Imperou o bom senso: Sardinhada entre as direcções "enterra caso N'Dinga"

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Afinal, os desejos que ontém exprimimos realizaram-se. O jogo com o V. Guimarães, hoje disputado na Tocha, com cerca de 500 pessoas a assistir, decorreu dentro de um clima de civismo, não se tendo registado quaisquer incidentes dignos de registo.
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Os dirigentes de ambos os clubes assistiram ao encontro lado a lado. No final, realizou-se uma sardinhada de confraternização em que todos participaram, "enterrando", simbolicamente, o "caso N'Dinga".
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Pela minha parte, congratulo-me com este desfecho. Ao tomar esta atitude, a Briosa mostrou a sua face humanista e tolerante e terá subido uns pontos na consideração que os adeptos (civilizados) de futebol têm por ela, independentemente da cor clubista. Mais uma vez, Coimbra foi uma lição.
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A única nota negativa para as nossas cores foi mesmo o jogo em si: uma derrota por 2-0, numa partida em que os vimaranenses foram claramente superiores.
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Sob a arbitragem de João Henriques, de Coimbra, as equipas alinharam:
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Académica - Ricardo; Pedro Costa, Litos, Kaká e Vítor Vinha; Pavlovic e Paulo Sérgio; Ivanildo, Miguel Pedro e Lito; Nestor Alvarez.
Jogaram ainda: Pedro Roma,Sarmento, Berger, Orlando, Lira, Hélder Barbosa e Licá.
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V. Guimarães - Nuno Santos; Andrezinho, Danilo, Geromel e Luciano Amaral; Alan, João Alves, Flávio Meireles e Desmarets; Ghilas e Felipe.
Jogaram ainda: Nilson, Sereno, Carlitos, Targino, Tiago Ronaldo, Fajardo, Moreno, Márcio Martins, Mohma, Serginho, Mrdakovic e Rabiola.
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Marcadores: Andrezinho (41) e Ghilas (44).
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O Vitória entrou melhor e criou algumas oportunidades de golo, negadas por Ricardo. A Briosa procurou reagir, em especial por intermédio de Lito (muito activo) e Ivanildo, mas mostrou-se inofensiva no ataque.
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Perto do intervalo, em duas jogadas pelos flancos, os vimaranenses acabaram por obter os dois golos que lhes valeram o triunfo.
No primeiro, centro de Alan, na esquerda, e Andrezinho a isolar-se e a marcar. Logo de seguida, do lado oposto, cruzamento de João Alves e Ghilas, à vontade, a aumentar a contagem, perante a passividade da nossa defesa.
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Ao intervalo, os vimaranenses apresentaram outra equipa, enquanto que, na Briosa, Pedro Roma substituiu Ricardo. Posteriormente, Manuel Machado mudou toda a defesa e fez entrar Hélder Barbosa.
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Apesar dessas alterações, o cariz do jogo manteve-se. O Vitória teve várias oportunidades de aumentar a vantagem, mas Pedro Roma mostrou que está em "forma" e evitou o pior. Pelo meio, Fajardo enviou uma bola à barra.
Da Briosa, apenas a registar um remate de Lito ao poste, já perto do final.
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Enfim, uma exibição pouco auspiciosa da nossa equipa. Mas ainda estamos a começar e, face ao grande número de jogadores novos, é cedo para estarmos a exigir resultados.
Contudo, estes dois jogos da pré-época já mostraram que é essencial reforçar o ataque, com, pelo menos, mais um "ponta-de-lança". Se isso não acontecer, a nossa inoperância ofensiva poderá causar-nos alguns "amargos de boca".




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