H2N1 atacou em Belém
Briosa vence merecidamente em jogo aguerrido
Não será novidade, pelo campeonato até agora trilhado, que grande parte do eventual sucesso da Briosa neste campeonato passará pelos jogos fora de portas. A necessidade de o mais depressa possível conseguir conquistar os pontos necessários para a manutenção ou outro qualquer objectivo (e porque os sorteios da Taça de Portugal assim o impõem) que se depare no caminho dos pretos, passa fatalmente por trazer para Coimbra pontos e vitórias que na cidade dos estudantes foram desperdiçados. As duas ultimas jornadas da Liga Bwin e a eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal são um óptimo presságio para o que falta do campeonato e participação (longa) na mais importante competição a eliminar do campeonato português.
Num final de segunda-feira chuvoso, junto ao rio, em Lisboa, a Briosa rubricou uma exibição muito positiva. Dominou o jogo em largos períodos, dispôs das mais claras oportunidades de golo sendo sempre «mais equipa» que o seu adversário directo. A meia- surpresa da inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo forneceu à equipa uma solidez defensiva apreciável; o cauteloso estudante alinhou com a robustez física dos companheiros de defensiva, que apenas falharam no momento do golo azul. Mas antes disso, muita história há para contar…
A Académica alinhou num esquema de quatros defesas, onde pontificavam Paulo Sérgio, Káká, Litos e Vítor Vinha. Apesar de um ou outro desacerto de pormenor (especialmente em lançamentos de profundidade nas costas do defesa direito da Briosa) foi sempre uma defensiva que se pode apelidar, no mínimo, de coerente. Dois centrais simples de processos, que ora entregavam jogo, ora despachavam a bola sem pudores exacerbados, mostrando que afinal jogar feio, também pode ser bonito. Um meio campo densamente povoado onde Roberto Brum e Alexandre se entregavam a tarefas de recuperação para permitir uma ampla liberdade de movimentos a Lino, Filipe Teixeira e Dame, que serviam Gyano na frente de ataque. Os primeiros minutos da partida contaram-se por oportunidades desperdiçadas do ataque coimbrão. Dame e Gyano poderiam ter desde cedo cavado uma diferença no marcador, mas o guarda-redes adversário foi evitando, com um punhado de boas intervenções o golo da euforia académica. O adversário apenas por duas vezes conseguiu, na primeira parte, assustar Pedro Roma. De fora da área, por falta de outra opção, num remate forte e numa arrancada pela direita da defesa briosa, perto do intervalo. Sufocados pela entreajuda da pressão do meio-campo académico o Belenenses foi para intervalo com um resultado que já era, então, lisonjeiro.
O Vírus ataca
Se os adeptos da «Velhinha» suspiravam pela entrada de Cláudio, foi com a segunda substituição que o prof. Manuel Machado conseguiu finalmente dar a alegria à malta. Um surpreendente Nestor Alvarez dominou bem na área, rodou e em queda, perante a pressão de um adversário conseguiu um golo de um verdadeiro ponta-de-lança. Pleno de oportunidade e inspiração, num dos seus primeiros toques na bola. O primeiro dardo estava lançado, pejado por um vírus para o qual o Belenenses nunca soube administrar um tratamento. O 0-1 conferia uma justiça ao resultado que a lógica do jogo acabava por desmoronar 3 minutos volvidos. O lance do empate dos do Restelo nasce de uma falta inexistente e de uma passividade inexplicável na defesa deste tipo de situação de jogo.
Contudo outra dose letal estava preparada nos pés de Lino. Aos 80 e muitos minutos, nos pés do brasileiro e nas mãos de Costinha, a fatalidade acabava por chegar. O 1-2 para a Briosa, numa altura que o adversário procurava algo mais galvanizado pelo golo do empate, a história da partida acabava por se sentenciar. Uma importante e merecida vitória que nem sequer o meio golo do guarda-redes azul podem desmerecer.
Análise individual dos jogadores:
Pedro Roma – Muito seguro, num terreno que nunca foi fácil para os guarda-redes. Duas intervenções importantes na primeira parte e uma outra, arrojada no segundo tempo. Sem culpas no golo.
