AAC, 1 - FC Porto, 2: "Briosa com mangueira curta para o fogo do Dragão"
Com este resultado, a Briosa somou o sétimo jogo consecutivo sem ganhar em "casa", mas "quebrou o enguiço" de não marcar qualquer golo no seu terreno no ano de 2007. Concretamente, a última vitória ocorreu frente ao Beira Mar, em 26 de Novembro de 2006, e o último tento havia sido marcado por Gyano, na derrota com o Marítimo (igualmente por 1-2), a 10 de Dezembro do ano transacto.
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Manuel Machado operou várias modificações relativamente ao "onze" que iniciou o encontro na Amadora. Assim, registaram-se os regressos de Káká (após ter cumprido um jogo de castigo), Vítor Vinha, Gyano e Joeano e as saídas de Danilo, Alexandre, Nuno Piloto (acometido de uma apendicite) e Cláudio "Pitbull" (lesionado) da equipa inicial.
Contudo, manteve a equipa no mesmo esquema de 4-4-2: na defesa, Sarmento voltou a ocupar o posto de "lateral" direito, Litos e Káká formaram a dupla de "centrais", enquanto Vítor Vinha ocupava o seu lugar na esquerda; o meio-campo dispôs-se em losango, com Paulo Sérgio a "trinco", Dame (surpreendentemente à direita, no lugar habitualmente ocupado por Roberto Brum, que ficou no "banco") e Lino (à esquerda) nos vértices centrais e Filipe Teixeira mais adiantado; no ataque, Gyano e Joeano funcionavam como dois avançados abertos.
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O FC Porto entrou fortíssimo na partida e, logo no primeiro minuto, após um "canto" de Ricardo Quaresma na direita, Ricardo Costa cabeceou para a baliza mas Pedro Roma, instintivamente, desviou a bola contra o poste direito. Na recarga, Lucho Gonzaléz voltou a acertar no mesmo ferro.
O primeiro quarto de hora foi um verdadeiro "sufoco" para a Briosa, que não conseguia pegar no jogo e, por isso, raras vezes conseguiu sair do seu meio-campo. Ricardo Costa, Jorginho e Hélder Postiga apareceram com perigo na nossa área, mas, felizmente, a sua pontaria não foi a melhor.
A partir daqui, os "pretos" equilibraram as operações e, aos 18 minutos, Gyano e Lino chegaram atrasados a um centro de Joeano, permitindo a intervenção de Helton. A Académica começou a ligar melhor o seu jogo e foi-se acercando da baliza "azul e branca". Filipe Teixeira teve um bom remate mas o guardião portista estava atento.
À meia hora, a melhor oportunidade da Briosa. Joeano, após grande trabalho na esquerda, centra rasteiro para a área, onde surge Lino, na passada, a atirar pouco acima da barra.
A partir daqui, os "dragões" voltaram a surgir mais ofensivos e o perigo voltou a rondar as redes academistas. Aos 38 minutos, Ricardo Quaresma, num "canto" directo apontado da esquerda, fez o esférico embater no segundo poste da baliza da Briosa.
E, três minutos depois, acabaram mesmo por chegar ao golo, numa falha colectiva da nossa defesa. Ricardo Quaresma bateu um "livre" na meia esquerda, Pedro Roma defendeu para a frente, Káká não foi lesto a aliviar e, após uma série de ressaltos, a bola sobrou para Bruno Alves, que, no coração da área, "fuzilou" o guardião dos "pretos".
A equipa sentiu o golo sofrido e, ainda antes do descanso, Hélder Postiga, na sequência de mais um "canto", cabeceou sobre a barra.
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Ao intervalo, Manuel Machado fez sair Gyano e entrar Roberto Brum. O brasileiro foi ocupar a sua posição habitual, enquanto Dame se deslocou para o lugar do húngaro.
A etapa complementar foi menos intensa, até porque os nortenhos, em vantagem no marcador, preocuparam-se mais em controlar a partida e concederam menos espaço aos médios e avançados da Briosa.
Apesar de tudo, a Académica entrou bem na 2ª parte, embora tenha sido Ricardo Quaresma a criar perigo, na marcação de um "livre" em que aplicou a sua famosa trivela.
