AAC, 0 - FC Porto, 1: "Estudantes briosos sucumbem a baforada de dragão"


A Briosa foi hoje derrotada pelo FC Porto, em partida disputada esta noite no ECC. Foi o primeiro desaire "caseiro" nesta edição da Bwin Liga e também a estreia a perder do treinador Domingos Paciência desde que chegou a Coimbra.
Relativamente ao "onze" que iniciou o jogo frente ao Leixões, registaram-se as entradas de Pavlovic, Litos, Ivanildo e Joeano, nos lugares do lesionado Paulo Sérgio, Vítor Vinha, Cris e Hélder Barbosa.
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O técnico academista voltou a montar a equipa no habitual 4-2-3-1 mas com uma surpreendente alteração no quarteto defensivo, onde Orlando surgiu a "lateral" direito, Litos e Káká formaram a "dupla" de "centrais", enquanto que Pedro Costa foi deslocado para o lado esquerdo. No meio-campo, Pavlovic e N'Doye a "trincos"; Ivanildo no centro, Miguel Pedro e Lito nas alas; na frente, o solitário Joeano.
O técnico academista voltou a montar a equipa no habitual 4-2-3-1 mas com uma surpreendente alteração no quarteto defensivo, onde Orlando surgiu a "lateral" direito, Litos e Káká formaram a "dupla" de "centrais", enquanto que Pedro Costa foi deslocado para o lado esquerdo. No meio-campo, Pavlovic e N'Doye a "trincos"; Ivanildo no centro, Miguel Pedro e Lito nas alas; na frente, o solitário Joeano.
Nos primeiros momentos, a Briosa surgiu algo tímida e os portistas tomaram conta do jogo.
Logo aos seis minutos, Lucho desmarcou Quaresma na esquerda e só a intervenção de Pedro Roma evitou o pior.
A Académica respondeu pouco depois, num contra-ataque conduzido por Ivanildo. Este serviu Joeano, que rematou cruzado mas ao lado das redes de Helton.
Contudo, a pressão dos "dragões" intensificava-se e, à passagem do 20º minuto, após uma insistência de Quaresma pela esquerda, Tarik, de baliza aberta, fez o mais difícil: atirou torto, por alto e ao lado.
Aos 28 minutos, o lance que decidiu o jogo: a bola é lançada para a área da Briosa para a desmarcação de Quaresma e N'Doye, que ia em sua perseguição, desequilibra-se e empurra o adversário pelas costas. O árbitro assistente levanta a bandeirola e Elmano Santos, após conferenciar com o seu auxiliar, aponta para a marca de penalti, apesar dos protestos dos nossos jogadores. Na transformação, Lucho, com um remate seco e colocado, bateu Pedro Roma.
Pouco depois, Ivanildo, ligeiramente tocado, foi rendido por Hélder Barbosa, passando Miguel Pedro para a zona central do "miolo".
Depois de um período de alguma desorientação, os "all blacks" reagiram, mas, até ao intervalo, assistiu-se a um período algo incaracterístico, com muitas disputas a meio-campo e a bola longe das balizas.
Dois minutos após o recomeço, o FC Porto podia ter aumentado a vantagem quando Lucho, após ultrapassar os "centrais" academistas, surgiu isolado frente a Pedro Roma. Valeu mais uma vez o guardião da Briosa, que, com a ponta dos dedos, desviou para "canto".
Após este susto, a Académica surgiu mais atrevida e procurou chegar com mais frequência à baliza contrária. Aos 58 minutos, grande momento de Joeano, que, com um pontapé acrobático, fez o esférico passar a poucos centínetros das redes de Helton.
O ponta-de-lança academista voltou a protagonizar um lance semelhante ao minuto 74, mas, dessa vez, a bola saiu por cima da barra.
Daí até final, os "all blacks" tiveram a iniciativa do jogo, enquanto que os "azuis e brancos", desgastados pelo encontro de Istambul, se limitaram a segurar a vantagem. Nesta fase, faltou à nossa equipa um pouco mais de velocidade e uma melhor ligação entre o meio-campo e o ataque, que libertasse mais Joeano, sempre inconformado mas muito só.
Enfim, uma exibição agradável da Briosa perante o actual campeão nacional mas à qual faltou agressividade atacante para apoquentar um "dragão" que até nem fez uma exibição por aí além.
Num jogo correcto, Elmano Santos realizou um trabalho razoável, embora com o "pecado" habitual da arbitragem portuguesa: na dúvida, pró grande. No lance da grande penalidade, ficámos com algumas dúvidas no Estádio. Porém, as imagens televisivas mostram que a falta, apesar de escusada, existe. E, quando assim é...
