AAC, 1 - P.Ferreira, 0: Nove meses depois, "Dr." Domingos fez "parir" a vitória...com Paciência
Exactamente nove meses depois do último triunfo, a Académica voltou a vencer uma partida oficial disputada no ECC. Domingos Paciência, o novo técnico da Briosa, não podia ter melhor estreia..
Em relação à equipa que iniciou o encontro na Madeira, frente ao Marítimo, foram muitas as alterações verificadas, podendo falar-se de uma verdadeira "revolução". Assim, na defesa, apenas se manteve Káká, surgindo Pedro Costa, Orlando e Vítor Vinha nos lugares de Sarmento, Berger e Cris, respectivamente. No meio-campo, Pavlovic não foi convocado, aparecendo Tiero no "onze" inicial. Também Lito e Hélder Barbosa foram preteridos em favor de Miguel Pedro e Ivanildo.
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Os "all blacks" alinharam num sistema de 4-2-3-1, com Pedro Costa na "lateral" direita, Orlando e Káká no meio e Vítor Vinha a defesa-esquerdo. No meio-campo, Tiero e Paulo Sérgio eram os "trincos", enquanto que, mais à frente, Miguel Pedro fazia de "número 10", enquanto os alas Fofana e Ivanildo trocavam constantemente de flanco. Na frente, solitário, o marfinense Vouho.
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Os primeiros momentos prometeram. Logo aos três minutos, Ivanildo, na transformação de um "livre" directo na zona frontal à baliza pacense, fez a bola passar pouco acima da barra.
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Na resposta, na sequência de um "livre" marcado por Fernando Pilar, a bola sobrevoou a área conimbricense, a defesa da Académica não foi lesta a aliviar a bola, valendo a intervenção de Pedro Roma a deter o remate de Márcio Carioca.
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Mas foram mesmo só promessas. A 1ª parte constituiu um mau espectáculo de futebol, com muitos passes falhados de parte a parte e quase sem oportunidades de golo. Basta dizer que só aos 35 minutos um remate forte de meia-distância, da autoria de Tiero, que passou muito perto da trave de Peçanha, quebrou a monotonia.
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É certo que a Briosa pressionou mais do que era usual no tempo de Manuel Machado, mas continuava a mostrar a mesma falta de soluções atacantes perante um adversário que se mantinha na expectativa. Por isso, aceitava-se o nulo verificado ao intervalo.
.No recomeço, o cariz da partida parecia manter-se. Até que Domingos Paciência "perdeu a dita" e resolveu mexer na equipa: primeiro, retirou o apagado Vouho e fez entrar Joeano; depois, fez sair Ivanildo (que, momentos antes, havia proporcionado uma boa defesa ao guardião do Paços) e colocou em campo Hélder Barbosa.
.Com estas alterações, os "all blacks" começaram a mostrar uma maior vivacidade atacante e a acercar-se com mais perigo da área adversária.
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Aos 67 minutos, registou-se um grande momento de futebol. Na meia-direita do ataque academista, Hélder Barbosa bateu um "livre" directamente, em arco. A bola dirigia-se para o ângulo superior direito da baliza de Peçanha, mas o guardião pacense evitou o golo, com um magnífica defesa para "canto".
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Pouco depois, Cris rendeu Miguel Pedro. A Briosa ia empurrando os "castores" para trás mas não conseguiu alvejar as redes contrárias.
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Até que, aos 86 minutos, "soltou-se o génio": HÉLDER BARBOSA ganhou uma bola no centro do terreno, foi mais rápido que dois adversários, entrou na área e "driblou" Peçanha, estatelando-se de seguida. Num ápice, levantou-se, virou-se e rematou com êxito, colocando o ECC em delírio.
.Os visitantes ainda vieram para a frente, num último fôlego, mas a Briosa segurou a vantagem até ao apito final.
