Um novo recomeço
Estamos, assim, em presença de um novo recomeço. Mais uma vez, com todo o seu cotejo de sentimentos contraditórios entre dirigentes, técnicos, atletas, sócios e simpatizantes:desde a esperança num bom desempenho que se vai renovando de ano para ano (ao estilo "este ano é que vai ser!") ao cepticismo provocado por sucessivas desilusões ("vamos voltar a sofrer até ao fim").
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Pela minha parte, comungo de um optimismo moderado, ou seja, acredito que possamos fazer um Campeonato tranquilo, longe das aflições dos últimos anos, mas sem pretensões de qualificação para as competições europeias.
Para esse meu estado de espírito contribui o critério que presidiu às novas aquisições: jogadores maioritariamente portugueses, uns mais jovens e outros mais experientes, alguns dos quais vindos dos escalões secundários, escolhidos de acordo com as orientações do técnico Manuel Machado. Quanto aos estrangeiros, apenas foram contratados, até ao momento, o austríaco Berger e o ganês Tiero (o caboverdiano Lito é quase português).
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Claro que há ainda algumas dúvidas e indefinições que marcam a constituição do plantel. Nesse particular, a possível manutenção de jogadores dados como dispensáveis mas com contrato, por falta de acordo quanto às respectivas rescisões, constitui um revés para a nova política.
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Um problema que se coloca é a necessidade de voltar a construir uma nova equipa, já que, do plantel anterior, saíram 15 jogadores e entraram (para já) 12. Algo que leva tempo e não produz resultados a curto prazo. Além de que as aquisições são como os melões: só depois da sua abertura se vê a sua qualidade. Estando a massa associativa "escaldada" com várias temporadas de aflições, uma série de maus resultados no início poderá ter efeitos perniciosos na equipa. .
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Apesar de todos os sofrimentos, vamos para a sexta temporada consecutiva no escalão principal do futebol português, algo que já não sucedia desde o período compreendido entre 1973/74 e 1978/79. Se tudo correr bem, para o ano ultrapassaremos esse limiar.
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Entretanto, fora das "quatro linhas", teremos eleições para os corpos gerentes em Abril de 2008. Espero que as divisões entre os vários projectos para a Académica que, nessa altura, estarão, por certo, mais exacerbadas, não se reflictam negativamente na equipa. Nesse capítulo, é fundamental o papel do técnico Manuel Machado na "blindagem do balneário".
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Que, mais do que um conjunto de jogadores, tenhamos uma verdadeira EQUIPA, que, em todos os jogos, ganhando, perdendo ou empatando, "deixe a pele" no campo, são os nossos desejos para a época que agora começa. Para os novos, as nossas boas-vindas; para todos, as maiores felicidades, sinónimo de grandes alegrias para todos.




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