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  - Domingo, Setembro 16, 2007

AAC, 1 - P.Ferreira, 0: Nove meses depois, "Dr." Domingos fez "parir" a vitória...com Paciência

Exactamente nove meses depois do último triunfo, a Académica voltou a vencer uma partida oficial disputada no ECC. Domingos Paciência, o novo técnico da Briosa, não podia ter melhor estreia.
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Em relação à equipa que iniciou o encontro na Madeira, frente ao Marítimo, foram muitas as alterações verificadas, podendo falar-se de uma verdadeira "revolução". Assim, na defesa, apenas se manteve Káká, surgindo Pedro Costa, Orlando e Vítor Vinha nos lugares de Sarmento, Berger e Cris, respectivamente. No meio-campo, Pavlovic não foi convocado, aparecendo Tiero no "onze" inicial. Também Lito e Hélder Barbosa foram preteridos em favor de Miguel Pedro e Ivanildo.
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Os "all blacks" alinharam num sistema de 4-2-3-1, com Pedro Costa na "lateral" direita, Orlando e Káká no meio e Vítor Vinha a defesa-esquerdo. No meio-campo, Tiero e Paulo Sérgio eram os "trincos", enquanto que, mais à frente, Miguel Pedro fazia de "número 10", enquanto os alas Fofana e Ivanildo trocavam constantemente de flanco. Na frente, solitário, o marfinense Vouho.
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Os primeiros momentos prometeram. Logo aos três minutos, Ivanildo, na transformação de um "livre" directo na zona frontal à baliza pacense, fez a bola passar pouco acima da barra.
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Na resposta, na sequência de um "livre" marcado por Fernando Pilar, a bola sobrevoou a área conimbricense, a defesa da Académica não foi lesta a aliviar a bola, valendo a intervenção de Pedro Roma a deter o remate de Márcio Carioca.
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Mas foram mesmo só promessas. A 1ª parte constituiu um mau espectáculo de futebol, com muitos passes falhados de parte a parte e quase sem oportunidades de golo. Basta dizer que só aos 35 minutos um remate forte de meia-distância, da autoria de Tiero, que passou muito perto da trave de Peçanha, quebrou a monotonia.
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É certo que a Briosa pressionou mais do que era usual no tempo de Manuel Machado, mas continuava a mostrar a mesma falta de soluções atacantes perante um adversário que se mantinha na expectativa. Por isso, aceitava-se o nulo verificado ao intervalo.
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No recomeço, o cariz da partida parecia manter-se. Até que Domingos Paciência "perdeu a dita" e resolveu mexer na equipa: primeiro, retirou o apagado Vouho e fez entrar Joeano; depois, fez sair Ivanildo (que, momentos antes, havia proporcionado uma boa defesa ao guardião do Paços) e colocou em campo Hélder Barbosa.
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Com estas alterações, os "all blacks" começaram a mostrar uma maior vivacidade atacante e a acercar-se com mais perigo da área adversária.
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Aos 67 minutos, registou-se um grande momento de futebol. Na meia-direita do ataque academista, Hélder Barbosa bateu um "livre" directamente, em arco. A bola dirigia-se para o ângulo superior direito da baliza de Peçanha, mas o guardião pacense evitou o golo, com um magnífica defesa para "canto".
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Pouco depois, Cris rendeu Miguel Pedro. A Briosa ia empurrando os "castores" para trás mas não conseguiu alvejar as redes contrárias.
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Até que, aos 86 minutos, "soltou-se o génio": HÉLDER BARBOSA ganhou uma bola no centro do terreno, foi mais rápido que dois adversários, entrou na área e "driblou" Peçanha, estatelando-se de seguida. Num ápice, levantou-se, virou-se e rematou com êxito, colocando o ECC em delírio.
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Os visitantes ainda vieram para a frente, num último fôlego, mas a Briosa segurou a vantagem até ao apito final.
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Em resumo, um triunfo certo da Académica, que mostrou já outra atitude. Domingos Paciência teve uma estreia feliz e esteve muito bem nas substituições. Esperemos qua assim continue. Apesar de tudo, há ainda muito trabalho a fazer ao nível da "afinação" do conjunto. E, a não ser por questões de ordem física, Hélder Barbosa tem lugar "de caras" nesta equipa.
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Num jogo sem problemas, Pedro Proença realizou um trabalho razoável. Contudo, na parte final, cometeu alguns erros no julgamento de algumas faltas, normalmente com prejuízo para as nossas cores.
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Sob a arbitragem de Pedro Proença, do CA de Lisboa, as equipas alinharam:



