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  - Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Quando a defesa treme

É já um problema velho que parece não ter emenda. A Académica sofre inúmeros golos de bola parada ou de cabeça devidos a falhas de atenção contínuas que deixam qualquer um irritado. O estudo que foi hoje feito é uma sequência do que já tinha sido apresentado na época transacta (aqui) e leva-nos a uma reflexão preocupante sobre a maneira que nos são "tirados" pontos da classificação. Finda a primeira volta do campeonato e a Académica é a terceira equipa da prova com mais golos sofridos e é orientada por um treinador conhecido pelas sólidas defesas que faz subir ao relvado. Por 23 vezes viu Pedro Roma a bola entrar na sua baliza em apenas 15 jogos, uma média de 1,53 golos por jogo - preocupante.
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O problema dos golos de cabeça
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Contabilizando os golos sofridos de cabeça e analisando o resultado que se teria obtido caso esses golos não tivessem acontecido, obtemos um total de 10 pontos. É um dado que obviamente não passa de especulação mas a somar aos 13 pontos já conquistados, a Académica somaria 23 - ocupando assim um lugar europeu.
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As bolas paradas
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Do mesmo modo, analisando os golos de bola parada o resultado é ainda mais alarmante. 11 golos sofridos deste modo que originariam 26 pontos na tabela classificativa. São dados a ter em conta quando se joga no nível mais alto do futebol português e exige-se aos profissionais a máxima concentração. No início da época Manuel Machado afirmou que para pôr uma máquina a render o desejado é necessário esperar para a ir afinando. O único que conseguiu pegar de estaca no onze titular da Briosa desde início é, curiosamente, um dos jogadores que mais criticado é no que toca a defender. Lino apenas não jogou depois de ter sido expulso no jogo em Paços de Ferreira. No sector que é por tantas vezes chamado de núcleo, Litos e Medeiros - que nunca tinham jogado juntos - foram as apostas das primeiras jornadas. Depois da expulsão de ambos com o Nacional da Madeira, Káká teve a oportunidade que não mais largou desde então. Apontado como o quarto central, Danilo vindo a ser utilizado num esquema de três defensores na tentativa de garantir mais consistência. O ponto fraco da gata preta de nome Briosa, é a retaguarda direita. Fatih Sonkaya não convenceu e já nem é opção nos convocados enquanto que Nuno Luís está afastado por lesão. Sarmento, Nuno Piloto, Paulo Sérgio e no último jogo Roberto Brum foram os jogadores já testados para a posição mas a "cinderela" defesa direito ainda não apareceu. Estando a 15 dias do fim do mercado de Inverno esta é a posição prioritária a contratar por parte da direcção.
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Dados para reflectir, corrigir e não voltar a cometer em 2007. Depois da melhor exibição da época com o Benfica o optimismo e a auto estima elevaram-se e leva-nos a acreditar que é possível chegar mais longe.

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