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  - Quinta-feira, Julho 19, 2007

Académica, 0 - Feirense, 0


A Académica empatou hoje sem golos com o Feirense, da Liga Vitalis, em mais um encontro de preparação disputado no Complexo Desportivo da Tocha.

Foi um típico jogo de pré-época aquele a que assistimos. Com falta de entrosamento entre os jogadores (especialmente quando as mexidas nos planteis são maiores, como sucedeu na Briosa) e com grandes cargas de treino, as equipas mostram-se ainda muito "perras" de movimentos. Por isso, são imensos os passes falhados, o ritmo de jogo é baixo e, salvo um ou outro momento, a partida acaba por se disputar em toada morna e torna-se um "bocejo" para o espectador. Algo que é especialmente válido na 2ª parte, quando, para além do natural desgaste físico dos atletas, os técnicos optam por colocar em campo um conjunto totalmente diferente ou por substituir meia equipa. No fundo, são jogos mais para os técnicos que para os adeptos, onde o resultado acaba por não ser o mais importante.

Depois de um início relativamente equilibrado, a Académica assumiu o comando do encontro a partir do quarto de hora, altura em que, após uma boa jogada de ataque da Briosa, Hélder Barbosa, em boa posição, atirou forte mas muito ao lado.

Do lado do Feirense, uma boa oportunidade poucos minutos antes do intervalo. Na sequência de um "canto", Gaúcho cabeceou de cima para baixo, mas Ricardo salvou sobre a linha.
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Após o intervalo, Manuel Machado colocou uma equipa quase totalmente nova, enquanto que o técnico da turma de Santa Maria da Feira, Henrique Nunes, ia fazendo diversas substituições.
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A 2ª parte foi uma verdadeira "tortura" para os cerca de 150 espectadores presentes, já que teve muito poucos motivos de interesse. A Briosa atacou mais mas sem objectividade, enquanto que os feirenses raramente chegaram à baliza academista. Oportunidades flagrantes de golo não existiram, pelo que o resultado não sofreu alteração.
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Sob a arbitragem de Fernando Matias, de Coimbra, as equipas alinharam de início com:
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Académica - Ricardo; Pedro Costa, Litos, Berger e Vinha; Paulo Sérgio e Nuno Piloto; Lito, Miguel Pedro e Hélder Barbosa; Vouho.
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Feirense - William; Hernâni, Mamadi, Luciano e Macaé; Tales; Tó Miguel, Gabi e Denilson; Jorge Leitão e Gaúcho.
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No 2º tempo, a Briosa alinhou com: Pedro Roma; Sarmento, Orlando, Káká e Lira; Pavlovic e Nuno Piloto; Lito (Fofana), Licá e Hélder Barbosa (Gyano); Vouho.
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No Feirense, entraram Godinho, André, Barge, Bruno, Piri, Serginho, Vítor Hugo, Marlon e Paulinho.

Os "pretos", um a um:

Ricardo - Pouco trabalho mas uma excelente defesa. Tem presença na baliza e bons reflexos.
Pedro Costa - Atacou muito mas mostrou-se demasiado lento a recuperar, abrindo muitos espaços nas suas costas.
Litos - Não comprometeu mas teve algumas falhas que, contra um adversário mais forte, poderiam ter tido consequências mais graves.
Berger - Coriáceo mas não muito dotado tecnicamente. Uma falha que podia ter comprometido.
Vítor Vinha - Não esteve mal a defender mas falhou no apoio ao ataque.
Paulo Sérgio - Um "mouro de trabalho". Muito eficiente nas tarefas defensivas mas algo trapalhão na fase de construção.
Nuno Piloto - Actuou durante os 90 minutos e teve alguns bons apontamentos. Esteve nas melhores jogadas da equipa.
Miguel Pedro - Não fez esquecer Filipe Teixeira. Não parece muito talhado para o lugar de "número 10".
Lito - Muito activo pelo seu flanco, embora longe da exibição que protagonizou frente ao V.Guimarães. É, sem dúvida, uma boa aquisição.
Hélder Barbosa - Ainda não está em "forma" mas a sua técnica começa a vir ao de cima. Não parece ter ficado afectado psicologicamente pela grave lesão que sofreu.
Vouho - O marfinense mostrou-se muito batalhador mas raramente foi servido em condições.
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Pedro Roma - Limitou-se a receber, com os pés, bolas atrasadas pelos colegas.
Sarmento - Muito trapalhão a defender e alguns maus passes. Melhor a subir pelo seu flanco.
Orlando - Mostrou-se seguro mas o ataque adversário, no 2º tempo, quase não existiu.
Káká - Uma boa actuação. Igualmente seguro a defender, procurou também sair com a bola controlada.
Lira - Tentou apoiar o ataque mas nem sempre da forma mais objectiva.
Pavlovic - Bem a defender, esteve mais activo que Paulo Sérgio na fase de construção, mas faltou-lhe alguma clarividência. Escusada aquela "entrada" dura no último lance do jogo.
Licá - Tem vontade mas falta-lhe experiência. Ainda está muito "verde".
Fofana - O segundo marfinense a actuar revelou pormenores muito interessantes, tendo sido responsável pelos poucos momentos de interesse da 2ª parte. Dotado de boa técnica individual, só com recurso à falta os adversários conseguiam travá-lo.
Gyano - Foi jogar na ala esquerda. Logo,...
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Conclusão:
Estes jogos servem para os técnicos fazerem experiências e para ajudar ao entrosamento da equipa, dando-lhe, igualmente, "endurance" competitiva. Por isso, valem o que valem.
Apesar de tudo, nota-se no conjunto a falta de um "médio" criativo (alguém que pense o jogo e faça jogar a equipa) e de um ponta-de-lança.
Outra lacuna importante é a marcação de "livres". Nesta partida, ou iam contra a barreira ou acabavam em "três pontos para a Nova Zelândia".

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