AAC 0 - BRAGA 1
"São Olegário, novo padroeiro de Braga"
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Relativamente ao encontro de Aveiro, a Briosa apresentou-se desfalcada de três unidades fundamentais: Dame (castigado), Filipe Teixeira e Joeano (ambos lesionados). Em seu lugar, surgiram Miguel Pedro, Gelson e Gyano.
Relativamente ao encontro de Aveiro, a Briosa apresentou-se desfalcada de três unidades fundamentais: Dame (castigado), Filipe Teixeira e Joeano (ambos lesionados). Em seu lugar, surgiram Miguel Pedro, Gelson e Gyano.
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Face a esses condicionalismos, Manuel Machado dispôs a equipa em 4-2-3-1. Na defesa, Sarmento na direita, Káká e Litos ao centro e Vítor Vinha na esquerda; no meio-campo defensivo, Roberto Brum (à direita) e Paulo Sérgio (à esquerda) eram os "trincos"; no "miolo" ofensivo, Miguel Pedro (na ala direita) e Lino (na esquerda), surgindo Gelson no centro, no apoio ao "ponta-de-lança", o solitário Gyano. .
A 1ª parte ficou marcada pelo ritmo razoável a que foi jogada, originando um espectáculo agradável para os cerca de 15 mil espectadores presentes.
O Braga entrou melhor no jogo e, logo aos três minutos, Vandinho rematou sem oposição à entrada da área, Pedro Roma defendeu por instinto e, na recarga, Carlos Fernandes rematou por alto, sem nexo.
Os academistas procuraram reagir e, no 10º minuto, Miguel Pedro atirou em habilidade mas fraco e ao lado das redes de Paulo Santos.
Contudo, os visitantes continuaram a dominar a partida e, quatro minutos depois, novo "tiro" de Vandinho motivou uma grande defesa de Pedro Roma para "canto".
Aos 22 minutos, Zé Carlos, pela esquerda, entrou na área e rematou ao poste direito da baliza, com o guarda-redes conimbricense já batido.
A partir daqui, a Académica equilibrou as operações e a partida entrou numa toada mais repartida.
Cinco minutos depois, Lino ia marcando com a "colaboração" de Paulo Santos, que deixou a bola passar-lhe por baixo do pé, mas o remate ia fraco e mal direccionado, permitindo a intervenção de um adversário.
Até ao intervalo, novamente Lino (para os "pretos"), Zé Carlos e João Pinto (para os bracarenses) dispuseram de ocasiões para marcar, embora menos flagrantes que as anteriores.
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No início do 2º tempo, a Briosa voltou a oferecer a iniciativa do jogo ao adversário, procurando surpreendê-lo no contra-ataque.
Se essa estratégia daria ou não frutos, nunca o saberemos. Aos 57 minutos, Káká (já "amarelado") faz uma falta no meio-campo defensivo, junto à lateral, e o árbitro mostra-lhe o segundo "amarelo". Uma decisão pouco compreensível, pois a falta, não só não é violenta mas também é cometida numa zona do terreno e num lance de onde não resultaria qualquer perigo para a nossa baliza. Um lance que acabaria por "envenenar" a partida.
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Manuel Machado mexe na equipa, retirando Vítor Vinha e Gelson para colocar em campo Medeiros e Alexandre. Pouco depois, tiraria Sarmento para entrar Cláudio "Pitbull". Medeiros foi fazer companhia a Litos, enquanto que Paulo Sérgio e Lino recuaram para as "laterais" direita e esquerda, respectivamente. Já Alexandre foi fazer companhia a Brum, no meio-campo. À frente, o brasileiro foi colocar-se na ponta direita, derivando Miguel Pedro para a esquerda, mantendo-se Gyano no meio. .
Em superioridade numérica, os minhotos começaram a assediar as redes academistas. Por duas vezes, Pedro Roma opôs-se a dois perigosos cabeceamentos, o primeiro de Wender e o segundo de Andrès Madrid.
Contudo, o guardião da Académica nada pôde fazer quando, após um cruzamento da direita de Maciel, Zé Carlos se elevou sem oposição e cabeceou forte e colocado ao canto esquerdo da sua baliza. A defesa da Briosa ficou à espera do fora-de-jogo e, no campo, deu-nos igualmente essa sensação. Contudo, as imagens televisivas mostram que, quando a bola parte, o marcador do golo está ligeiramente atrás do nosso último defensor.
A partir daqui, os "pretos" partiram para a frente à procura da igualdade, mas o certo é que essa reacção foi feita "com mais coração que cabeça", com muita "garra" mas com pouco discernimento.
Para isso, contribui também a arbitragem, que começa a assumir um enorme protagonismo pela negativa, apitando a tudo, muitas vezes sem qualquer critério.
Aos 82 minutos, novo lance polémico: "livre" perigoso na meia direita do nosso ataque, confusão na formação da barreira, apito do árbitro. Quando "Pitbull", após um ligeiro balanço, vai para bater o esférico, Olegário interrompe novamente a partida, alegando adiantamente de um defensor visitante. O brasileiro introduz a bola na baliza de Paulo Santos mas não conta. Um claro benefício ao infractor!
