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  - Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

PAULO SÉRGIO
Primeiro estranha-se depois entranha-se

Paulo Sérgio, médio defensivo recentemente adaptado a lateral direito para suprir a ausência de Nuno Luís, é neste momento um dos indiscutiveis de Manuel Machado sempre que a equipa entra na sua máxima força. De onde veio, e para onde poderá ir este jogador que já revelou uma enorme utilidade nos quadros da Académica? É a pergunta que se faz.
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Para quem acompanhou minimamente a pré-época da Académica, não pôde deixar de notar que no meio campo havia um jogador de uma enorme pujança física que era de longe o melhor destruidor de jogo sempre que a equipa de negro não tinha a bola. A parte negativa disto é que quando a Briosa tinha a bola acontecia quase sempre o mesmo, Paulo Sérgio também era destruidor de jogo...
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O médio proveniente do Moreirense no ínicio da época apresentava niveis físicos bastante acima de média e uma enorme predisposição para accções defensivas, tal como já lhe havia sido diagnostificado por João Carlos Pereira algumas semanas antes em entrevista ao programa "Prognósticos" da R.U.C.. "Um jogador ainda com carências ao nível do passe e da construção de jogo(...) mas que bem trabalhado podem ser corrigidas" foram na altura as palavras do antigo técnico da Briosa para analisar o novo reforço.
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E assim se confirmou na pré temporada que se seguiu. Lembro-me em especial de dois ou três passes completamente disparatados e atenção, passes de um grau de dificuldade não muito elevado que faziam perceber que realmente havia grandes lacunas na parte técnica do jogador.
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No entanto, não demorou muito até que chegassem os jogos a sério onde Paulo Sérgio começou (e bem!) no banco por mais que fosse a sua vontade de ajudar e fazer sempre o melhor pelo clube, mas as tais caracteristicas marcadamente defensivas ajudaram em alguns jogos para que este entrasse já com a partida em fase adiantada, uma vez que constituía um novo fulgor para o conjunto, numa fase em que a força poderia já não ser muita, mas, como é óbvio, não é só no campo, domingo a domingo, que está a evolução de um atleta, mas antes no treino diário que estes fazem e onde Manuel Machado através de vários casos já deu mais do que provas que é um conhecedor profundo de tudo o que gira à volta do mesmo.
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Então, foi um Paulo Sérgio em crescendo constante aquele que vimos ao longo destes meses de Académica. Guardo na memória já alguns pormenores de passes bem medidos, boas recepções de bola e uma especial em que uma bola difícil vinha no ar e Paulo Sérgio apertado por adversário, matou no peito, pôs no chão e virou para a esquerda numa jogada que demonstra toda uma evolução que à vista desarmada seria impossível de notar.
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É este o jogador que hoje ninguém discute se quer ou não na equipa, não importando se deve ser à direita ou ao meio, porque a entrega, essa já se sabe, será sempre total, e brasileiros assim, venham de lá mais Káká's e Paulo's Sérgio's!
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E por último, Paulo Sérgio não poderá deixar de dizer um, "Obrigado, obrigado professor!".

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