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  - Quinta-feira, Julho 26, 2007

Académica, 2 - Nacional, 1: Teste positivo


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A Briosa venceu hoje o Nacional por 2-1, em mais um encontro de preparação, disputado no Complexo Desportivo de Rio Maior.
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Manuel Machado testou, pela primeira vez, o sistema de 3-5-2. Assim, a Académica começou com um "trio" de "centrais", constituído por Berger, Litos e Orlando. No meio-campo, Pavlovic e Nuno Piloto eram os médios mais recuados; mais adiantados, Lito na ala direita, Tiero no meio e Vítor Vinha na ala esquerda, com a missão de fechar o respectivo corredor. Na frente, dois pontas-de-lança: Gyano e Joeano.
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A 1ª parte foi disputada em ritmo vivo, embora fosse visível alguma falta de "afinação" por parte de ambas as equipas, traduzida em frequentes perdas de bola.
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Começaram melhor os madeirenses, que tomaram conta do jogo e criaram algumas dificuldades à defesa academista, que denotou, então, alguma intranquilidade. Assim, as melhores oportunidades pertenceram ao Nacional, primeiro com uma "bicicleta" de Edu Sales a sair perto do poste e, depois, uma falha de Ricardo e de Orlando a isolar Rodrigo que, em boa posição, atirou para as nuvens. Da nossa parte, apenas um remate de Joeano por cima da barra.
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Mas, aos 26 minutos, a Briosa marcou. "Canto" na direita, apontado por Vítor Vinha, a bola foi rechaçada para o lado esquerdo, onde ORLANDO, solto de marcação, rematou cruzado para o fundo da baliza de Diego.
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Contudo, dois minutos depois, os funchalenses podiam ter empatado. Atrapalhação da nossa defesa, saída em falso de Ricardo, toque de Edu Sales para a baliza, corte de Litos e recarga de Juliano ao poste.
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A partir daí, a Académica equilibrou as operações e o jogo ficou mais repartido.
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Contudo, aos 39 minutos, surgiu a igualdade. "Livre" na esquerda, a meio do nosso meio-campo. Fillype Gabriel cruzou para a área mas a bola descreveu um arco caprichoso, acabando por se anichar no ângulo superior esquerdo da baliza de Ricardo, que se encontrava adiantado, à espera do cruzamento.
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No 2º tempo, o técnico academista voltou a mudar o sistema táctico. Assim, a equipa surgiu primeiro num atípico 3-3-3-1, com Orlando, Litos e Káká na defesa; seis unidades no "miolo": Paulo Sérgio, Tiero e Vítor Vinha (como falso "lateral" esquerdo) numa primeira linha e Lito, Miguel Pedro e Hélder Barbosa mais adiantados; na frente, Vouho. Mais tarde, com a entrada de Sarmento e a saída de Orlando, voltou ao mais habitual 4-2-3-1, com o recuo de Vítor Vinha.
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Nos primeiros minutos da etapa complementar, a Briosa voltou a adiantar-se no marcador. "Livre" na direita apontado por Hélder Barbosa, Rafael defendeu para a frente e VOUHO, oportuno, atirou para o fundo da baliza madeirense.
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A Académica passou a controlar mais o jogo e, cinco minutos depois, Miguel Pedro, em boa posição, rematou muito por alto. Pouco depois, foi a vez de Vouho atirar forte mas sobre a barra.
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O Nacional apenas criou perigo perto da meia hora, primeiro num bom cabeceamento de Rodrigo e, logo a seguir, num remate de Pateiro ao lado, após falha de Sarmento.
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Entretanto, as substituições que, de ambos os lados, se iam operando, fizeram baixar o ritmo da partida. Até ao final, destaque para uma boa iniciativa individual de Fofana, mas que terminou com um remate à figura de Rafael, e para um remate de N'Doye, igualmente defendido pelo guardião "nacionalista".
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Em conclusão, um jogo agradável de seguir e que se revelou um teste positivo para a Académica. Defensivamente, alguma intranquilidade na 1ª parte, no sistema de três "centrais", mas franca melhoria no 2º tempo. Ao nível do sector intermediário, nota-se a falta de um "patrão" que ligue o jogo da equipa. No ataque, algumas movimentações interessantes mas nem sempre bem concluídas. No fundo, a equipa protagonizou alguns momentos de qualidade, voltou a mostrar uma boa atitude competitiva mas vê-se que o conjunto ainda não está "afinado", havendo muitas "arestas a limar".
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Sob a arbitragem de Rogério Ribeiro, de Santarém, as equipas alinharam:
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Académica - Ricardo; Berger (Káká, 46), Litos e Orlando (Sarmento, 62); Pavlovic (Paulo Sérgio, 46) e Nuno Piloto (Miguel Pedro, 46; N'Doye, 83); Lito (Fofana, 65), Tiero (Cris, 58) e Vítor Vinha; Gyano (Vouho, 46) e Joeano (Hélder Barbosa, 46).
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Nacional - Diego (Rafael, 46); Patacas, Ricardo (Filipe Lopes, 62), Ávalos e Alonso; Cléber; Zé Vítor (Juninho, 62), Fillype Gabriel (João Coimbra, 54) e Juliano; Rodrigo (Gonçalo, 77) e Edu Sales (Pateiro, 62).
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Marcadores: Orlando (26) e Vouho (50), pela Académica; Fillype Gabriel (39), pelo Nacional.
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Os "pretos", um a um:
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Ricardo - Muito intranquilo e inseguro na 1ª parte, com algumas falhas que podiam ter comprometido o resultado. Mal batido no golo: esperava o cruzamento e sofreu um "chapéu". No 2º tempo, teve pouco trabalho. Enfim, um dia menos feliz.