Após se ter atingido a hora de jogo, o encontro entrou numa toada um pouco quezilenta, que levou o árbitro Carlos Xistra (até aí relativamente discreto) a mostrar diversos cartões amarelos.
Entretanto, o técnico academista retirou Vítor Vinha e colocou em campo Miguel Pedro, recuando Lino para "lateral" esquerdo.
Mas, aos 70 minutos, os visitantes aumentaram a vantagem. Centro acrobático de Ricardo Quaresma na esquerda, Káká afasta de cabeça para perto, a bola sobra para Raúl Meireles, que assiste de pronto Adriano, solto na área. O defesa brasileiro ficou "nas covas", Litos foi lento a ir à dobra e o avançado portista, "na cara" de Pedro Roma, não perdoou.O encontro parecia sentenciado mas, seis minutos depois, Filipe Teixeira é derrubado na área adversária por Marek Cech. Grande penalidade que Lino transformou, atirando para a direita de Helton, que se lançou para o lado oposto.
A Briosa voltou a acreditar mas o certo é que as forças já faltavam e, consequentemente, o discernimento também já não era muito. Um remate de Dame ao lado, na marcação de um "livre" frontal, foi a única ocasião que tivemos para chegar à igualdade.
Ao invés, já nas compensações, os "dragões" dispuseram de uma oportunidade flagrante para marcar, quando Rentería, após uma incursão pelo flanco esquerdo, rematou para a baliza, mas Pedro Roma, em queda, defendeu com o pé direito.
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Em conclusão, uma partida disputada de forma intensa, onde a Briosa, após uma péssima entrada no jogo, conseguiu, em alguns momentos, equilibrar as operações e oferecer uma boa réplica a um opositor que é reconhecidamente mais forte. Mas, mais uma vez, duas falhas defensivas deitaram tudo a perder.
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Em conclusão, uma partida disputada de forma intensa, onde a Briosa, após uma péssima entrada no jogo, conseguiu, em alguns momentos, equilibrar as operações e oferecer uma boa réplica a um opositor que é reconhecidamente mais forte. Mas, mais uma vez, duas falhas defensivas deitaram tudo a perder.
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Carlos Xistra não realizou uma boa arbitragem.
Carlos Xistra não realizou uma boa arbitragem.
No capítulo técnico, dúvidas num lance entre Lino e Bosingwa na área portista, a meio da 1ª parte, em que fica a ideia de que o nosso jogador é tocado. Incrível não ter assinalado uma falta sobre Sarmento junto à linha de fundo portista, em meados da etapa complementar. Bem assinalado o penalti que originou o golo da Académica.
Disciplinarmente, começou discreto e acabou a mostrar "amarelos" a esmo. Porém, nada a dizer nos cartões mostrados a Filipe Teixeira (para quê protestar veementemente um lançamento lateral no meio-campo?) e a Roberto Brum (um pontapé por trás podia ter custado caro).
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Sob a arbitragem de Carlos Xistra, de Castelo Branco, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Káká e Vítor Vinha (Miguel Pedro, 64); Paulo Sérgio (Alexandre, 73); Dame e Lino; Filipe Teixeira; Gyano (Roberto Brum, 46) e Joeano.
FC Porto - Helton; Bosigwa, Ricardo Costa, Bruno Alves e Fucile; Lucho Gonzaléz; Jorginho (Raúl Meireles, 66), Marek Cech e Ricardo Quaresma; Adriano (Rentería, 90) e Hélder Postiga (Anderson, 76).
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Sob a arbitragem de Carlos Xistra, de Castelo Branco, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Káká e Vítor Vinha (Miguel Pedro, 64); Paulo Sérgio (Alexandre, 73); Dame e Lino; Filipe Teixeira; Gyano (Roberto Brum, 46) e Joeano.
FC Porto - Helton; Bosigwa, Ricardo Costa, Bruno Alves e Fucile; Lucho Gonzaléz; Jorginho (Raúl Meireles, 66), Marek Cech e Ricardo Quaresma; Adriano (Rentería, 90) e Hélder Postiga (Anderson, 76).
