Gyano: de "vilão" a "herói"
Por motivos profissionais, não pude estar presente na gloriosa jornada de Aveiro. Fui, pois, mais um sofredor através da Internet.Como muitas vezes acontece no futebol, um jogador mal-amado virou herói. O ponta-de-lança húngaro Gyano, cuja utilização sistemática por parte de Manuel Machado vinha a ser cada vez mais contestada pelos adeptos da Briosa, acabou por ser o marcador do golo da vitória, aos 83 minutos.
Alguns que ontém o assobiavam e o davam como dispensável são os mesmos que hoje o consideram "o maior". No fundo, estamos perante um caso paradigmático de como determinadas apreciações e avaliações contém muito de efémero. No futebol, como na vida.
No que se refere ao jogador em causa, confesso, igualmente, que passei do benefício da dúvida (que lhe dei durante a 1ª volta) a uma progressiva desilusão (que se foi acentuando com as últimas exibições). Contudo, se houve algo que sempre lhe reconheci, foi o carácter esforçado das suas actuações. Algo que transparece, claramente, nas suas declarações ao "Maisfutebol", que passamos a transcrever:
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Este é um daqueles casos em que vale a pena não fazer caso dos conselhos do médico. Expliquemos. Corria o minuto 73 do jogo entre o Beira Mar e a Académica, numa altura em que os estudantes já tinham esgotado as substituições, quando Gyano, depois de um choque violento com o guarda-redes Eduardo, caiu inconsciente no relvado e teve de sair de maca.
Temeu-se o pior. Felizmente, o jovem húngaro recuperou os sentidos, e, soube-se mais tarde, sofreu apenas um traumatismo nos maxilares, mas foi aconselhado pelo médico da Briosa a não regressar ao jogo. «Não, doutor, a equipa precisa de mim!», respondeu e, num ápice, já estava de novo em campo. Em boa hora o fez. O destino recompensou-o pelo sacrifício com o golo que deu a vitória à equipa.
«No princípio, não via nada. Estava tudo muito escuro. Depois, fui melhorando e, apesar de me terem dito para não o fazer, decidi reentrar na partida. Senti muitas dores, mas tive de aguentar, porque, de outra forma, ficaríamos a jogar o último quarto de hora com 10 jogadores», relata ao MaisFutebol, no seu inglês sofrível, o avançado da Académica.
O espírito de equipa já lhe havia sido gabado, em repetidas ocasiões, por Manuel Machado que sempre o usou como escudo para rebater as críticas que fazem ao seu pupilo pelo estilo desengonçado e algumas limitações técnicas. Mas nesse encontro, Gyano provou mais uma vez por que razão o treinador aposta tantas vezes nas suas qualidades, mesmo contra a vontade dos adeptos. «Eu gosto muito de ajudar a minha equipa. Não esperava marcar o golo, mas não há dúvida que isso me deixou muito feliz», asseverou.
Até na descrição do golo, o avançado não se esquece de esquecer o mérito dos companheiros. «O passe do Joeano foi muito bom. Já marquei por quatro vezes na Liga e mais duas na Taça [é o goleador-mor da Académica, no conjunto das duas provas] e é aquilo que mais gosto de fazer, mas não sei se conseguirei terminar a época como melhor marcador do plantel.» Daquilo que não tem dúvidas é que esta foi uma «vitória muito importante» para a Briosa, pois permitiu dar um passo de gigante rumo à manutenção.
Temeu-se o pior. Felizmente, o jovem húngaro recuperou os sentidos, e, soube-se mais tarde, sofreu apenas um traumatismo nos maxilares, mas foi aconselhado pelo médico da Briosa a não regressar ao jogo. «Não, doutor, a equipa precisa de mim!», respondeu e, num ápice, já estava de novo em campo. Em boa hora o fez. O destino recompensou-o pelo sacrifício com o golo que deu a vitória à equipa.
«No princípio, não via nada. Estava tudo muito escuro. Depois, fui melhorando e, apesar de me terem dito para não o fazer, decidi reentrar na partida. Senti muitas dores, mas tive de aguentar, porque, de outra forma, ficaríamos a jogar o último quarto de hora com 10 jogadores», relata ao MaisFutebol, no seu inglês sofrível, o avançado da Académica.
O espírito de equipa já lhe havia sido gabado, em repetidas ocasiões, por Manuel Machado que sempre o usou como escudo para rebater as críticas que fazem ao seu pupilo pelo estilo desengonçado e algumas limitações técnicas. Mas nesse encontro, Gyano provou mais uma vez por que razão o treinador aposta tantas vezes nas suas qualidades, mesmo contra a vontade dos adeptos. «Eu gosto muito de ajudar a minha equipa. Não esperava marcar o golo, mas não há dúvida que isso me deixou muito feliz», asseverou.
Até na descrição do golo, o avançado não se esquece de esquecer o mérito dos companheiros. «O passe do Joeano foi muito bom. Já marquei por quatro vezes na Liga e mais duas na Taça [é o goleador-mor da Académica, no conjunto das duas provas] e é aquilo que mais gosto de fazer, mas não sei se conseguirei terminar a época como melhor marcador do plantel.» Daquilo que não tem dúvidas é que esta foi uma «vitória muito importante» para a Briosa, pois permitiu dar um passo de gigante rumo à manutenção.
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Esperemos que Gyano surja agora mais confiante nos próximos encontros, decisivos para confirmar a manutenção da Académica na Bwin Liga.
Para terminar, faço um apelo aos associados e simpatizantes da Briosa: em lugar de assobiar, incentivem o jogador, mesmo que ele falhe.




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