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  - Quinta-feira, Junho 07, 2007

Erros do passado. Não repetir !

Há três anos a esta parte, consecutivamente se têm gerado grandes expectativas em redor do futuro plantel da Académica para a época que se vai aproximando. “Desta é que vai ser” grita-se em redor de um projecto, de uma alma Académica, que nos faz acreditar que o sonho é possível, e o céu é o nosso limite. Acontece que, descuramos quase sempre a valia dos nossos adversários, e passamos a contar apenas e só com os nossos trunfos, fruto da qualidade de dois ou três atletas de excepção.

Recordo-me por vezes, de há duas épocas atrás, depois de uma recuperação final da equipa orientada por Nelo Vingada, expectava-se uma grande época, na sequência das jornadas finais de grande futebol apresentado pelos estudantes, que dessem continuidade a esse mesmo futebol, e porque não, a esses mesmos pontos. Foi então em inícios de Agosto, que o SimplesmenteBriosa teve direito a uma entrevista com o Presidente José Eduardo Simões. Lembro-me na altura, de que a meio de uma parte completamente informal da mesma, enquanto falávamos sobre o que poderia ser essa nova Académica que se avizinhava, o presidente falava da defesa composta por 5 elementos que eram Pedro Roma, indiscutível, auxiliado por Nuno Luís, José Castro, Hugo Alcântara, e um até então desconhecido para os adeptos, Lira, notoriamente apreciado pelo chefe máximo do futebol estudantil, que o caracterizava como um “lobito” que lutava sempre por mais, naquilo que era o espírito que se queria criar para o plantel. Perguntei na altura qual era a alternativa a Nuno Luís e a Lira, e se achava que Hugo Alcântara estava à altura de substituir José António no eixo da defesa. A resposta foi firme, e disse que Hugo Alcântara não era incomparavelmente melhor que Zé António, isso não, mas que não lhe parecia que se perdesse qualidade nessa troca, para além de ser impossível de que esta não se realizasse, dado o desejo do jogador. Como alternativas nas laterais falou-nos de Vítor Vinha e Nuno Piloto, e se o primeiro não conhecia ainda na altura, e mais tarde até foi colmatada com a vinda de Ezequias, o segundo colocava-me muitas reservas, face a um jogo que vi nessa temporada, em que Zé Pedro do Belenenses passou várias vezes por Nuno Piloto. O presidente respondeu “mas isso foi mais na primeira parte…depois melhorou”. Engoli…

Recordo ainda, que para outras áreas do terreno, falou da melhoria de qualidade na troca da asa esquerda do ataque com Fernando no lugar de Dário, e desvalorizou as saídas de vários jogadores influentes como se pôde ler na entrevista da altura, que de resto, se encontra nos nossos arquivos e pode ser consultada.

A época foi o que se sabe, um jogo de doidos em Coimbra na última jornada, com uma recuperação milagrosa nos últimos minutos com golos de Joeano, que valeu por toda uma época.

Mas a esperança voltava a renascer… Era o Manuel Machado, o homem da Europa, este ano é que não ia falhar mesmo! E mais do mesmo, uma defesa com carências… reforços tardios e alguns de qualidade duvidosa, uma equipa desequilibrada, mas as entradas de jogadores como Pavlovic, Miguel Pedro, Gyano, Lino, Káká, prometiam dar muitas alegrias aos adeptos, e com Manuel Machado ao leme? Só podia dar Europa!

Mais um ano… só contavam as nossas individualidades! A época foi o que se viu e parece que este ano queremos voltar ao mesmo ponto, o ponto zero!

Já reparam que as contratações com que vibramos até agora são:
-Dois Guarda Redes para substituir Pedro Roma (estaria aqui o problema principal?)
-Um defesa direito que num ano fez 5 jogos não pelo Sporting, não pelo Real Madrid, mas pelo Braga?
-Um defesa central que se diz de grande calibre mas que por enquanto ainda não passa de mais um desconhecido
-Dois jogadores desconhecidos de divisões inferiores

É certo que são soluções que podem dar estabilidade, mas é notório que para que se alcance uma equipa capaz de lutar pelos 10 primeiros lugares há que fazer bem mais do que o que foi feito até agora… Vamos aguardar por desenvolvimentos, daqui a um mês cá estaremos para ajuizar todas as contratações, que se espera que sejam parte do rumo que nos conduzirá à tão ansiada tranquilidade.

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