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Golos: Lino (76g.p.), pela Académica; Bruno Alves (41) e Adriano (70), pelo FC Porto.
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Disciplina: Cartões amarelos a Filipe Teixeira (61) e Roberto Brum (65); Lucho Gonzaléz (15), Bruno Alves (59), Jorginho (66), Marek Cech (75), Ricardo Quaresma (82), Fucile (82) e Helton (90+3).
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Disciplina: Cartões amarelos a Filipe Teixeira (61) e Roberto Brum (65); Lucho Gonzaléz (15), Bruno Alves (59), Jorginho (66), Marek Cech (75), Ricardo Quaresma (82), Fucile (82) e Helton (90+3).
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Acabou por não ter tanto trabalho como se esperaria. Sem culpas nos golos, mostrou-se seguro e efectuou duas grandes defesas: uma no primeiro minuto, a cabeceamento de Ricardo Costa, e outra no último, com o pé, a remate de Rentería.
Sarmento (3) - Sentiu enormes dificuldades no início, frente a Ricardo Quaresma e Fucile. Depois, estabilizou e a sua actuação pode considerar-se positiva.
Litos (2) - Falhou nos lances dos golos portistas (em especial no segundo, onde foi muito lento a ir à dobra) e, por isso, temos de considerar a sua prestação negativa.
Káká (2) - Também ele fica ligado aos dois tentos adversários: no primeiro, é lento a despachar a bola; no segundo, ficou à espera de Litos e deixou Adriano rematar à vontade.
Vítor Vinha (3) - Cumpriu sem grande brilho. Razoável a defender, pouco activo no apoio ao ataque. Acabou rendido por Miguel Pedro.
Paulo Sérgio (4) - Um verdadeiro "mouro de trabalho". É certo que não começou bem, mas, aos poucos, foi subindo de produção. Sendo o único médio com características defensivas na 1ª parte, foi "apagando os fogos" que iam surgindo, um pouco por todo o lado. Saíu extenuado.
Dame (3) - Surgiu, de forma surpreendente, na direita do meio-campo, no lugar habitual de Brum. Estranhou a posição (mais defensiva que o habitual) e revelou muitas dificuldades face à categoria dos opositores. Na etapa complementar, foi colocar-se lá na frente e a sua produção subiu muitos "furos", cotando-se, mesmo, como um dos melhores nesse período.
Lino (4) - Uma boa exibição. Jogou mais de uma hora na frente e revelou-se um dos nossos jogadores mais activos. Criou vários lances de perigo e terá sofrido uma falta (não assinalada) na área adversária. Na parte final recuou e, não só não comprometeu defensivamente mas também continuou a apoiar o ataque. Irrepreensível a forma como transformou o penalti. O melhor da Briosa.
Filipe Teixeira (4) - Mais uma boa actuação. A sua técnica é apreciável e voltou a notar-se em alguns lances ofensivos. Foi um dos mais inconformados e dele partiram algumas das melhores jogadas de ataque da equipa. É ele que sofre a falta que dá origem à grande penalidade.
Gyano (1) - Uma verdadeira nulidade. Falhou a emenda frente a Helton, após assistência de Joeano. De resto, nada mais a assinalar da sua presença em campo. Bem substituído ao intervalo.
Joeano (3) - Não teve grandes oportunidades para marcar. Mas batalhou imenso, procurando ir buscar jogo às alas e, daí, assistir os colegas. Por vezes, demasiado sozinho, foi-se desgastando e desaparecendo do jogo.
Roberto Brum (3) - Entrou bem no encontro e deu outra consistência ao meio-campo. Mostrou-se bastante inconformado, impetuoso a defender e normalmente esclarecido a atacar. Procurou ajudar Sarmento na marcação a Quaresma.
Miguel Pedro (2) - Entrou para dinamizar o flanco esquerdo mas o certo é que pouco trouxe de novo à equipa.
Alexandre (2) - Apenas actuou no último quarto de hora, no lugar do extenuado Paulo Sérgio. Nada de especial a destacar.



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