entrega que mostra a cada lance mas...
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*Crónica do jogo de Jorge Martins e análise aos jogadores de Gonçalo Cabral