AAC, 2 - V.Setúbal, 1: Briosa "encheu a Taça com prendas dos Reis sadinos"
A Académica apurou-se hoje para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal, ao vencer o Vitória de Setúbal, finalista vencido da época passada, por 2-1, em partida disputada no ECC.
.
Perante fraquíssima assistência (1735 espectadores pagantes é mau demais), a Briosa apresentou algumas alterações face à formação que actuou em Alvalade: no ataque, Gyano ocupou o lugar de Nestor Alvarez, enquanto que Litos regressava à equipa inicial, da qual não constava Miguel Pedro. Manuel Machado começou com três "centrais" (Litos, Danilo e Káká), um losango no meio-campo (com Paulo Sérgio mais recuado; no meio, Brum à direita e Alexandre à esquerda; mais adiantado, Dame), dois alas (Filipe Teixeira e Lino) e, lá na frente, Gyano.
.
As duas turmas iniciaram o jogo procurando, desde logo, a baliza adversária.
Foram, porém, os sadinos que começaram melhor. Assim, depois de, logo no terceiro minuto, M'Bamba, a centro de Varela, ter cabeceado ao lado, os setubalenses dispuseram, por volta do quarto de hora, de duas boas oportunidades, em dois lances onde a nossa defesa revelou alguma passividade: primeiro, foi Amuneke que rematou à entrada da área para defesa difícil de Pedro Roma; na sequência do "canto", Varela disparou de primeira, valendo mais uma vez o guardião academista, que defendeu contra o poste.
A partir daí, a Briosa reagiu e passou a acercar-se mais das redes contrárias. Alexandre deixou o primeiro aviso aos 18 minutos, obrigando Nelson a desviar por cima da barra um seu remate de meia-distância. Perto da meia hora, Filipe Teixeira, isolado por Dame, atira contra o guarda-redes sadino.
A partida decorria em tom de parada e resposta, mas foram os dois últimos jogadores referidos que dispuseram de duas boas oportunidades de marcar para os "pretos". Contudo, o intervalo chegaria sem golos.
.
No recomeço, o cariz do jogo manteve-se, até que, aos 55 minutos, a Académica inaugurou o marcador num lance caricato, digno dos "apanhados". Nelson saltou para agarrar uma bola fácil mas foi atropelado por Veríssimo, acabando ambos estatelados na relva. O esférico ficou à mercê de Gyano que, refeito da surpresa, o colocou nas redes contrárias.
Dez minutos depois, e após uma excelente jogada de Dame que só não deu golo devido à saída do guardião sadino, nova "prenda" da defensiva visitante. Veríssimo (muito infeliz no seu regresso a Coimbra) e Bruno Ribeiro desentenderam-se, a bola sobrou para Gyano, que, após contornar Nelson, atirou a contar.
A um quarto de hora do fim, o húngaro protagonizou a última ocasião dos academistas, rematando cruzado, mas o pontapé saiu ao lado.
A partir daí, a Briosa passou a gerir o resultado, o que permitiu ao Vitória subir mais no terreno. Contudo, a partida parecia sentenciada e apenas de bola parada a equipa do Sado conseguia criar perigo. E foi exactamente na sequência de um "canto" que sofremos o golo: após a substituição de Dame (grande ovação) por Vítor Vinha, a defesa pareceu algo desconcentrada e, depois de um primeiro cabeceamento, Amuneke, também de cabeça, desviou para as redes de Pedro Roma.
Apesar do "forcing" sadino, a partida terminou com uma vitória algo feliz mas inteiramente justa da nossa equipa, que soube aproveitar, de forma eficaz, os erros do adversário.
.
Num jogo correcto, arbitragem sem problemas de Jorge Sousa. Apesar disso, os cinco minutos de compensação pareceram excessivos. Dúvidas também num "fora-de-jogo" assinalado a Filipe Teixeira, já próximo do final, quando este se isolava.
.
Sob a arbitragem de Jorge Sousa, do Porto, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Litos, Danilo e Káká; Paulo Sérgio; Brum (Miguel Pedro, 78) e Alexandre; Filipe Teixeira, Dame (Vítor Vinha, 89) e Lino; Gyano.
V. Setúbal - Nelson; Janício, Veríssimo, Auri e Nandinho (Mário Carlos, 70); Binho (Julien, 70), Sandro, Bruno Ribeiro e Amuneke; Varela e M'Bamba.
Marcadores: Gyano (55 e 65), pela Briosa; Amuneke (90), pelo V. Setúbal.
Disciplina: Cartões amarelos a Dame (73) e Litos (90+1); Amuneke (35).



| << Voltar ao Inicio