Académica - Pedro Roma; Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Tiero e Paulo Sérgio; Fofana, Miguel Pedro (Cris, 70) e Ivanildo (Hélder Barbosa, 60); Vouho (Joeano, 54).
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Paços de Ferreira - Peçanha; Mangualde, Luís Carlos, Rovérsio e Chico Silva (Ferreira, 83); Filipe Anunciação; Fernando Pilar, Dédé, Edson e Cristiano (Renato Queirós, 71); Márcio Carioca (Ricardinho, 50).
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Marcador: Hélder Barbosa (86).
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Disciplina: Cartões amarelos a Miguel Pedro (69) e Vítor Vinha (90+1); Filipe Anunciação (11).
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Assistência: 5222 espectadores.
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Os "pretos", um a um:
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Pedro Roma (4) - Uma grande defesa por instinto logo aos 4 minutos, a evitar o golo adversário. A partir daí, tarde tranquila.


Pedro Costa (3) - Teve uma actuação regular, seguro a defender, apenas com uma desatenção já nos instantes finais que podia ter comprometido. Não arriscou muito no apoio ao ataque.


Orlando (3) - Depois de um começo algo hesitante, impôs-se no centro da defesa. Não é muito dotado tecnicamente mas é eficaz a "varrer" a área.


Káká (4) - Uma actuação bem conseguida. Mostrou-se sempre bastante rápido e seguro. Cortou várias jogadas perigosas dos pacenses.


Vítor Vinha (3) - Esteve melhor que nos últimos jogos, pelo menos no capítulo defensivo. Continua a mostrar-se pouco eficaz no apoio ao ataque.


Tiero (3) - Uma actuação muito razoável do ganês. Falhou alguns passes mas foram dele os únicos remates à baliza adversária no 1º tempo. A espaços, mostrou pormenores técnicos interessantes. No final, quebrou fisicamente.


Paulo Sérgio (4) - Foi o "muro" habitual. Deu enorme força ao meio-campo, sendo responsável pelo fraco desempenho ofensivo dos pacenses. Se melhorasse no capítulo do passe, seria um grande jogador.


Fofana (3) - Realizou uma exibição positiva. Mostrou boas capacidades técnicas e deu alguma largura ao jogo da equipa.


Miguel Pedro (3) - Voltou a ser colocado no centro do "miolo" mas nem sempre mostrou a clarividência necessária para fazer essa posição. Nota positiva pelo esforço.


Ivanildo (3) - Teve algum protagonismo no início, embora nem sempre as suas movimentações tenham sido as melhores. Depois, o seu rendimento foi decaindo, mas, ironicamente, acabou substituído depois de uma boa iniciativa, culminada com um remate defendido com dificuldade pelo guardião pacense.


Vouho (2) - Isolado na frente de ataque, nunca conseguiu libertar-se das marcações a que foi sujeito. Pouco antes de sair, falhou a emenda a um cruzamento.


Joeano (3) - Está longe da melhor "forma". Contudo, a sua entrada deu outra vivacidade ofensiva ao conjunto, pois as suas movimentações permitiram abrir mais espaços na frente de ataque.


Hélder Barbosa (5) - Entrou e, de imediato, a equipa transfigurou-se para melhor, em especial no capítulo da acutilância atacante. Marcou um "livre" de forma magistral e só a atenção e os reflexos de Peçanha impediram que a bola entrasse. Por fim, a "cereja no bolo": uma jogada soberba, plena de técnica, de força e de crença. Sem qualquer dúvida, o melhor da Briosa.


Cris (3) - A sua entrada refrescou o meio-campo e deu mais força à equipa.