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  - Domingo, Novembro 04, 2007

AAC, 3 - Estª. Amadora, 3: Erros próprios e adversário "reforçado" estragam "obra-prima" de Lito




A Briosa perdeu hoje uma grande oportunidade para subir na tabela classificativa, ao empatar a três bolas com o Estrela da Amadora em partida disputada no ECC, na qual chegou a dispor de uma vantagem de dois golos.
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Relativamente à equipa que iniciou o jogo no Restelo, apenas uma alteração: a saída de Cris e a entrada de Tiero.
Ao contrário do habitual 4-2-3-1, Domingos Paciência dispôs a equipa num 4-3-3 clássico, com Nuno Piloto à direita, Orlando e Káká ao centro e Pedro Costa à esquerda no quarteto defensivo. No "miolo", Pavlovic surgiu à frente dos defesas e Tiero e N’Doye mais adiantados, formando um triângulo. Os alas Miguel Pedro e Lito apareciam mais adiantados, mantendo-se Joeano como ponta-de-lança solitário.
A ideia era dar maior acutilância atacante à equipa, num jogo que era importante vencer. Porém, se esse objectivo foi conseguido, teve também o efeito perverso de reduzir a sua consistência defensiva, algo que foi visível desde os primeiros momentos.
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O início do jogo foi electrizante, com o “sinal mais” a pertencer aos visitantes. Logo no segundo minuto, Yoni isolou-se e, ante a saída de Pedro Roma, fez-lhe um “chapéu” que só não deu golo porque Orlando, de cabeça, interceptou a bola e cedeu “canto”. Na sequência deste, Jeremiah cabeceou à trave.
A Académica respondeu logo na jogada seguinte, com Lito a rematar de forma acrobática rente ao poste direito da baliza amadorense.
Ao quarto de hora, Joeano, com um excelente golpe de cabeça, obriga Nelson à defesa da tarde.
Reagiu o Estrela que, aos 23 minutos, podia ter marcado. Tiero perdeu a bola em zona proibida, permitindo que Marco Paulo se isolasse na meia esquerda do seu ataque. O jogador “estrelista” entrou na área mas o seu remate embateu no poste direito da baliza academista.
Na resposta, a Briosa inaugurou o marcador. Grande abertura de Pavlovic a desmarcar LITO, que aproveitou a hesitação da defesa amadorense para se isolar e bater Nelson, que saíra ao seu encontro. A bola passou por baixo do corpo do guardião visitante e entrou lentamente no canto inferior direito da sua baliza.
Após o golo, os “all blacks” melhoraram a produção. Contudo, os “tricolores” não desistiram e, aos 36 minutos, acabaram por repor a igualdade: incursão de Rui Duarte pelo flanco direito, a que correspondeu o “central” Maurício à entrada da área com um excelente golpe de cabeça, a fazer anichar o esférico no canto esquerdo das redes de Pedro Roma.
A equipa sentiu o golo e pareceu algo perturbada. Até ao intervalo, apenas há a registar um remate fortíssimo de Tiero, de meia-distância, que quase surpreendia Nelson.
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No reatamento, o técnico academista fez sair o ganês e entrar Hélder Barbosa, passando Miguel Pedro para o centro do “miolo”.

E, dois minutos após o reatamento, a Académica voltou a colocar-se na frente do marcador. Hélder Barbosa marcou um “livre” no lado direito e LITO, oportuno, a aparecer na pequena área onde, com um toque subtil, desviou a bola do alcance de Nelson.
O jogo entrou, então, numa toada menos agradável, mas era a Briosa que controlava as operações.
Aos 58 minutos, grande jogada de Lito, que entregou a bola a Miguel Pedro, que fugia pelo lado direito. Este foi à linha, centrou atrasado para o “coração” da área visitante, onde o mesmo LITO, na passada, bateu facilmente Nelson.
Tudo corria bem aos “all blacks”, que pareciam ter a vitória no “bolso”. Puro engano.
Três minutos depois, entrou em acção o “Reforço” dos “tricolores”: depois do árbitro não marcar um “canto” a favor da Académica e deixar passar em claro uma falta de um jogador do Estrela, Anselmo vai ganhando sucessivos ressaltos, a defesa da Briosa hesita e o avançado visitante, isolado frente a Pedro Roma, reduz a diferença. Na sequência dos protestos que se seguiram, Pavlovic viu o “amarelo”.
Pouco depois, deu-se a entrada de Paulo Sérgio e a saída de Miguel Pedro. Assim, a Briosa voltou ao 4-2-3-1, com o objectivo de equilibrar defensivamente a equipa.
Apesar de tudo, os conimbricenses jogavam melhor e tiveram várias oportunidades para sentenciar a partida. Nesse aspecto, N’Doye, quase sempre com a "alça levantada", esteve especialmente perdulário.
Com o aproximar do final da partida, a Briosa recuou no terreno e o Estrela voltou a mostrar-se mais perigoso. Até que, a dois minutos do fim, um “balde de água fria” abateu-se sobre o ECC. Na sequência de um “livre” marcado por Mateus no lado esquerdo do nosso meio-campo, a bola foi bombeada para a área, a defesa foi lenta a tentar colocar os adversários fora-de-jogo, Pedro Roma hesitou na saída e Wagnão, à vontade, cabeceou vitoriosamente.
Pouco depois, o jogo terminou, deixando um sentimento de frustração nos adeptos academistas.
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Em resumo, uma partida muito agradável de seguir, jogada sempre em bom ritmo e com ambas as equipas constantemente à procura do golo. Infelizmente, os conimbricenses ”tiveram o pássaro na mão e deixaram-no fugir”. Ao contrário de outros jogos, hoje não falhámos no capítulo ofensivo mas falhámos rotundamente na defesa.
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A arbitragem de Luís Reforço teve duas “caras”: excelente na 1ª parte, onde quase não se deu por ele; péssima na etapa complementar, quando quis ser protagonista e pareceu querer “reforçar” a equipa da Amadora. Não foi apenas o lance do segundo tento visitante mas também o julgamento das faltas (quase sempre contra a Académica) e a dualidade de critérios disciplinares.
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Sob a arbitragem de Luís Reforço, do CA de Setúbal, as equipas alinharam:
Académica – Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Káká e Pedro Costa; Pavlovic; Tiero (Hélder Barbosa, 46) e N’Doye; Miguel Pedro (Paulo Sérgio, 72), Joeano e Lito (Fofana, 82).
Estª Amadora – Nelson; Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hugo Carreira; Fernando; Marco Paulo (Mateus, 64) e Tiago Gomes; Paulo Pereira (Vítor Moreno, 46), Jeremiah (Anselmo, 46) e Yoni.

