Conversas de Primeira - Joeano na RUC

O número 2 voltou a Coimbra para acabar com o número aziago de «13» nos pontos da classificação pontual do campeonato. O golo ante a Naval catapultou a equipa para os 16 pontos, número ao qual essas coisas do além não chegam, esperando-se agora, que o 13 da classificação pontual seja substituído, pela contribuição do avançado brasileiro, por outro qualquer, um pouco mais acima. Joeano regressa assim «feliz». «Por voltar a Portugal e voltar a Coimbra».
Curiosamente – e como estas coisas do futebol são sempre ao contrário das da vida – o primeiro passo para regressar foi dado pelo próprio e não pela direcção. «Foi uma proposta que senti dentro de mim, voltar a Portugal». Sabia que voltava para Portugal, mas não para que clube. Leiria e Braga eram cidades-destino mais do que prováveis e o assédio dos da cidade do Liz transformou-se, em termos financeiros, numa proposta muito mais vantajosa do que aquela que mais tarde seria apresentada pelos pretos. Contudo «O Leiria dava-me mais dinheiro, mas sentia-me em casa na Académica e em Coimbra». «Assim que soube que voltava e que vinha para a Académica nem sei qual a palavra que usei para descrever o que sentia».
«Balneário desanimado, com uma excelente equipa»
«Balneário desanimado, com uma excelente equipa»
Que as derrotas fazem mossa, já todo o adepto do futebol, habituado a ouvir as ocas flashinterviews de um qualquer final de jogo, decorou. As cinco averbadas pela Briosa nas outras tantas jornadas de campeonato, abalaram a equipa pese a qualidade evidente dos nomes que compõe o plantel académico. «O balneário estava um pouco desanimado, triste, pese embora a excelente equipa». Tónico moralizador, a vitória, primeiro passo para a recuperação quer classificativa, quer da própria equipa. O ambiente entre jogadores – Joeano saiu em ombros, carregado por Pedro Roma – no final do jogo, foi disso mesmo expressão.
O dia da saída
Joeano foi surpreendido pela proposta do Beitar. «Estava de férias. Telefonaram-me dizendo que era uma proposta muito boa para mim e para a Académica e que tinha de viajar logo». Assim «Cheguei na sexta-feira a Portugal, do Brasil, e parti sábado para a Holanda para falar com os directores do Beitar». Despretensiosamente o avançado não esconde que «fui pelo aspecto financeiro. Foi o primeiro aspecto que me veio à cabeça, não conhecia mais nada do futebol israelita». Compensação para o próprio, mas igualmente pela Instituição. «Fiquei feliz porque a Académica ganhou dinheiro que investiu em mim quando me foi buscar ao Salamanca».
O dia da (re)entrada

«A Académica tem excelentes jogadores mas falta alguma tranquilidade. Falta amadurecer e jogar tranquilo». As próximas jornadas do campeonato serão decisivas para atingir esses patamares de folga, na tabela classificativa. Para mais, o actual modelo de campeonato, para Joeano «é melhor para quem luta para descer».
O dia do final de época

Apesar de ainda vir longe, os adeptos da Briosa desesperam já pela eventual saída do goleador no final do campeonato. Afinal o passe do jogador já não é pertença da nossa Instituição, apesar de moralmente o «2» ser nosso a 100%. O Beitar terá palavra de ordem perto dos últimos dias de Maio, já que o contrato com o clube da estrela de David se estende até 2009. «Um passo de cada vez. O mais importante é estar aqui, como se estivesse a jogar no Barcelona, até Maio, até ao final do campeonato». «No final Logo veremos. A opção de final de época não passa só por mim. Se é minha vontade ou não, logo veremos».



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