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  - Domingo, Agosto 26, 2007

AAC, 1 - U.Leiria, 1: "Águas equilibradas entre Mondego e Lis"


A Briosa empatou hoje com a U. Leiria, em partida disputada no ECC, que marcou a estreia da equipa em "casa" na edição 2007/2008 da BwinLiga.
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Manuel Machado dispôs a equipa num sistema de 4-4-2. Assim, à frente de Pedro Roma, Sarmento, na direita, Litos e Káká no centro e Vítor Vinha na esquerda. No "miolo" do terreno, um losango, com Paulo Sérgio a "trinco", Tiero na direita, Cris na esquerda e Lito mais adiantado, no apoio aos dois "pontas-de-lança": Joeano e Gyano.
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O 1º tempo foi jogado em ritmo lento, fruto do calor abafado que se fazia sentir.
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A Académica entrou algo nervosa, permitindo aos visitantes assenhorear-se do comando do jogo. N'Gal, na ponta direita, era um "quebra-cabeças" para Vítor Vinha, que nunca se entendeu com a sua velocidade, e levava o perigo até à área conimbricense, onde a defesa da Briosa revelava alguma atrapalhação.
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A Briosa só sacudiu a pressão por volta do quarto de hora. Aos 19 minutos, Tiero, "do meio da rua", rematou forte mas a bola passou um pouco acima da trave da baliza de Fernando. Foi a única oportunidade dos "all blacks" na etapa inicial.
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Com a partida equilibrada, surge, aos 28 minutos, o "momento do jogo": Litos tem uma entrada duríssima sobre Cadú e vê o "vermelho" directo. Uma atitude incompreensível de um jogador com muitos anos de futebol, que prejudicou em muito a equipa.
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O técnico academista sacrificou Gyano e fez entrar Berger para o lugar do colega expulso.
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Em inferioridade numérica, a Briosa "encolheu-se" e permitiu que o adversário tomasse conta do jogo. Os leirienses lançaram-se abertamente ao ataque e só duas excelentes intervenções de Pedro Roma evitaram o pior.
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O 2º tempo começou praticamente com o golo da U.Leiria. Mais uma vez N'Gal a fugir pela direita e Vítor Vinha "sem pernas" para o acompanhar. O camaronês foi à linha de fundo, internou-se e centrou atrasado para o interior da área, onde João Paulo, sem oposição, rematou com êxito.
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De imediato, Manuel Machado trocou Tiero por Hélder Barbosa e desviou Lito para a ala esquerda.
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Contudo, a equipa acusou o tento sofrido e não conseguia encontrar-se. Nada saía bem e os visitantes mostravam-se donos e senhores da partida. Perto da hora de jogo, Paulo César e N'Gal não conseguiram aproveitar uma hesitação do guardião academista para aumentar a vantagem. Os "all blacks" pareciam à beira do KO.
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Mas tudo iria mudar em breve. Após magnífica abertura de Hélder Barbosa, Lito, na esquerda, driblou um adversário e rematou forte para grande defesa de Fernando.
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Na sequência do "canto", a bola sobrou para Berger, que procurou centrar. Hugo Costa meteu a mão à bola e o árbitro, bem colocado, assinalou a grande penalidade e expulsou o jogador visitante, que já vira o "amarelo" na 1ª parte. Na transformação, JOEANO rematou rasteiro, forte e colocado para o lado esquerdo de Fernando, sem hipóteses para este, que ainda adivinhou o lado.
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A partir daqui, com a igualdade reposta (tanto no resultado como em número de jogadores), a partida transfigurou-se para melhor. Com mais espaço para jogar e com menos calor, o encontro tornou-se mais rápido. Por seu turno, com Hélder Barbosa e Lito nas alas, a Briosa passou a flanquear mais o seu o jogo e a procurar mais a vitória. Ao invés, os leirienses pareceram satisfeitos com o empate.
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Contudo, enquanto os "all blacks", apesar da sua maior produção, não conseguiam criar grandes oportunidades, os homens do Lis dispuseram de duas grandes ocasiões: logo a seguir ao golo da igualdade, Laranjeiro, na transformação de um "livre" directo, obrigou Pedro Roma à defesa da tarde; a oito minutos do final, na sequência de um "canto", Bruno Miguel atirou à barra da baliza academista.
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Em resumo, uma partida em que a Briosa mostrou duas "caras": na primeira hora, a exibição mostrou muitas falhas, a suscitar preocupação aos adeptos; na meia hora final, a equipa esteve melhor, mostrou outra atitude e outras potencialidades. Mas nota-se que há ainda muitas "arestas a limar". Face ao que se passou no terreno do jogo, o resultado pode considerar-se justo.
