Benfica, 2 - AAC, 0: Briosa sem andamento para o "voo da águia"
A Académica encerrou a sua participação na Bwin Liga de 2006/2007 com uma derrota frente ao Benfica, no Estádio da Luz.
Manuel Machado montou a equipa num sistema de 4-4-2, com uma defesa constituída por Sarmento, káká, Medeiros e Lino; um meio-campo em losango, onde Paulo Sérgio ocupava o vértice recuado, Miguel Pedro (na direita) e Filipe Teixeira (na esquerda) as alas e Dame mais à frente, no apoio aos dois avançados: Sílvio (que se estreou a titular) e Joeano.
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O Benfica, ainda com hipóteses (muito remotas) de chegar ao título ou ao 2º lugar, que lhe daria acesso directo à Liga dos Campeões da UEFA, entrou "a todo o gás", obrigando os "pretos" a recuar.
Assim, depois de Pedro Roma ter efectuado duas excelentes defesas, os "encarnados" inauguraram o marcador no 10º minuto. Karagounis, na esquerda do seu ataque, levou a melhor sobre Sarmento e rematou forte. O guardião academista ainda defendeu para perto, mas Derlei foi mais lesto que Medeiros e atirou para a baliza, perante o desespero dos nossos defensores.
A Briosa tentou reagir e, sete minutos depois, dispos de uma grande oportunidade para empatar, quando Joeano, a cruzamento de Filipe Teixeira, rematou para grande defesa de Quim.
Até ao descanso, os benfiquistas dominaram a partida e Pedro Roma esteve em particular evidencia, ao deter vários remates dos dianteiros locais.
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Ao intervalo, o técnico academista trocou Sílvio por Gyano e Sarmento por Alexandre, recuando Paulo Sérgio para defesa direito.
O cariz da partida manteve-se até perto da uma hora de jogo, altura em que Manuel Machado retirou Joeano e colocou em campo Roberto Brum, de modo a reforçar o meio-campo.
A Académica subiu mais no terreno e, aos 63 minutos, Dame, à meia volta, atirou a poucos centímetros do poste da baliza de Quim.
No minuto seguinte, após um centro para a área lisboeta, Gyano foi agarrado dentro desta, mas o árbitro fez "vista grossa" a mais uma grande penalidade a nosso favor. Pouco depois, Filipe Teixeira queixou-se do mesmo (o que lhe valeu um "amarelo"), embora o lance pareça menos evidente.
Aos 72 minutos, novamente Dame, com um remate forte, voltou a por à prova o guardião adversário, que defendeu para "canto".
A partir daí, e após a entrada de Mantorras, o Benfica voltou a revelar-se mais perigoso. E foi mesmo o angolano que sentenciou o encontro a nove minutos do fim, ao surgir "na cara" de Pedro Roma a desviar um centro de Katsouranis.
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Em suma, uma partida em que a Briosa foi digna e profissional mas onde mostrou não ter andamento para se opor aos melhores valores individuais dos "encarnados".
João Ferreira estava a ter uma actuação sem problemas até ao lance do penalti que ficou por marcar. Mais uma vez, temos razões de queixa da arbitragem, que aplicou a velha máxima do futebol nacional: na dúvida, pró "grande".
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Sob a arbitragem de João Ferreira, de Setúbal, as equipas alinharam:
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Benfica - Quim; Nélson, Anderson, David Luiz e Léo; Katsouranis; Paulo Jorge (Manú, 46), Rui Costa e Karagounis (João Coimbra, 87); Miccoli (Mantorras, 74) e Derlei.
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Académica - Pedro Roma; Sarmento (Alexandre, 46), káká, Medeiros e Lino; Paulo Sérgio; Miguel Pedro e Filipe Teixeira; Dame; Sílvio (Gyano, 46) e Joeano (Roberto Brum, 63).
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Marcadores: Derlei (10) e Mantorras (81).
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Disciplina: Cartões amarelos a Rui Costa (66) e Filipe Teixeira (69).



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