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  - Domingo, Dezembro 16, 2007

AAC, 1 - Nacional, 0: ...E Cris desceu à terra!


A Briosa obteve hoje a segunda vitória da época, ao bater o Nacional por 1-0, em partida disputada no ECC.
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Relativamente à equipa que alinhou na Luz, no jogo da Taça de Portugal, registaram-se quatro alterações: para além de N’Doye (lesionado) saíram Litos, Paulo Sérgio e Joeano e entraram Orlando, Cris, Nuno Piloto e Ivanildo.
Mas, mais importante, Domingos Paciência operou uma revolução táctica, colocando a equipa num 4-4-2 em losango.
Assim, à frente do quarteto defensivo, constituído por Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha, surgia o “trinco” Pavlovic; no meio, Nuno Piloto na direita e Ivanildo na esquerda; mais à frente, Cris; na linha avançada, Lito e Hélder Barbosa apareciam como avançados abertos.

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A 1ª parte ficou marcada pela monotonia, dada a lentidão de processos mostrada pelas dois conjuntos.
Desde o início que a Briosa mostrou maior intenção atacante, mas a inspiração não era muita e, por isso, apenas por uma vez o golo esteve perto.
Foi aos 28 minutos, quando, aproveitando um ressalto de bola, Nuno Piloto, na direita e já dentro da área, rematou cruzado, valendo aos madeirenses o desvio de Diego Benaglio contra o poste direito da sua baliza.
Por seu turno, o Nacional limitava-se a deixar correr o tempo e pouco ou nada apoquentou Pedro Roma.

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No reatamento, Ivanildo foi rendido por Joeano, que se foi posicionar na frente, junto de Lito, recuando Hélder Barbosa.
A etapa complementar foi um pouco mais movimentada mas a fraca qualidade do futebol praticado de parte a parte foi uma constante.
Os visitantes surgiram um pouco mais atrevidos mas só aos 66 minutos criaram verdadeiro perigo: primeiro, num forte remate de Juliano, que Pedro Roma defendeu para a frente, acabando Orlando por desviar para “canto”; na sequência deste, marcado de forma curta, o mesmo jogador fez o esférico rondar a linha de golo antes de sair junto ao poste contrário.
Nesse período, os “all blacks” experimentavam algumas dificuldades em ligar o seu jogo.
Domingos Paciência “refrescou”, então, o meio-campo, fazendo entrar Tiero e Miguel Pedro para os lugares de Nuno Piloto e Hélder Barbosa, respectivamente.
Assim, no último quarto de hora, a Briosa voltou a ter o domínio do jogo e a atacar de forma mais constante. Contudo, continuava a não conseguir criar perigo, pelo que o nulo parecia ser o desfecho final.
Mas, aos 84 minutos, Pedro Costa, após uma incursão pelo seu corredor, efectuou um centro bem medido para a área “nacionalista”. Joeano e Lito não chegaram à bola, mas esta tabelou no caboverdiano e sobrou para a esquerda, onde CRIS, livre de marcação, desviou para o fundo das redes de Diego Benaglio.

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Em resumo, numa má partida de futebol, a Académica acabou por vencer com justiça, já que foi a equipa menos má em campo. Ou seja, ao contrário de outros jogos, hoje, sem realizar uma boa exibição, acabámos por chegar à vitória e obter três importantíssimos pontos.
Lucílio Baptista realizou uma boa arbitragem, quase não se tendo dado por ele. E esse é o melhor elogio que se pode fazer a um árbitro.

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Sob a arbitragem de Lucílio Baptista, do CA de Setúbal, as equipas alinharam:
Académica – Ricardo; Pedro Costa, Orlando, Káká e Vítor Vinha; Pavlovic; Nuno Piloto (Tiero, 75) e Ivanildo (Joeano, 46); Lito e Hélder Barbosa (Miguel Pedro, 80).
Nacional – Diego Benaglio; Patacas, Ricardo Fernandes, Cardozo e Alonso; Ávalos e Cléber; José Vítor (Lipatin, 86) e Juliano; Adriano (João Moreira, 57) e Rodrigo (Pateiro, 46).

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Marcador: Cris (84).
Disciplina: Cartões amarelos a Cardozo (12) e Pavlovic (39). Cartão vermelho a Ricardo Fernandes (89).
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Assistência: 4097 espectadores.
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Os "all blacks", um a um:
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Pedro Roma (3) – Tarde tranquila. A única defesa apertada ocorreu naquele remate de Juliano. De resto, foi quase um espectador.
Pedro Costa (4) – Excelente exibição do “lateral” direito. Sempre muito certo defensivamente, procurou com frequência subir a apoiar o ataque. É dele o centro que origina o golo. O melhor da Briosa.
Orlando (3) – Não teve grande trabalho. Mostrou-se seguro, embora por vezes abuse do “chutão”.

Káká (3) – Tal como o seu colega, não teve muito que fazer. Apesar de tudo, mostrou-se um pouco mais activo, estando especialmente atento às “dobras”.
Vítor Vinha (3) – Talvez o mais fraco da defesa. Defensivamente, não comprometeu e só por isso lhe atribuímos nota positiva. O pior esteve no apoio ao ataque, onde se destacou pelos passes falhados.
Pavlovic (3) – Uma boa actuação do sérvio. Esteve sempre muito bem nas tarefas defensivas, mas mostrou as deficiências habituais no capítulo do passe.
Nuno Piloto (3) – Surgiu na sua posição natural, depois de alguns jogos a “lateral” direito. Rubricou uma actuação esforçada e, talvez por isso, foi substituído aos 75 minutos. Foi dele a melhor oportunidade da equipa na 1ª parte.
Ivanildo (2) – Actuação voluntariosa mas pouco conseguida. Necessita de ser mais objectivo. Saiu ao intervalo.
Cris (4) – Em boa hora regressou à equipa. Jogador polivalente, aparedeu hoje mais à frente, no apoio ao ataque. Muito lutador, esteve bastante em jogo. Acabou por seu o autor do golo, estando no sítio certo no momento exacto.

Lito (3) – Não esteve nos seus melhores dias. A jogar na frente, mostrou-se abenegado mas pouco profícuo.
Hélder Barbosa (3) – Surpreendentemente, surgiu como um dos homens mais adiantados. Trabalhou bastante mas foi pouco eficiente. Por vezes, mostra-se excessivamente individualista, acabando por perder a bola de forma inglória.
Joeano (2) – Que se passa com ele? Está uma “sombra” do que já mostrou. Entrou após o intervalo mas pouco conseguiu fazer. No lance do golo, só não estamos a lamentar o seu falhanço graças ao ressalto em Lito e à conclusão vitoriosa de Cris.
Tiero (2) – Entrou no último quarto de hora para dar mais força ao “miolo” e tirar partido da sua meia-distância. Um remate forte mas muito por alto.
Miguel Pedro (1) – Jogou apenas a última dezena de minutos. Nada de relevante a registar.
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Crónica de Jorge Martins

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