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O árbitro Jorge Sousa tinha contra si a memória do Académica-Naval de há dois anos. Do ponto de vista técnico, esteve bem (à excepção de um "fora-de-jogo" mal assinalado a Lito pelo seu auxiliar do lado poente), mas voltou a falhar no capítulo disciplinar: se a expulsão de Litos parece justa, a verdade é que, três minutos depois, Hugo Costa teve uma entrada semelhante e apenas viu o "amarelo". Uma dualidade de critério que não se entende.
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Sob a arbitragem de Jorge Sousa, do Porto, as equipas alinharam:
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Académica - Pedro Roma; Sarmento, Litos, Káká e Vítor Vinha (Pavlovic, 67); Paulo Sérgio; Tiero (Hélder Barbosa, 48) e Cris; Lito; Gyano (Berger, 30) e Joeano.
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U.Leiria - Fernando; Éder, Hugo Costa, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Faria (Toñito, 46), Tiago e Cadú; N'Gal, João Paulo (Sougou, 55) e Paulo César (Bruno Miguel, 64).
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Marcadores: Joeano (62 g.p.), pela Académica; João Paulo (47), pela U.Leiria.
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Disciplina: Cartões amarelos a Faria (18), Hugo Costa (31) e Toñito (85). Cartões vermelhos a Litos (28) e Hugo Costa (62, por duplo "amarelo).
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Realizou algumas intervenções de bom nível, evitando que os leirienses inaugurassem o marcador mais cedo. Grande estirada no "livre" de Laranjeiro. Duas falhas na 2ª parte, provavelmente encandeado pelo Sol.
Sarmento (3) - No 1º tempo, pouco se viu. Na 2ª parte, procurou subir pelo seu corredor e criou alguns desequilíbrios mas foi um desastre a centrar. Só lhe atribuímos nota positiva porque não comprometeu.
Litos (0) - Já em Alvalade terá escapado por pouco à expulsão. Agora, protagoniza atitude idêntica "nas barbas" do árbitro. A um jogador com a sua esperiência é algo que não se desculpa. Condicionou gravemente a equipa.
Káká (3) - Globalmente, protagonizou uma actuação positiva. Porém, tal como o ano passado, continua a cometer algumas falhas que se podem revelar comprometedoras.
Vítor Vinha (1) - Nunca o tínhamos visto jogar tão mal. N'Gal fez dele "gato-sapato" e pelo seu flanco nasceram as jogadas mais perigosas da U.Leiria, uma das quais resultou em golo. No apoio ofensivo, não existiu. Acabou por sair lesionado.
Paulo Sérgio (4) - Um verdadeiro "pronto-socorro". Evitou que os leirienses chegassem mais vezes à nossa baliza, em especial no período de maior desnorte da equipa. Mostrou, igualmente, progressos na fase de construção. Grande constância exibicional.
Tiero (3) - É certo que foi dele o único remate digno desse nome na 1ª parte, mas esteve bastante discreto, não se mostrando capaz de criar desequilíbrios. Bem substituído após o golo leiriense.
Cris (4) - Uma excelente exibição. Demonstrou uma grande visão de jogo e uma enorme capacidade técnica, tanto a atacar como a defender. Acabou a "lateral" esquerdo e esteve melhor que Vítor Vinha. O melhor da Briosa.
Lito (4) - No 1º tempo, pareceu algo desadaptado à sua posição no centro, atrás dos "pontas-de-lança". Na etapa complementar, quando derivou para o flanco esquerdo, subiu enormemente de rendimento. Foi ele o maior criador de desequilíbrios, tendo causado imensas dificuldades aos defesas leirienses.
Joeano (3) - Marcou o "penalty" que deu o empate mas não realizou uma boa exibição. Parece demasiado pesado e, por isso, algo lento e pouco expedito.
Gyano (2) - Esteve apenas 30 minutos em campo devido à expulsão de Litos. Mostrou-se voluntarioso, mas pouco apoiado.
Berger (4) - Entrou após a expulsão de Litos e realizou uma boa exibição. Mostrou serenidade e excelente sentido posicional. Apenas falhou no lance do golo, onde foi lento a ir à dobra.
Hélder Barbosa (3) - Mostrou, em alguns lances, que possui uma dimensão futebolística acima da média. A sua entrada contribuiu muito para a transfiguração da equipa na última meia hora. Contudo, revelou, por vezes, algum individualismo em excesso, que levaram a perdas de bola inglórias.
Pavlovic (2) - Entrou a meio da 2ª parte, quando Vítor Vinha se lesionou. Não comprometeu mas mostrou-se pouco influente no jogo da equipa.