.Em resumo, um triunfo certo da Académica, que mostrou já outra atitude. Domingos Paciência teve uma estreia feliz e esteve muito bem nas substituições. Esperemos qua assim continue. Apesar de tudo, há ainda muito trabalho a fazer ao nível da "afinação" do conjunto. E, a não ser por questões de ordem física, Hélder Barbosa tem lugar "de caras" nesta equipa.
.Num jogo sem problemas, Pedro Proença realizou um trabalho razoável. Contudo, na parte final, cometeu alguns erros no julgamento de algumas faltas, normalmente com prejuízo para as nossas cores.
.Sob a arbitragem de Pedro Proença, do CA de Lisboa, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Tiero e Paulo Sérgio; Fofana, Miguel Pedro (Cris, 70) e Ivanildo (Hélder Barbosa, 60); Vouho (Joeano, 54).
.Paços de Ferreira - Peçanha; Mangualde, Luís Carlos, Rovérsio e Chico Silva (Ferreira, 83); Filipe Anunciação; Fernando Pilar, Dédé, Edson e Cristiano (Renato Queirós, 71); Márcio Carioca (Ricardinho, 50).
.Marcador: Hélder Barbosa (86).
.Disciplina: Cartões amarelos a Miguel Pedro (69) e Vítor Vinha (90+1); Filipe Anunciação (11).
.Assistência: 5222 espectadores.
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Uma grande defesa por instinto logo aos 4 minutos, a evitar o golo adversário. A partir daí, tarde tranquila.
Pedro Costa (3) - Teve uma actuação regular, seguro a defender, apenas com uma desatenção já nos instantes finais que podia ter comprometido. Não arriscou muito no apoio ao ataque.
Orlando (3) - Depois de um começo algo hesitante, impôs-se no centro da defesa. Não é muito dotado tecnicamente mas é eficaz a "varrer" a área.
Káká (4) - Uma actuação bem conseguida. Mostrou-se sempre bastante rápido e seguro. Cortou várias jogadas perigosas dos pacenses.
Vítor Vinha (3) - Esteve melhor que nos últimos jogos, pelo menos no capítulo defensivo. Continua a mostrar-se pouco eficaz no apoio ao ataque.
Tiero (3) - Uma actuação muito razoável do ganês. Falhou alguns passes mas foram dele os únicos remates à baliza adversária no 1º tempo. A espaços, mostrou pormenores técnicos interessantes. No final, quebrou fisicamente.
Paulo Sérgio (4) - Foi o "muro" habitual. Deu enorme força ao meio-campo, sendo responsável pelo fraco desempenho ofensivo dos pacenses. Se melhorasse no capítulo do passe, seria um grande jogador.
Fofana (3) - Realizou uma exibição positiva. Mostrou boas capacidades técnicas e deu alguma largura ao jogo da equipa.
Miguel Pedro (3) - Voltou a ser colocado no centro do "miolo" mas nem sempre mostrou a clarividência necessária para fazer essa posição. Nota positiva pelo esforço.
Ivanildo (3) - Teve algum protagonismo no início, embora nem sempre as suas movimentações tenham sido as melhores. Depois, o seu rendimento foi decaindo, mas, ironicamente, acabou substituído depois de uma boa iniciativa, culminada com um remate defendido com dificuldade pelo guardião pacense.
Vouho (2) - Isolado na frente de ataque, nunca conseguiu libertar-se das marcações a que foi sujeito. Pouco antes de sair, falhou a emenda a um cruzamento.
Joeano (3) - Está longe da melhor "forma". Contudo, a sua entrada deu outra vivacidade ofensiva ao conjunto, pois as suas movimentações permitiram abrir mais espaços na frente de ataque.
Hélder Barbosa (5) - Entrou e, de imediato, a equipa transfigurou-se para melhor, em especial no capítulo da acutilância atacante. Marcou um "livre" de forma magistral e só a atenção e os reflexos de Peçanha impediram que a bola entrasse. Por fim, a "cereja no bolo": uma jogada soberba, plena de técnica, de força e de crença. Sem qualquer dúvida, o melhor da Briosa.
Cris (3) - A sua entrada refrescou o meio-campo e deu mais força à equipa.




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