Marcadores: Lito (24, 47, 58), pela Briosa; Maurício (36), Anselmo (61) e Wagnão (88).
Disciplina: Cartões amarelos a Pavlovic (62) e Miguel Pedro (66).
Assistência:.6201 espectadores.

Os "all blacks", um a um:

Pedro Roma (2) – Não teve grande trabalho, apesar de ter sofrido três golos e visto os ferros devolver duas bolas. Mostrou-se mais inseguro que habitualmente. Se, nos dois primeiros tentos, não tem quaisquer hipóteses, já no último hesitou demasiado na saída e ficou “a meio da viagem”.
Nuno Piloto (3) – Não começou mal, mas, na 2ª parte, experimentou muitas dificuldades quando o Estrela começou a dirigir os seus ataques pelo flanco esquerdo.
Orlando (2) – Logo aos dois minutos, evitou o golo adversário. A partir daí, mostrou-se sempre muito inseguro. Não por acaso, todos os golos do Estrela surgiram na zona central da nossa defesa.
Káká (2) – É certo que teve alguns bons pormenores. Mas também é verdade que mostrou a mesma insegurança do seu companheiro de sector, com quem partilha as mesmas responsabilidades nos golos adversários.
Pedro Costa (3) – Foi o melhor da defesa. Não comprometeu defensivamente e ainda procurou apoiar o ataque.
Pavlovic (3) – Uma actuação com altos e baixos. Talvez por ter jogado como único “trinco”, sentiu algumas dificuldades no início, quando o volume atacante do Estrela foi maior. Depois, subiu de produção, mas terminou em dificuldades. Excelente a abertura para o 1º golo de Lito.
Tiero (2) – Uma aposta falhada. Nunca conseguiu ligar o jogo da equipa. Uma perda de bola em zona proibida ia dando golo ao adversário. De positivo, um forte remate que obrigou Nelson a defesa apertada. Bem substituído ao intervalo.
N’Doye (4) – É certo que esteve muito perdulário no 2º tempo. Porém, voltou a mostrar-se um “poço de energia”. Esteve muito bem nas compensações defensivas e procurou, sempre que possível, catapultar a equipa para o ataque.
Miguel Pedro (3) – Começou algo “perro”, demorando muito a soltar a bola. No início da etapa complementar melhorou, tendo estado no lance do terceiro golo da Briosa. Viu um cartão amarelo por pretensa simulação e foi substituído.
Joeano (3) – Muito esforçado e batalhador mas continua distante da “veia goleadora” de outros tempos. Apesar de tudo, a sua presença abriu espaços, permitindo libertar mais Lito.
Lito (5) – Grande jogo. Conseguiu o primeiro “hat-trick” desta edição da BwinLiga, mostrando grande sentido de oportunidade em todos os golos. Mas, para além dos tentos que apontou, as suas movimentações provocaram desequilíbrios frequentes na defensiva adversária. Saiu para a ovação. Sem quaisquer dúvidas, o melhor da Briosa.
Hélder Barbosa (3) – Teve alguns bons pormenores mas esteve longe de ser o desequilibrador da época passada.
Paulo Sérgio (2) – Entrou para segurar o resultado mas não conseguiu dar a consistência defensiva de que a equipa precisava.
Fofana (-) – Jogou oito minutos e nada acrescentou.

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