Berger - Jogou a "central" com a função de fechar o lado direito. Uma "fífia" logo no ínicio mas, a partir daí, mostrou-se sempre atento e seguro.

Litos - Teve alguns problemas nos primeiros minutos mas depois "arrancou" uma exibição muito positiva. Foi o "patrão" da defesa.

Orlando - Não começou da melhor maneira e teve mesmo uma falha comprometedora. Depois do golo que marcou, transfigurou-se e cotou-se como um dos melhores. Foi um autêntico "gigante" nas alturas.

Pavlovic - Esteve muito bem nas tarefas defensivas mas menos bem a construir. Uma prestação regular.

Nuno Piloto - Sempre muito activo, procurou fazer a ligação entre a defesa e o ataque e imprimir velocidade ao jogo da equipa. Uma boa actuação.

Lito - Uma das suas prestações menos conseguidas nesta pré-época. Esteve ao serviço da selecção de Cabo Verde e é natural que comece a acusar algum desgaste.

Tiero - Não repetiu a exibição que realizou frente ao Beira Mar. Apesar de tudo, mostrou alguma irrequietude.

Vítor Vinha - No 1º tempo, actuou como médio esquerdo com a missão de fechar o seu flanco. No início do 2º tempo, recuou um pouco, aparecendo como falso "lateral" esquerdo. Por fim, acabou na sua posição habitual de defesa esquerdo. Em todas essas missões, cumpriu, embora sem grandes rasgos.

Gyano - Mais uma vez, pareceu mais solto. Ganhou algumas bolas nas alturas mas não teve grandes oportunidades de rematar à baliza.

Joeano - Algumas "tabelas" bem executadas, mas também não teve muitas hipóteses de mostrar a sua veia goleadora.

Sarmento - Mais uma actuação pouco conseguida. Quase não subiu e teve uma falha que poderia ter dado o empate.

Káká - Muito seguro. Destaque para um corte de cabeça, em voo rasante, a evitar o pior. Uma boa exibição.

Paulo Sérgio - Eficaz a destruir jogo, melhor que habitualmente a construir, "rubricou" uma actuação positiva.

Cris - Embora ainda pouco entrosado, teve uma boa estreia. Discreto mas com bom toque de bola, poderá, eventualmente, ser o tal médio "box to box" de que a equipa carece.

Fofana - Algumas bons apontamentos técnicos, mas nem sempre eficaz. De registar uma excelente jogada individual, que apenas pecou pela má finalização.

Miguel Pedro - Entrou para a posição de "número 10" e não esteve mal. Podia ter sentenciado o jogo mas atirou para as nuvens. Sofreu um toque no pé direito a meio da 2ª parte, ressentiu-se e acabou por ser substituído já perto do final.

Hélder Barbosa - Esteve melhor que no jogo com o Beira Mar. Voltou a mostrar que possui uma qualidade técnica acima da média, que o torna forte no 1x1. Por isso, só em falta os adversários o conseguiam travar. Falta-lhe ainda alguma velocidade para chegar ao nível do ano passado.

Vouho - Entrou e marcou um golo pleno de oportunidade. Teve também um remate forte, mas que saiu sobre a barra. É batalhador e oportuno mas nota-se que ainda está um pouco "verde".

N'Doye - Jogou apenas sete minutos. Um remate à baliza e pouco mais.

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Por motivos técnicos, não foi possível disponibilizar o vídeo com alguns momentos do jogo. Pelo sucedido, as nossas desculpas.