Paulo Sérgio – A inadaptação ao lugar, patente pela perda de alguns lances em velocidade e de lances «nas costas», é suprimida pela capacidade de luta e pela imposição do poder físico. Sem subir, colando-se aos centrais quando é necessário, está em fase de construção um «muro» do lado direito da defensiva académica.
Káká – Não foi um jogo de brincadeira para o jovem central brasileiro. Dobrou Litos sempre que necessário, apostou na velocidade de reacção e poder de choque para brilhar, limpando sempre os lances sem pejo de, por vezes, ter de jogar feio. Os passes longos não saíram, desta vez, tendo que repartir com os companheiros de defesa aquele golo de Nivaldo…
Litos – Mais uma exibição de muita qualidade do experiente central académico. Perante adversários incómodos, mais velozes e aguerridos, fez valer o seu sentido posicional para limpar todos os lances. Duro quanto baste.
Vítor Vinha – Cautelosamente, o jovem jogador das escolas da Briosa, acaba por ganhar espaço no 11 do prof. Manuel Machado. Subiu sempre que a situação o impunha, acabou por tirar uma série de cruzamentos, que a serem mais tensos, poderiam ter colocado a defensiva adversária em apuros. Saiu quando foi necessário dar projecção ofensiva à equipa.
Alexandre – De volta às boas exibições. É o homem que recebe o primeiro passe defensivo, que procura rodar – como cobre bem a bola! – e distribuir jogo mais para a frente. Tem a sempre difícil dupla-missão de destruição / construção. Muito poucos jogadores estão talhados para esse intento, mas o brasileiro é certamente um dos «que tal», desse pequeno lote.
Roberto Brum – Recuperou inúmeras bolas, apoiou Dame, especialmente na segunda metade do desafio, mostrando que é muito útil no miolo. Não saiu tanto a jogar, mas permitiu essa liberdade a outros jogadores.
Dame – Os primeiros safanões ao jogo estiveram nos seus pés. Quatro remates perigosos, todos na primeira parte, qualquer um deles poderia ter culminado com o grito de golo das hostes briosas. Na segunda metade do desafio, visivelmente mais desgastado, teve tempo a espaços para na sua passada larga ir fazendo mossa na defensiva contrária.
Filipe Teixeira – Está em grande momento de forma, o 10 da Briosa. A bola cola junto aos seus pés. É o jogador de progressão atacante da equipa e dura um jogo inteiro. Tem tempo para se imiscuir a preceito em tarefas defensivas e merecia um golo. Impressionante a quantidade de assistências que proporcionou a Gyano.
Lino – Marcou um golo, jogou bem na esquerda do ataque da Académica, mas a sua virtude esteve, curiosamente, em fazer aquilo que muitas vezes se lhe acusa de não saber fazer tão bem: defender. Quando desceu para defesa-esquerdo, depois da saída de Vítor Vinha, entrou em confronto directo com Carlitos, um jogador sempre difícil de marcar. Secou-o na perfeição, quase sempre em antecipação.
Gyano – Desperdiçou inúmeras ocasiões de golo, que poderiam ter dado outra expressão ao resultado. Tem o mérito inegável de aparecer, está no local certo na hora certa, mas um toque a mais, uma temporização mal medida na hora do remate, não permitem a conclusão acertada.
Cláudio – Entrou relativamente desposicionado, quando teve de jogar no centro do ataque, mas assim que passou para a esquerda, ganhou preponderância no ataque da académica. Esteve para repetir a dose da tapadinha, mas o guarda-redes contrário defendeu bem, para canto. Uma e outra investida, sempre perigosa e um importante papel na retenção de bola nos minutos finais.
Nestor Alvarez – Dominou, rodou e GOLO! Simplicidade de processos, contrastante com a exasperante lentidão do até então ataque da Briosa. O mais importante factor de moralização – o golo – foi atingido. Com a lesão de Joeano, depressa ganhará lugar no 11 académico. Um reparo, contudo: resta saber se não estaria envolvido na marcação ao central azul, no golo do empate.
Nuno Piloto – Espanta que se diga que teve pouco tempo em campo, este jogador. Entrou numa altura em que o jogo estava difícil, para equilibrar as forças (física e numérica) do meio campo e conseguiu-o na plenitude. Para mais deu transição, retenção e posse de bola em momentos difíceis. Excelente entrada, apesar de tão tardia…Afinal na altura que o jogo assim o exigiu!