Perto do final, na sequência de um rápido contra-ataque bracarense, João Pinto isolou-se mas Pedro Roma opôs-se bem ao seu remate.
Já nas compensações, o maior dos "casos" do jogo: insistência de Miguel Pedro na meio esquerda, centro para a área e Paulo Jorge a desviar a bola com o braço esquerdo. Em cima do lance, o juíz nada assinala (como é possível?!...), provocando enormes protestos dos jogadores e adeptos da Briosa.
Pouco depois, a partida termina, com a maioria do Estádio a invectivar a equipa de arbitragem. A indignação é grande e ecoa o velho epíteto de "gatuno", dirigido a Olegário Benquerença.
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Enfim, a Académica, sem três "pedras" fulcrais, realizou uma exibição esforçada, mas, para além do empenho e do espírito de sacrifício que revelou, a verdade é que não mostrou argumentos para contrariar um Braga com valores individuais de maior qualidade e que dispôs de mais e melhores oportunidades para marcar. Se juntarmos a isso uma arbitragem que, nos lances decisivos, prejudicou sempre a nossa equipa, mais difícil se tornava ainda obter um resultado positivo.
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De Olegário Benquerença, já falámos demasiado da sua lamentável actuação. Uma expulsão forçada, um golo anulado, um penalti escandaloso por assinalar, tudo contra a Briosa. Para compensar, algumas faltas por marcar ou marcadas ao contrário a nosso favor no meio-campo. Não haveria aqui trabalho para Maria José Morgado?
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Sob a arbitragem de Olegário Benquerença, de Leiria, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento (Cláudio "Pitbull", 66), Káká, Litos e Vítor Vinha (Medeiros, 61); Roberto Brum e Paulo Sérgio; Miguel Pedro, Gelson (Alexandre, 61) e Lino; Gyano.
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Braga - Paulo Santos; Frechaut, Paulo Jorge, Rodriguez e Carlos Fernandes; Andrès Madrid; Vandinho (Castanheira, 90) e João Pinto; Maciel, Zé Carlos e Wender (Cesinha, 67)(Andrade, 83).
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Marcador: Zé Carlos (67).
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Disciplina: Cartões amarelos a Káká (25 e 57) e Roberto Brum (90+3); Carlos Fernandes (24), Rodriguez (80), Paulo Jorge (82) e Andrès Madrid (87). Cartão vermelho a Káká (57).
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"Os pretos", um a um:
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Pedro Roma (5) - Apenas não evitou o cabeceamento certeiro de Zé Carlos. De resto, defendeu tudo o que podia, por vezes com intervenções de elevada qualidade. Na parte final do jogo, ainda procurou lançar a equipa para o ataque com pontapés longos. O melhor da Briosa.
Sarmento (2) - Experimentou inúmeras dificuldades ante Wender. Foi pelo seu corredor que o Braga canalizou os seus ataques mais perigosos. Substituído por Cláudio "Pitbull", aos 66 minutos.
Sarmento (2) - Experimentou inúmeras dificuldades ante Wender. Foi pelo seu corredor que o Braga canalizou os seus ataques mais perigosos. Substituído por Cláudio "Pitbull", aos 66 minutos.
Litos (3) - Exibição regular. Teve o mérito de não complicar.
Káká (1) - Não estava a jogar mal, mas, mais uma vez, num momento estragou tudo. É certo que o critério do árbitro é exagerado (inclusive atendendo a outros lances não punidos) mas, para quem já tinha visto o "amarelo", para quê arriscar uma falta numa situação que não apresentava perigo imediato para a equipa?
Vítor Vinha (3) - Não comprometeu do ponto de vista defensivo, mas não esteve bem no apoio ao ataque. Substituído aos 61 minutos.
Roberto Brum (4) - Está em boa "forma" e voltou a mostrá-lo. Procurou levar a equipa para a frente e foi autor de alguns bons pormenores técnicos. Na parte final, foi um dos mais inconformados, actuando sempre com uma "garra" a todos os títulos notável.
Paulo Sérgio (4) - Um "poço de energia". Mostrou grande combatividade do início até ao fim do jogo. Já a construir mostrou algumas deficiências.
Miguel Pedro (3) - Procurou entrar pelos flancos mas mostrou-se pouco clarividente.
Gelson (2) - Regressou devido às ausências de Dame e Filipe Teixeira. Como sempre, grande entrega, empenho e determinação mas grandes limitações técnicas, que tornam a sua produção pouco efectiva. Saiu aos 61 minutos.
Lino (4) - Procurou e conseguiu criar desequilíbrios pelo seu corredor. Foi dos seus pés que saíram as poucas ocasiões de golo da Briosa.
Gyano (2) - Muito sozinho na frente, raramente lhe chegou uma bola jogável. Lutou mas não teve qualquer oportunidade para repetir o momento glorioso de Aveiro.
Medeiros (2) - Entrou após a expulsão de Káká e não comprometeu.
Alexandre (2) - Esforçado.
Cláudio "Pitbull" (3) - Procurou dinamizar o ataque, em especial durante o "forcing" final da equipa em busca do empate. Viu o árbitro interromper o jogo quando corria para a bola e fazer o que seria a transformação superior de um "livre".




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