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  - Quinta-feira, Março 22, 2007

O surrealismo continua: Vai haver AG, mas é outra!


Mais uma vez surreal o que se passa na Briosa.
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Na passada terça-feira, demos conta de que, na sequência de um abaixo-assinado subscrito por cerca de 50 sócios, encabeçados por João Francisco Campos, o presidente da Assembleia Geral, Almeida Santos, teria convocado uma reunião daquele órgão para 11 de Abril próximo, com a finalidade de este se pronunciar acerca da interpretação estatutária da data das eleições.
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Desde logo, ficámos a saber que tínhamos laborado num equívoco: tal convocatória teria sido avançada, não em função do pedido daqueles associados, mas antes em resposta a uma carta que lhe fora dirigida por José Eduardo Ferraz, antigo vice-presidente da direcção de Campos Coroa, com o propósito de inquirir a sua opinião acerca da mesma questão estatutária.
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Contudo, ontém, surgiu, no site oficial, o comunicado que passamos a transcrever:

ASSEMBLEIA GERAL DE ASSOCIADOS A 11 DE ABRIL
A Direcção da Académica solicitou junto do Presidente da Mesa da AG a convocatória de uma Assembleia Geral Ordinária para o próximo dia 11 de Abril, que terá lugar no Auditório do Estádio Cidade de Coimbra.
ALMEIDA SANTOS NÃO RECEBEU NENHUM PEDIDO POR PARTE DE ASSOCIADOS
Ao contrário do que tem vindo a ser veiculado, esclarecemos que não chegou ao Presidente Almeida Santos nenhum pedido por parte de um ou mais associados no sentido de convocar uma Assembleia Geral. A mesma vai acontecer na sequência do pedido por parte da Direcção, como de resto está estatutariamente consignado.
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Entretanto, em entrevista ao jornal "Campeão das Províncias", Almeida Santos entende que o acto eleitoral para a escolha dos novos corpos sociais da instituição só deverá ocorrer em finais do corrente ano.
Segundo declarou, o conclave de 11 de Abril destinar-se-á apenas a "votar as contas inerentes ao segundo semestre de 2006 e apreciar aspectos relacionados com a construção da Academia Briosa XXI".
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A confusão está novamente instalada: afinal vamos ter apenas uma AG ordinária.
Mas, então, algumas questões se levantam:
Angariaram-se ou não as 50 assinaturas, nos termos estatutários?
Foram ou não entregues a Almeida Santos?
Se foram, não terá este de marcar uma AG extraordinária, independentemente da ordinária?
Ou, uma vez que os Estatutos não estabelecem qualquer prazo para essa marcação, poderá o presidente da Assembleia Geral usar uma espécie de "veto de bolso"?
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Com mais este episódio, a Briosa continua o seu processo "a caminho do surrealismo". Aguardamos as "cenas dos próximos capítulos".

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