Não será novidade, pelo campeonato até agora trilhado, que grande parte do eventual sucesso da Briosa neste campeonato passará pelos jogos fora de portas. A necessidade de o mais depressa possível conseguir conquistar os pontos necessários para a manutenção ou outro qualquer objectivo (e porque os sorteios da Taça de Portugal assim o impõem) que se depare no caminho dos pretos, passa fatalmente por trazer para Coimbra pontos e vitórias que na cidade dos estudantes foram desperdiçados. As duas ultimas jornadas da Liga Bwin e a eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal são um óptimo presságio para o que falta do campeonato e participação (longa) na mais importante competição a eliminar do campeonato português.Num final de segunda-feira chuvoso, junto ao rio, em Lisboa, a Briosa rubricou uma exibição muito positiva. Dominou o jogo em largos períodos, dispôs das mais claras oportunidades de golo sendo sempre «mais equipa» que o seu adversário directo. A meia- surpresa da inclusão de Vítor Vinha como defesa esquerdo forneceu à equipa uma solidez defensiva apreciável; o cauteloso estudante alinhou com a robustez física dos companheiros de defensiva, que apenas falharam no momento do golo azul. Mas antes disso, muita história há para contar…
A Académica alinhou num esquema de quatros defesas, onde pontificavam Paulo Sérgio, Káká, Litos e Vítor Vinha. Apesar de um ou outro desacerto de pormenor (especialmente em lançamentos de profundidade nas costas do defesa direito da Briosa) foi sempre uma defensiva que se pode apelidar, no mínimo, de coerente. Dois centrais simples de processos, que ora entregavam jogo, ora despachavam a bola sem pudores exacerbados, mostrando que afinal jogar feio, também pode ser bonito. Um meio campo densamente povoado onde Roberto Brum e Alexandre se entregavam a tarefas de recuperação para permitir uma ampla liberdade de movimentos a Lino, Filipe Teixeira e Dame, que serviam Gyano na frente de ataque. Os primeiros minutos da partida contaram-se por oportunidades desperdiçadas do ataque coimbrão. Dame e Gyano poderiam ter desde cedo cavado uma diferença no marcador, mas o guarda-redes adversário foi evitando, com um punhado de boas intervenções o golo da euforia académica. O adversário apenas por duas vezes conseguiu, na primeira parte, assustar Pedro Roma. De fora da área, por falta de outra opção, num remate forte e numa arrancada pela direita da defesa briosa, perto do intervalo. Sufocados pela entreajuda da pressão do meio-campo académico o Belenenses foi para intervalo com um resultado que já era, então, lisonjeiro.
O Vírus ataca
Se os adeptos da «Velhinha» suspiravam pela entrada de Cláudio, foi com a segunda substituição que o prof. Manuel Machado conseguiu finalmente dar a alegria à malta. Um surpreendente Nestor Alvarez dominou bem na área, rodou e em queda, perante a pressão de um adversário conseguiu um golo de um verdadeiro ponta-de-lança. Pleno de oportunidade e inspiração, num dos seus primeiros toques na bola. O primeiro dardo estava lançado, pejado por um vírus para o qual o Belenenses nunca soube administrar um tratamento. O 0-1 conferia uma justiça ao resultado que a lógica do jogo acabava por desmoronar 3 minutos volvidos. O lance do empate dos do Restelo nasce de uma falta inexistente e de uma passividade inexplicável na defesa deste tipo de situação de jogo.
Contudo outra dose letal estava preparada nos pés de Lino. Aos 80 e muitos minutos, nos pés do brasileiro e nas mãos de Costinha, a fatalidade acabava por chegar. O 1-2 para a Briosa, numa altura que o adversário procurava algo mais galvanizado pelo golo do empate, a história da partida acabava por se sentenciar. Uma importante e merecida vitória que nem sequer o meio golo do guarda-redes azul podem desmerecer.
Análise individual dos jogadores:
Pedro Roma – Muito seguro, num terreno que nunca foi fácil para os guarda-redes. Duas intervenções importantes na primeira parte e uma outra, arrojada no segundo tempo. Sem culpas no golo.