Sob a arbitragem de Elmano Santos, do C.A. da Madeira, as equipas alinharam:
Académica - Pedro Roma; Orlando, Litos, Káká e Pedro Costa; Pavlovic (Tiero, 72) e N'Doye; Miguel Pedro (Vouho, 83), Ivanildo (Hélder Barbosa, 30) e Lito; Joeano.
FC Porto - Helton; Bosingwa (Marek Ceck, 33), Bruno Alves, Stepanov e Fucile; Paulo Assunção e Raul Meireles; Tarik (Leandro Lima, 53), Lucho e Quaresma (Adriano, 78); Lisandro Lopez.
Marcador: Lucho (28 g.p.)
Disciplina: Cartão amarelo a Stepanov (35).
Assistência: 8627 espectadores
Os pretos um a um:
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Pedro Roma (3) - Teve talvez o jogo mais tranquilo desta época. Sofreu o golo de penalty e evitou ainda um golo de Lucho. De resto, exibição segura e sem ser chamado a intervenções.
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Kaká (4) - Seguríssimo, anulou um dos jogadores em melhor forma no campeonato. Tentou ainda levar a equipa para o ataque no final da segunda parte e tem um corte providencial que cortou um contra-ataque perigoso do Porto.
Litos (3) - Igualmente seguro no eixo da defesa, pecou pela lentidão que deixou em jogo os jogadores portistas por diversas vezes. Entre Orlando e Litos, teremos uma luta acesa pela titularidade uma vez que o brasileiro Kaká parece intocável.
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Kaká (4) - Seguríssimo, anulou um dos jogadores em melhor forma no campeonato. Tentou ainda levar a equipa para o ataque no final da segunda parte e tem um corte providencial que cortou um contra-ataque perigoso do Porto.
Litos (3) - Igualmente seguro no eixo da defesa, pecou pela lentidão que deixou em jogo os jogadores portistas por diversas vezes. Entre Orlando e Litos, teremos uma luta acesa pela titularidade uma vez que o brasileiro Kaká parece intocável.
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Orlando (3) - Foi-lhe pedido a missão mais difícil do jogo, anular Quaresma a jogar a defesa direito. Por certo não é a sua posição mas a verdade é que, dentro dos seus limites, esteve bem e evitou várias investidas do extremo português.
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Pedro Costa (4) - Com tantas dores de cabeça que temos tido nos últimos anos, parece que se encontrou um bom defesa direito para a Académica. Hoje alinhou pela esquerda e foi dos melhores da Briosa. Subiu pelo seu corredor e quando solicitado não hesitou em usar o seu pior pé, quer em cruzamentos bem medidos, quer em passes em velocidade.
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Pavlovic (3) - De regresso ao onze inicial funcionou como médio meramente defensivo. Destruiu bem o jogo adversário mas já nos habituamos ao Paulo Sérgio ou Cris no que toca a sair a jogar com a bola.
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Ivanildo (2) - Mereceu um lugar depois do dinamismo que trouxe à equipa no jogo com o Leixões. Não entrou bem e acabou por sair tocado aos 30 minutos.
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N'Doye (4) - Um dos melhores jogadores da Académica esta noite. Foi ele que tentou empurrar a equipa para a frente e dá uma força enorme ao meio campo. Não teve medo de tentar o remate e por pouco ia impressionando Helton. No entanto, tem falhas de atenção que podem comprometer o jogo. Falhou passes onde não se pode falhar e no lance do penalty, embora involuntariamente, foi ele o responsável.
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Miguel Pedro (3) - Não fez um grande jogo mas ainda assim foi dificil tirar-lhe a bola. Batalhou por ganhar espaço e acabou por sair lesionado depois de um esforço por evitar que a bola saísse.
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Miguel Pedro (3) - Não fez um grande jogo mas ainda assim foi dificil tirar-lhe a bola. Batalhou por ganhar espaço e acabou por sair lesionado depois de um esforço por evitar que a bola saísse.
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Lito (3) - Não se deu pela sua velocidade e passou ao lado do jogo. Todos sabíamos que era difícil, mas ainda assim fica a sensação que podia ter dado mais.
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Joeano (4) - Está-se a tornar no Joeano que todos queremos. Mais batalhador, mais rápido e parece nunca se cansar. Tentou por duas vezes um grande golo mas em ambas as oportunidades a bola saiu ao lado. Dá-nos esperança para mostrar o goleador que é, o melhor da Briosa.
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Hélder Barbosa (3) - Tem magia nos pés e uma criatividade ao nível dos melhores. Entrou na primeira parte e foi protagonista nos melhores lances da Académica. No entanto, falhou por várias vezes as transições.
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Tiero (2) - Entrou para dar mais poder ofensivo já na parte final do jogo. Não conseguiu, mais oportunidades surgirão.
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Vouhou (-) - Pouco tempo para tentar o que quer que seja.
Crónica do jogo por Jorge Martins e análise aos jogadores de Francisco Martinho.



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