Paulo Sérgio – A inadaptação ao lugar, patente pela perda de alguns lances em velocidade e de lances «nas costas», é suprimida pela capacidade de luta e pela imposição do poder físico. Sem subir, colando-se aos centrais quando é necessário, está em fase de construção um «muro» do lado direito da defensiva académica.
Káká – Não foi um jogo de brincadeira para o jovem central brasileiro. Dobrou Litos sempre que necessário, apostou na velocidade de reacção e poder de choque para brilhar, limpando sempre os lances sem pejo de, por vezes, ter de jogar feio. Os passes longos não saíram, desta vez, tendo que repartir com os companheiros de defesa aquele golo de Nivaldo…
Litos – Mais uma exibição de muita qualidade do experiente central académico. Perante adversários incómodos, mais velozes e aguerridos, fez valer o seu sentido posicional para limpar todos os lances. Duro quanto baste.
Vítor Vinha – Cautelosamente, o jovem jogador das escolas da Briosa, acaba por ganhar espaço no 11 do prof. Manuel Machado. Subiu sempre que a situação o impunha, acabou por tirar uma série de cruzamentos, que a serem mais tensos, poderiam ter colocado a defensiva adversária em apuros. Saiu quando foi necessário dar projecção ofensiva à equipa.
Alexandre – De volta às boas exibições. É o homem que recebe o primeiro passe defensivo, que procura rodar – como cobre bem a bola! – e distribuir jogo mais para a frente. Tem a sempre difícil dupla-missão de destruição / construção. Muito poucos jogadores estão talhados para esse intento, mas o brasileiro é certamente um dos «que tal», desse pequeno lote.
Roberto Brum – Recuperou inúmeras bolas, apoiou Dame, especialmente na segunda metade do desafio, mostrando que é muito útil no miolo. Não saiu tanto a jogar, mas permitiu essa liberdade a outros jogadores.
Dame – Os primeiros safanões ao jogo estiveram nos seus pés. Quatro remates perigosos, todos na primeira parte, qualquer um deles poderia ter culminado com o grito de golo das hostes briosas. Na segunda metade do desafio, visivelmente mais desgastado, teve tempo a espaços para na sua passada larga ir fazendo mossa na defensiva contrária.
Filipe Teixeira – Está em grande momento de forma, o 10 da Briosa. A bola cola junto aos seus pés. É o jogador de progressão atacante da equipa e dura um jogo inteiro. Tem tempo para se imiscuir a preceito em tarefas defensivas e merecia um golo. Impressionante a quantidade de assistências que proporcionou a Gyano.
Lino – Marcou um golo, jogou bem na esquerda do ataque da Académica, mas a sua virtude esteve, curiosamente, em fazer aquilo que muitas vezes se lhe acusa de não saber fazer tão bem: defender. Quando desceu para defesa-esquerdo, depois da saída de Vítor Vinha, entrou em confronto directo com Carlitos, um jogador sempre difícil de marcar. Secou-o na perfeição, quase sempre em antecipação.
Gyano – Desperdiçou inúmeras ocasiões de golo, que poderiam ter dado outra expressão ao resultado. Tem o mérito inegável de aparecer, está no local certo na hora certa, mas um toque a mais, uma temporização mal medida na hora do remate, não permitem a conclusão acertada.
Cláudio – Entrou relativamente desposicionado, quando teve de jogar no centro do ataque, mas assim que passou para a esquerda, ganhou preponderância no ataque da académica. Esteve para repetir a dose da tapadinha, mas o guarda-redes contrário defendeu bem, para canto. Uma e outra investida, sempre perigosa e um importante papel na retenção de bola nos minutos finais.
Nestor Alvarez – Dominou, rodou e GOLO! Simplicidade de processos, contrastante com a exasperante lentidão do até então ataque da Briosa. O mais importante factor de moralização – o golo – foi atingido. Com a lesão de Joeano, depressa ganhará lugar no 11 académico. Um reparo, contudo: resta saber se não estaria envolvido na marcação ao central azul, no golo do empate.
Nuno Piloto – Espanta que se diga que teve pouco tempo em campo, este jogador. Entrou numa altura em que o jogo estava difícil, para equilibrar as forças (física e numérica) do meio campo e conseguiu-o na plenitude. Para mais deu transição, retenção e posse de bola em momentos difíceis. Excelente entrada, apesar de tão tardia…Afinal na altura que o jogo assim o exigiu!



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